ENQUETES

Se as eleições em MT fossem hoje, em quem você votaria para governador?

PUBLICIDADE

Equilíbrio / CIÊNCIA & SAÚDE
27.07.2017 | 21h30
Tamanho do texto A- A+

Estudo questiona se antibióticos devem ser usados até o fim do tratamento

Análise foi publicada na revista científica "BMJ". Para professor da Unifesp, texto é relevante, mas há outros fatores a serem considerados.

Do G1/BEM ESTAR

Uma análise publicada no “British Medical Journal (BMJ)” sugere que a informação de que devemos tomar antibióticos até o fim do tratamento precisa ser melhor avaliada. Há uma argumentação central que sustenta o ponto de vista dos pesquisadores -- quanto maior o tempo de uso de antibióticos, maior a probabilidade das bactérias se tornarem resistentes (aquelas mais difíceis de tratar).

 

Na verdade, trata-se de um quebra-cabeça que a ciência está tentando entender e há muito tempo discute. Se por um lado, a interrupção precoce também pode gerar organismos resistentes; por outro, também é fato que tratamentos longos desencadeiam o mesmo fenômeno.

 

Assim, adiantamos: não é recomendável parar de tomar antibióticos sem orientação médica. Isso é uma questão ainda em avaliação pela ciência e o artigo do BMJ faz um questionamento para pesquisas futuras.

Desse modo, a análise levanta alguns pontos para investigação: qual o tempo ótimo para parar de tomar antibióticos? Estamos prestando atenção nesse tempo? E em termos populacionais, o que o prazo de tratamento significa?

 
Ainda há um segundo desdobramento da análise publicada nesta quarta-feira (26). Um tratamento com antibióticos não atinge somente a bactéria que está causando a infecção -- atinge a todas. Carlos Kiffer, infectologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), exemplifica:

 

“Suponhamos que você tem uma criança com infecção respiratória causada por patógenos do tipo streptococcus. Você dá o antibiótico e elimina esse micro-organismo específico. Só que, a criança, como todo mundo, possui muitas bactérias no intestino”, diz o pesquisador.

 

“Eis que é possível que no futuro uma E.coli, que representa cerca de 80% das bactérias, pode ficar resistente e causar uma condição grave.”

A ideia do artigo do BMJ, assim, é que não basta só olhar para a bactéria-alvo, mas para todo o conjunto de bactérias existentes no organismo.

 

Isso em termos populacionais é ainda mais importante – já que, se as pessoas tiverem menos bactérias resistentes, menor é a probabilidade de que esses organismos se espalhem pelo mundo. Com isso, evitamos um grande problema de saúde pública: de que no futuro não haja tratamento disponível para alguns tipos de bactérias.

 

 

Fonte    http://g1.globo.com/bemestar/noticia/estudo-questiona-se-antibioticos-devem-ser-usados-ate-o-fim-do-tratamento.ghtml




Clique aqui e faça seu comentário


0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

1999-2017 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados