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Equilíbrio / DIREITOS DA MULHER
12.03.2017 | 04h30
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Escola faz direitos das mulheres virar matéria

E. E. Niceia Albarello Ferrari, em Diadema, adotou como 'disciplina' temas como machismo e violência

DO DIÁRIO DE SP

A "Escola Estadual Professora Niceia Albarello Ferrari", em Diadema, no ABCD, vai além do proposto no calendário escolar e discute em sala de aula assuntos como machismo e violência contra mulher.

As atividades acontecem o ano inteiro, mas em março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher, o tema recebe uma atenção ainda especial. "A ideia é conscientizar a mulher para ela não sofrer calada. O trabalho é um processo muito importante para nós", afirmou a vice-diretora da unidade, Sueli Azevedo de Moraes.

Durante as aulas, as discussões são feitas visando mostrar que a violência e a desigualdade de gênero não são normais. 

"É uma situação (de agressão) difícil de lidar, porque não podemos ser invasivos na vida de uma aluna. Muitas já foram até a minha sala falar. Não é confortável, mas tentamos mostrar a elas a importância da denúncia", explicou Sueli.

A diretora contou que a experiência de 26 anos na área da educação a ensinou muito. "A gente percebe que uma luno convive em um ambiente de violência pelo histórico de disciplina dele dentro da sala de aula", disse.

No entanto, o debate vai além das disciplinas tradicionais de segunda a sexta-feira. Aos fins de semana a unidade escolar fica aberta e adolescentes de outros colégios e mulheres do bairro se deslocam até a Niceia Albarello para aprender conceitos sobre empoderamento feminino e até mercado de trabalho.

Hoje, por exemplo, vão receber um grupo de artesãs para conversar sobre empreendedorismo feminino. Nas próximas semanas, uma delegada de uma DDM (Delegacia da Mulher) irá falar para a comunidade.

'Meninos já reproduzem o machismo', diz mãe

A auxiliar de enfermagem Damiana Soares, de 52 anos, só tem motivos para agradecer as diversas iniciativas da "Escola Estadual Professora Niceia Albarello Ferrari", em Diadema.

O motivo? Todos seus filhos passaram pela unidade e agora sua caçula tem participado das atividades e debates sobre empoderamento feminino.

"O Escola da Família já é um programa super importante porque dá aula e oficinas muito interessantes, mas essa proposta de discussão entre mulheres é essencial", afirmou Damiana.

Sua filha Letícia Maria Soares, de 12 anos, pegou gosto pelos debates em sala de aula e, aos sábados, volta à escola para aprender mais. "Ela (Letícia) sente muito medo de sair por causa dos olhares maldosos dos homens. Isso é triste porque ela acaba ficando trancada dentro de casa", explicou Damiana.

Para Damiana, muitos meninos adolescentes já reproduzem o machismo, o que afeta o dia a dia da filha e das colegas dela.

Além disso, Damiana disse acreditar que as mulheres vêm ganhando mais espaço, mas ainda há um longo caminho. "Temos muito medo de fazer diversas coisas e não pode ser assim. A Letícia tem receio de sair com alguma roupa. É inadimissível uma situação dessa. A gente precisa ter coragem de enfrentar e se defender, sabe?", refletiu.

A enfermeira vai participar de todas as atividades neste mês junto com a filha e as amigas.

 

 

Fonte      http://www.diariosp.com.br/mobile/noticia/detalhe/95296/escola-faz-direitos-das-mulheres-virar-materia




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