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Entrevista da Semana / ELEIÇÃO 2018
08.07.2017 | 19h30
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“Taques terminará bem o Governo e, dificilmente, terá adversário”

Deputado Gilmar Fabris acredita que, se adversários não disputarem “pra valer”, perdem a eleição

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O deputado Gilmar fabris, que aposta na reeleição do governador Pedro Taques

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Uma disputa relativamente tranquila e sem muitos “candidatos novos”. Desta forma, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) visualiza o pleito eleitoral do próximo ano, no que diz respeito à sucessão no Palácio Paiaguás.

 

Para ele, o governador Pedro Taques (PSDB) conseguirá terminar bem o seu mandato, o que o credenciará a vencer a disputa à reeleição, se esse for o desejo do tucano.

 

“Quem está no Governo já sai à frente de qualquer outra pessoa. E eu, acreditando que o Pedro Taques vai ali à frente findar com uma grande administração, vejo que, dificilmente, ele terá um adversário”, disse Fabris, em entrevista ao MidiaNews.

 

“Além disso, acredito que o grupo político que ora apoia o atual Governo é muito forte. ‘Ah, mas o senhor não acredita que pode surgir um candidato novo por aí?’ Acho muito difícil. ‘Uma nova opção?’ Muito difícil, até porque, a política mudou muito. É muito melhor dar continuidade do que arriscar no novo de novo”, afirmou o parlamentar.

 

Na entrevista, o deputado também fala sobre momentos críticos enfrentados pelo governador, como a negociação com servidores em relação ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Citou, ainda, a falta de recursos e os consequentes atrasos em áreas como a da Saúde, além de débitos com os poderes e instituições.

 

Eu, acreditando que o Pedro Taques vai ali à frente findar com uma grande administração, vejo que, dificilmente, ele terá um adversário

Fabris também falou sobre o escândalo envolvendo as escutas ilegais no âmbito da Polícia Militar, episódio que ele classificou como “muito confuso” e que, em sua avaliação, não ocorreu a mando de Taques.

 

Por fim, comentou sobre a recente operação envolvendo desvios de recursos públicos, em um convênio entre a Assembleia Legislativa e a Faespe, além de falar de seu futuro político.“Quero morrer deputado estadual”, afirmou.

 

Veja os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – O senhor é um dos principais defensores do Governo Pedro Taques. Como avalia a gestão até o momento?

  

Gilmar Fabris – Eu tenho percorrido Mato Grosso nos últimos dias e visto obras do Governo em todas as cidades. Em todas as cidades em que fui, o Governo está presente. Antes eu até achava que deveria ter uma comunicação maior a respeito dessas obras. Acho que o Governo fazia mais do que divulgava. Depois que o secretário Kleber Lima entrou, parece que deu uma melhorada e as coisas estão acontecendo mais. Acho que o governador, primeiro, pegou a maior crise já existente no País nos últimos 30 anos. E ele, dentro do possível, tem tocado o Governo.

  

Às vezes o que falta ao governador - até na ânsia de querer fazer e não dar conta -, ele acaba respondendo asperamente, até mesmo a imprensa. Vou dar um exemplo que foi a RGA [Revisão Geral Anual], uma situação que, desde a primeira reunião que fizemos com o governador, ele deixou bem claro que desejava pagar. Tinha até algumas sugestões que não havia a necessidade de pagar, pelo fato de o País estar em crise. Mas ele disse: "Quero pagar. Sei o que é ser servidor público, muitos acham que eles são privilegiados, mas penso que eles são sofredores. Então quero, dentro do possível, pagar a RGA".

  

E aí, quero inclusive, frisar nessa entrevista, a presença do chefe da Casa Civil, José Adolpho. Ele foi de uma habilidade muito grande. Jamais colocando na frente o seu nome, a sua pessoa, mas sim colocando sempre à frente o assunto. Com dias e dias de conversação, a coisa foi se diluindo e foi chegando a um acordo. Evidente que o governador que determinou que o secretário fizesse e ele fez com muita competência. É um secretário novo e que já se tornou um grande executivo. Teve um conduta que foi de muito respeito com os servidores.

  

MidiaNews – De uma maneira geral, o senhor acredita que a negociação em torno do pagamento da RGA foi conduzida de forma correta neste ano? E que, de certa forma, afastou aquela imagem ruim que ficou no ano passado, quando, inclusive, houve uma greve geral?

  

Gilmar Fabris – Não tenho a menor duvida. Desta vez, a negociação foi conduzida de uma forma em alto nível, tanto por parte dos sindicatos, quanto do Governo.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Gilmar Fabris

"Desta vez, a negociação da RGA foi conduzida de uma forma em alto nível, tanto por parte dos sindicatos, quanto do Governo"

Mas voltando a tratar do Governo Pedro Taques em específico, acho que ele vem fazendo um bom Governo, considerando a crise. Não é fácil trabalhar, faltam recursos.

  

Na minha avaliação, o que acredito que tem que melhorar é a Saúde, que é um problema que se arrasta há alguns anos. Desde que sou político, a demanda é muito maior do que o Governo tem a oferecer. No meu entender, primeiro, o Governo tem que pagar em dia. Isso temos que fazer um sacrifício do tamanho que for necessário para pagar em dia a questão da Saúde. E aqueles que estão lá na ponta da Saúde (médicos, enfermeiros, agentes da Saúde) também se desdobrar para ajudar o povo a sofrer menos. Tem que ter um carinho todo especial porque amanhã pode ter uma pessoa da sua família ali precisando.

 

Eu, por exemplo, nas minhas emendas, tenho colocado a maior parte dos recursos na área da Saúde. Fico feliz quando a área está melhor. Confio muito no secretário Luis Soares, meu amigo, pessoa sistemática, séria, que trabalha para dar certo. Uma pessoa competente e que está correndo atrás para que a coisa dê certo. Pode ainda não ter achado o caminho correto, mas, em pouco tempo, ele vai achar.


Penso que o Pedro Taques está fazendo um bom Governo, penso que é um candidato à reeleição com muito potencial para se reeleger, até porque agora as coisas tendem a melhorar um pouco. Há uma instabilidade monstruosa no País. Então, para governar atualmente, tem que "rebolar”. E é o que ele está fazendo.

  

MidiaNews – E a que o senhor atribui esse “potencial muito grande”?

  

Gilmar Fabris – Por exemplo: o nosso grupo político está unido no amor e na dor. Sabe perfeitamente das dificuldades. Tenho conversado com vários companheiros, entre eles o ex-senador Jaime Campos, que é uma pessoa que acredita no Governo, tem dado todo apoio. O ministro Blairo Maggi, com quem eu também tenho conversado, quer que o Governo dê certo, quer estar junto. O deputado federal Nilson Leitão, vários amigos meus deputados estaduais. Então, temos um grupo muito forte, em especial a lealdade desse rapaz que é o companheiro Carlos Fávaro, que tem percorrido Mato Grosso e está trabalhando para que o Estado dê certo.

 

Estou há 24 anos como deputado estadual. Sempre vejo um “toma lá, dá cá”, um querendo tomar lugar do outro. De repente você vê uma pessoa como o Fávaro, que tem todo potencial, mas que não tem desejo de tomar o lugar de ninguém. Ele já me disse que quer ser aquilo que ele for convidado a ser. Ele diz que, se entenderem que ele não serve pra nada dentro da política, ele volta pra roça e vai trabalhar. Se entender que serve, ele está pronto. Isso a gente não encontra todo dia, pessoas com essa capacidade. Esses são uns dos motivos.

 

MidiaNews – Diante desses pontos que o senhor mencionou, acredita que, saindo candidato à reeleição, o governador poderia se reeleger com facilidade, mesmo enfrentando problemas graves como na Saúde, por exemplo, que acumula atrasos milionários nos repasses?

  

 

Penso que o Pedro Taques está fazendo um bom Governo, penso que é um candidato à reeleição com muito potencial para se reeleger

Gilmar Fabris – Tenho comigo alguns detalhes. Um deles é que a pessoa que está no Governo hoje, que pode fazer alguma coisa a alguém, já leva certa vantagem. Você está governando e tem a obrigação de trabalhar pelo seu povo. Se você está trabalhando, se você está podendo levar algum beneficio às pessoas, com certeza o teu povo vai ficar feliz com você.

 

Hoje, a pessoa que está fora do Governo não tem recursos – e nem receberá, já que as empresas estão proibidas de fazer doações. E nem terá facilidade para gasto na campanha. Quem está no Governo, por exemplo, tem a obrigação de dar patrol, de dar lama asfáltica, levar Saúde às pessoas... Então, se fizer uma boa administração, quem está no Governo já sai a frente de qualquer outra pessoa. E eu - acreditando que o Pedro Taques vai ali na frente findar com uma grande administração - vejo que, dificilmente, ele terá um adversário.

 

Além disso, acredito que o grupo político que apoia o atual Governo é muito forte. Aí podem dizer assim: mas já combinou com o povo? Combinou. Combinou porque nós queremos o bem do povo. Este grupo foi eleito com voto popular. E então temos conversado com o povo.

  

“Ah, mas o senhor não acredita que pode surgir um candidato novo por aí?” Acho muito difícil. Uma nova opção? Muito difícil, até porque a política mudou muito. Muito melhor dar continuidade do que arriscar no novo de novo. As coisas estão indo, estão melhorando, estão no caminho. Por que vamos voltar à estaca zero? Por isso que acredito no Governo. Não se trata de dizer que o Pedro Taques vai ganhar com facilidade. O Governo, o grupo e os mato-grossenses vão entender que não é o momento de ficar com “disputinha” de eleição. É hora de dar continuidade, continuar governando. Por isso que acho e vejo com certa facilidade a reeleição do governo Taques.

 

MidiaNews – O senhor chegou a citar a questão do grupo, que está unido. Contudo, a gente já vê alguns movimentos de políticos que pertencem a esse grupo e que, de certa forma, têm criticado a gestão do governador.  Um exemplo é o senador José Medeiros, que já deu declarações dando conta de que o governador tem, até setembro, “para viabilizar a candidatura”. E mencionou também que esse grupo precisa ter um “Plano B”. O senhor concorda com essa avaliação? Entende que, de fato, o grupo precisa de uma segunda opção, que possa substituir o governador Pedro Taques?

 

Gilmar Fabris – Eu diria que não tem necessidade de “Plano B”. Mas o grupo tem nomes que, a qualquer momento que forem convocados, estão prontos para disputar a reeleição. Não é que vai ter que preparar esse alguém, mas é que de fato é um grupo muito forte.

  

Mas vejo que o governador só estará fora por uma questão ou de saúde ou coisa parecida. Temos plano A e temos que acreditar nesse plano. “Plano A” é levá-lo à reeleição, não tem outro plano para o momento. Agora, se Deus o livre lá na frente tiver que substituí-lo por uma questão de coisa muito grave, então, sim, o próprio grupo tem gente. E tem mais uma: o governador é uma pessoa que eu já estive conversando sobre esse assunto com ele e ele me disse: "Gilmar, se eu não me achar em condições de continuar um bom governo e realizar aquilo que penso, eu sou o primeiro a sentar à mesa com o grupo e dizer pra indicar outro". O governador já disse isso, só que todos nós entendemos que, no momento, ele é o melhor candidato.

  

Até por questões que muitos também não querem ser candidatos. O caso do senador Jaime Campos. Ele deixou bem claro que não aceita ser candidato ao Governo. O caso, por exemplo, do ministro Blairo Maggi, que não quer ser candidato ao Governo. Eles têm outra posição na vida. Não querem ser candidatos, mas aceitam apoiar o Pedro. E é isso que está acontecendo.

  

Vejo que o governador só estará fora por uma questão ou de saúde ou coisa parecida. Temos Plano A e temos que acreditar nesse plano. Plano A é levá-lo à reeleição

MidiaNews – E hoje o senhor sente no governador essa vontade em disputar a reeleição?

  

Gilmar Fabris – Sinto e vou dizer um detalhe a você: o governador tem uma coisa, ele levanta cedo e dorme tarde. Ele trabalha bastante, gosta de trabalhar e é feliz naquilo que faz. Ele quer, está com vontade, está com desejo, está com tesão, como a gente diz na política. Acho que isso tudo também é uma coisa válida. Porque quando você tem um candidato que precisa estar sendo empurrado, aí não dá certo. Isso pra mim é a pior coisa que pode existir numa candidatura.

  

MidiaNews - Outra pessoa que também faz parte desse grupo e que andou criticando o governador é o ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz. Ele disse, por exemplo, que Mato Grosso precisa de uma pessoa com um “novo perfil” à frente do Estado, um perfil de desenvolvimento e que não fique, segundo ele, somente atrelado àquele discurso de combate à corrupção. Citou, inclusive, que muitos segmentos do Estado estão paralisados, que é preciso um gestor que faça mais. O senhor concorda com essas criticas? De fato, Mato Grosso precisa de um gestor com perfil diferente do governador Pedro Taques?

  

Gilmar Fabris – Quero dizer a você o seguinte: o companheiro e amigo Percival está certo no que ele diz. Mas, entendo que esse novo perfil está no próprio doutor Pedro Taques. Aí que está a história: o Percival está correto. O governador Pedro Taques entrou no Governo com um perfil e já está mudando esse perfil. Tornou-se político, tornou-se realizador. Aí já está o novo. Não precisa buscar um novo. Estamos com um gestor novo, gestor esse que o companheiro Percival Muniz endossou e trouxe para apresentar ao Estado.

  

Entendo o que o amigo Percival diz. Que antes o governador tinha uma bandeira, anticorrupção e tal. Tudo bem, isso é assunto que já é prática nele, todo mundo conhece, até porque ele foi procurador e etc. Só que hoje ele está bastante político, realizador. Pegou o gosto de Juscelino Kubitschek, quer fazer. E aí está o novo.

  

O novo às vezes não é de idade, não é a troca, às vezes é o perfil. Hoje, por exemplo, o governador ouve muito mais, discute com segmentos, troca ideias. Então, ele se tornou o novo, se tornou aquilo que o Estado precisa, como diz o Percival.

 

MidiaNews – Temos já alguns nomes que surgem como opções da oposição para a disputa eleitoral no próximo ano. Como o senhor avalia, por exemplo, a possível candidatura do senador Welington Fagundes? Ele tem chances? É um nome viável? Tem condições de enfrentar o governador Pedro Taques?

  

Gilmar Fabris – Eu penso um pouco diferente. Não sou de avaliar o adversário. Acho que, quando você coloca competência na sua campanha e na sua administração, automaticamente, o adversário é neutralizado.

 

Apesar da amizade que tenho com o senador Welington, não tenho tido conversa com ele nesse sentido. Não sei a articulação que ele e a oposição estão fazendo. Sei da nossa. Nosso grupo é muito forte e estamos prontos. O grupo dele eu não conheço. As articulações que ele está fazendo também não tenho conhecimento. Então, não dá para avaliar. Só sei dizer que quem disputar com a gente, tem que disputar pra valer, se não vai perder.

Alair Ribeiro/MidiaNews

Gilmar Fabris

"Quando você coloca competência na sua campanha e na sua administração, automaticamente, o adversário é neutralizado"

  

MidiaNews – Outro nome ventilado pela oposição é o do presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Antônio Joaquim. Ele está há 20 anos fora da disputa eleitoral. Ainda assim, é possível ele viabilizar uma candidatura de contraponto à do governador?

 

Gilmar Fabris – Acho que primeiro tem que viabilizar a candidatura. Não sei como o presidente do Tribunal tem avaliado essa questão de viabilizar. Viabiliza conversando com quem é forte no Estado, eleitoralmente falando. Porque quando você está conversando com quem é forte no Estado, você está conversando com o povo. A gente tem mania, sempre como político, de perguntar: “Já conversou com o povo?”. Então, é o seguinte: não sei se eles combinaram com o povo já. Não conheço, não sei do potencial.

  

Volto a repetir: nosso grupo é muito forte. Conheço as pessoas fortes desse Estado, conheço prefeitos, vereadores, lideranças, sindicalistas, o povo, vereadores, suplentes, agronegócio... Dentro de todo esse segmento, vejo que nosso grupo é muito forte.

  

MidiaNews – O senhor classificaria como um grupo “imbatível”?

  

Gilmar Fabris – Na política não tem nada imbatível. Só que eu acho que mudaram os tempos políticos. Por exemplo, aqui na Assembleia Legislativa terão poucos nomes que desejam vir pra cá. Hoje poucas pessoas desejam disputar Governo, Senado, Assembleia, Câmara Federal. Por quê? Pois hoje você, sendo bom ou ruim, se você for da classe política você já é taxado como ruim. Então, muita gente não quer isso. Muita gente chegou à política por vaidade, e essa vaidade acabou. Esse desejo, hoje em dia, é de poucos. Na eleição passada, para prefeito e vereador, nós tivemos muita dificuldade para achar candidatos. Família não quer que entra, você fica exposto a xingamentos, a ser maltratado, às vezes até sem merecimento. Antes a pessoa mostrava uma carteira de deputado e todo mundo olhava com outros olhos, bons olhos. Hoje você tem que esconder que é deputado. Essa é a razão que eu vejo que não tem mais aquela disputa, aquele desejo.

  

MidiaNews – Ainda falando sobre uma eventual candidatura do governador, mais uma vez, a gente lembra do episódio da RGA no ano passado, que foi uma discussão marcada por um intenso debate com servidores. Essa mudança do que houve ano passado para o cenário que tivemos neste ano, uma discussão mais tranquila, ajuda a imagem do governador perante o funcionalismo público, até visando à reeleição?

  

Gilmar Fabris – Se tem alguém que gosta do servidor, este alguém é Pedro Taques. Estou falando porque isso ele disse pra gente longe dos servidores, inclusive citou que a mãe dele é servidora. Então, ele tem um relacionamento muito grande nessa área. Tenho certeza que ele não está fazendo isso [pagamentos da RGA] pensando na questão eleitoral. Ele está fazendo algo que ele está se sentindo satisfeito. E quando você faz algo que realmente você está fazendo com satisfação, eu tenho certeza que ele vai colher os frutos. Tenho certeza que o servidor vai enxergar e ver que, no momento que teve uma dificuldade, ou foi realmente muita falta de recurso ou, às vezes, mal conversado, mal negociado. O Governo pagou RGA completa. Então, só teve desgaste lá atrás à toa, por falta de conversar. Depois acabou pagando. Então, o funcionário está de olho, está vendo que, se o governador puder fazer algo pra eles, ele vai fazer.

  

MidiaNews – Então, na avaliação do senhor, os servidores hoje têm um olhar diferenciado em relação ao governador, sem tanta “raiva”?

  

O funcionário público é sábio, está de olho no tipo de Governo que ele é em relação ao funcionalismo público. Eles estão percebendo que o governador gosta dos funcionários públicos

Gilmar Fabris – Acredito que sim. O funcionário público é sábio, está de olho no tipo de governo que ele é em relação ao funcionalismo público. Eles estão percebendo que o governador gosta dos funcionários públicos. Lá atrás ele foi prejudicado até em função da crise, da falta de recursos.

  

MidiaNews – O servidor público decide eleição? Eles vão votar no governador Pedro Taques?

  

Gilmar Fabris – Eu já perdi uma eleição por um voto, a minha primeira de deputado. Perdi outra por 38 votos. Então, veja, tem condições sim de decidir eleição. Acho que o servidor público vai chegar à eleição satisfeito. Mas isso não é preocupação do Governo. Em momento algum ele falou que tomaria alguma medida pensando em ter ou não o voto dos servidores. Ouvi dele diferente; ouvi ele dizer que é servidor, que a mãe dele era servidora e que ele queria ajudar essa categoria. Isso escutei por diversas vezes.

 

MidiaNews – Além desses problemas de falta de recursos, de crise econômica, muito se fala em uma crise política no Governo, uma crise de imagem, em função de problemas graves, como é o caso das escutas clandestinas. O senhor acredita que um esquema dessa natureza possa de fato ocorrer sem o conhecimento do governador?

 

Gilmar Fabris – Primeiro eu acho que o Governo do Estado, a Presidência da República, tem que ter algo de controle do Governo. O Governo nada mais é do que uma pessoa exposta a qualquer “doidura” de qualquer doido aí. Então, o Governo tem que estar sempre “monitorando”, seja por meio da Casa Militar, de quem quer que seja. Agora, não acredito eu que o Governo vai falar: “Olha, vai ouvir o Gilmar Fabris, ouvir Fulano, Ciclano”. Isso não vai. É muita pequenez fazer esse tipo de coisa.

  

Se fizeram alguma coisa, algum trabalho, até como forma de preservar o Governo, oferecer ao Governo a tranquilidade para que ele atue, se fizeram isso e de forma errada, não acredito que foi a mando do governador.

 

Mas quero deixar claro: parece até brincadeira, mas ainda não entendi nada sobre esse assunto.  Não sei quem mandou fazer, não sei quem fez. Já escutei muita conversa envolvendo coronel, Ministério Público, mais um monte de gente e não sei quem mandou fazer o quê. Não foi uma coisa que ficou clara pra mim, que “A mandou B fazer isso”. Não. Cada hora é uma história. Com toda a sinceridade, na minha cabeça esse assunto ainda está muito confuso. Não consigo nem falar sobre esse assunto. Mas acredito que o governador não perderia tempo de mandar gravar A, B ou C. Vejo que acabou virando um tumulto muito grande.

  

Outra coisa que chama a atenção. Saiu a reportagem na Rede Globo. A Rede Globo, quando vem pra cá atrás de uma coisa, ela pega o que aconteceu de mais grave. Se tudo que aconteceu é aquilo que passou no Fantástico, não vi tanta gravidade assim.

  

Acredito que o governador não perderia tempo de mandar gravar A, B ou C

MidiaNews – Mas, não há como negar que esse assunto está a todo momento na imprensa, nas conversas de bastidores. É inegável que isso mancha a administração do governador, não é verdade? Mesmo porque já houve prisões de membros do alto escalão do Governo, como a do secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, do ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, e do coronel Ronelson Jorge de Barros, adjunto da Casa Militar.

 

Gilmar Fabris – Quando você é Governo, tudo que acontece de ruim não é bom para o Governo, mesmo que ele não tenha nada com o assunto, mesmo que ele não tenha participado do assunto. Mas, se faz parte do Governo, isso entristece e é ruim.

  

Mas os fatos estão sendo apurados e não acredito que seja algo que vai trazer um baque muito grande. Nem para o Governo, nem para ninguém. É um fato que ocorreu, vai ser apurado e está sendo apurado. Penso que o governador não compactua com isso. Aconteceu, apura-se.

  

MidiaNews – Outro problema recorrente na atual gestão são os atrasos no duodécimo aos poderes. Os números sempre mostram aumento na arrecadação do Estado. Então, a que o senhor atribui essa dificuldade de honrar com os pagamentos aos poderes e instituições?

 

Gilmar Fabris – Aí é que eu digo - e que fique claro que isso é uma opinião minha - que não sei se é o que acontece. Mas acho que é o desejo de o Governo querer fazer as coisas com as pessoas e acaba gastando um pouquinho mais com uma estrada, com a saúde e acaba faltando o dinheiro para o Poder. Penso eu que seja isso. Porque se fosse só para dar o do Poder o que ele ia fazer? Assim que arrecadasse, entregava o dinheiro o dinheiro de cada e, provavelmente, não teria problema de atraso.

  

Mas, acho que, com essa crise violenta existente, ele pensa às vezes em gastar um pouquinho mais com ações para a população e tenta conversar com Poder A, B ou C e negociar esses pagamentos. Acredito que seja isso, na ânsia de querer fazer as coisas com pouco dinheiro.

  

MidiaNews – Recentemente, o secretário Gustavo de Oliveira [Fazenda] anunciou que, somando valores do ano passado e mais deste ano, há cerca de R$ 350 milhões em débitos com os poderes. Se está em atraso e os poderes estão funcionando, é sinal de que é possível fazer novos cortes ou “congelamentos” nos repasses às instituições?

  

Gilmar Fabris – A Assembleia fez a parte dela, ouvi falar que ia fazer de novo [devolver mais recursos]. Mas não estou no comando aqui da Casa ou das demais instituições pra dizer se o dinheiro que é repassado dá ou não dá. Não sei quais as necessidades de cada um. Mas creio que, se o Governo tiver um bom diálogo, se tiver como alguém ajudar com alguma coisa, ajudaria.

 

Mas tem que ter muita cautela porque, às vezes, pode pensar dessa forma de que está faltando e está funcionando, estaria tudo OK. Mas não é bem por aí, pode ser que a instituição esteja funcionando, mas não esteja a contento. É algo que precisa ser resolvido na conversa. Não é muita gente. São cinco, seis presidentes que têm que sentar com o governador e conversar.

 

MidiaNews – Está prestes a chegar na Assembleia o projeto do Teto de Gastos, que, entre outros pontos, congela repasses aos poderes, reajustes salariais, enfim... O senhor acredita que essa medida, considerada “amarga”, precisa de fato ser tomada? É inevitável?

  

Gilmar Fabris – Ainda não vi o projeto, mas pelo que escuto a nível nacional, vejo que se não tomar essa medida não tem como o Estado ir a lugar nenhum. Então vejo que ela é necessária.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Gilmar Fabris

"Ainda não vi o projeto do teto, mas, pelo que escuto, vejo que, se não tomar essa medida, não tem como o Estado ir a lugar nenhum"

E tem mais: estou notando, seja no funcionário público, no Governo, entre os deputados, todos os gestores, que é o momento de unificar, sentar à mesa, conversar. Essa conversa, esse debate tem que ocorrer sem mascarar números e informar, sem mentiras, nem pra cima, nem pra baixo. Não é trazer secretário para mentir, para contar historia que não é verdadeira. Na hora em que o projeto chegar aqui, precisa discutir. Se vem com uma conversa, com uma situação verdadeira, não tem razão do povo - seja servidor, do agronegócio, do comércio - rebelar.

  

Não é que eu penso que tem que penalizar todo mundo. Tem é que chegar a um consenso. Somos homens sábios, inteligentes, temos que chegar a um acordo. Se a população como um todo não chega a um acordo, é porque alguém está querendo “puxar a sardinha” pro seu lado. Não pode ocorrer isso. Tem que conversar, dialogar.

  

MidiaNews – E em relação a tramitação desse projeto na Casa, o senhor acredita que vai ocorrer de forma tranquila. Ou prevê muitos embates? A oposição, por exemplo, também tem esse entendimento de que tal medida é necessária?

 

Gilmar Fabris – A oposição teria que estar consciente. Espero que esteja. Mas, como vamos partindo para cada vez mais perto da eleição, a oposição faz a função dela, ser oposição.

  

MidiaNews – Isso significa que essa questão deve ser levada para o campo político? A tribuna da Assembleia vai virar palanque eleitoral em torno desse tema?

  

Gilmar Fabris – Não que se torne um palanque eleitoral, pois quando isso acontece, a população vê, a população percebe e fica ruim para o deputado. Mas uma ou outra pessoa acaba falando que não precisa da medida, que é incorreto, que o Estado está bem, mas nada mais é do que tentando atingir a questão eleitoral.

  

MidiaNews – Outro projeto em tramitação no Legislativo é o de autoria do deputado Oscar Bezerra, que pune com desconto nos salários os deputados faltoso. O senhor pediu vistas. Já analisou o texto? Discorda do que foi proposto pelo seu colega?

  

Gilmar Fabris – Acho que ele está correto, até porque isso já existe, inclusive, na Constituição e no Regimento Interno dessa Casa. O que eu pedi e fiz um substitutivo é para que as quatro sessões existentes ocorram apenas às terças e quartas-feiras. Por que quinta-feira cedo se dá para fazer duas na terça e duas na quarta? Então é isso que eu coloquei no projeto junto ao do deputado Oscar. Se necessário, fazemos quantas sessões forem necessárias, mas acho que do jeito que está [terça a tarde, quarta de manhã e a tarde e quinta somente pela manhã] não é o mais correto.

  

Até porque, parlamentar tem que percorrer o Estado. Tem que ir in loco ver as coisas, tem que percorrer as secretarias em busca das demandas. Eu era muito amigo do ex-deputado Ari Campos. Ele, quando via um parlamentar discursando aqui na Assembleia, falava: “Esse ‘bestalhão’ não volta mais”. E o Ari Campos sempre foi o mais votado em todas as eleições que disputou e nunca falou na tribuna, mas era um trabalhador nato. Qualquer hora do dia ou da noite você o encontrava na porta de algum lugar, pedindo por alguém. O deputado tem que se virar nos 30, não é só ficar aqui no plenário.

  

MidiaNews – Isso quer dizer que o senhor concorda com o desconto no salário, mas pretende mudar as datas das sessões?

  

Gilmar Fabris – Além de adequar para esses dois dias, que a punição ocorra. Até porque, se o deputado não vir dois dias, aí também fica difícil. Deixa esses dois dias para votar matéria e dedica os demais para outras atividades.

 

MidiaNews – A Assembleia voltou a ser alvo de operação do Gaeco, em razão de irregularidades em convênios com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe). O senhor acredita que, mais uma vez, o Poder está servindo como espaço para novos desvios de recursos públicos?

  

Gilmar Fabris – Não tenho mínimo conhecimento, não sabia nem o nome dessa empresa. Se você me perguntar qualquer coisa desse assunto, não sei responder. Aqui na Casa, estou vendo isso com muita tranquilidade. O presidente mandou abrir uma sindicância para investigar os fatos. E já vi o presidente Botelho dizer que doa a quem doer, o que tiver errado será punido. Isso que tem que ser feito.

 

Aqui tem toda a espécie de ser humano. Por isso que se fala que Assembleia é a Casa dos Escândalos, mas por essas razões

MidiaNews – Em meio a essa nova operação, voltam as críticas pesadas em relação à Assembleia, aos parlamentares, e a pecha de que o Legislativo seria palco de escândalos, de fraudes, de desvios de dinheiro público. Essa “fama” é equivocada?

  

Gilmar Fabris – Não se trata de palco de escândalos. Acontece que aqui é a Casa do Povo. Tudo que tem para se pedir em Mato Grosso é pedido nessa Casa, de caixão a outras coisas. Aqui é o fuxico o dia inteiro. Aqui é o lugar do povo, diferente do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, por exemplo. Ninguém vai a esses locais pedir isso ou aquilo. Só vem aqui. Além do mais, cada deputado aqui representa mais um milhão de votos de pessoas. São pessoas que vêm falar com você. E nisso vem a pessoa boa, vem o bandido, o juiz, aquele que falar de coisa indecente. Aqui dá de tudo. Por isso chama Casa do Povo. Ninguém vai ao TJ falar bobagem. Aqui fala. “Matei alguém, será que o senhor podia me ajudar?”. Aqui é tudo quanto é tipo de gente. Quem falar que não é assim é mentira. Aqui tem toda a espécie de ser humano. Por isso que fala que Assembleia é a Casa dos Escândalos, mas por essas razões.

 

Uma coisa falo pra você: a Assembleia vive dia e noite de ameaças. Vai sair matéria no Fantástico, matéria não sei onde. Aí tivemos um dia que faltou energia e todo mundo já saiu falando que foi por conta da deflagração da operação. Então, acho que há muita especulação, muito fuxico. Aqui tem muitos companheiros bons, com vontade de trabalhar para o povo.

  

MidiaNews – Já que o senhor citou essa questão de “burburinho”, de “conversas de corredor”, de bastidores, até mesmo nos corredores da Assembleia muito se especula sobre os conteúdos das delações premiadas do ex-secretário Pedro Nadaf, das supostas delações do ex-governador Silval Barbosa, do ex-deputado José Riva... Essas declarações irão revelar ainda mais escândalos aqui do Estado? O senhor teme o conteúdo dessas delações?

  

Gilmar Fabris – Eu não temo e nem teria que temer. Em relação à delação, tem que ter prova, porque se não eu chego lá e falo o que eu quiser. Às vezes é uma baita de uma mentira. A questão de colaborar, como estou vendo um ou outro colaborando com a Justiça, é uma coisa diferente. Agora, delação precisa ter suas provas.

 

Quero morrer deputado estadual. Não tenho vaidade de ser senador, de ser deputado federal

E não acredito que nada mais possa abalar mais do que já está se abalando no Brasil. Depois desse caso da JBS, o que mais você espera? O dono da JBS mirou pra todo mundo, juiz, promotor, não sei mais quem. Ora, primeira coisa que tinha que fazer era a respeito da JBS, daquele cidadão que era réu confesso naquele momento, depois vamos investigar os demais. Se realmente é verdade ou mentira. Então, vejo que tudo no Brasil é exagerado. Quando é sem lei é sem lei de uma vez. Quando é lei é lei demais. Tudo exagerado. Agora a onda é delator. Até dentro de casa o filho já quer delatar o irmão (risos). A moda pegou, mas pegou generalizada.

 

MidiaNews – Sobre o futuro político, o senhor pretende voltar a disputar uma vaga aqui na Assembleia na próxima eleição?

 

Gilmar Fabris – Quero morrer deputado estadual. Não tenho vaidade de ser senador, de ser deputado federal. Acho que uma das candidaturas mais fáceis de se eleger, no meu entender, é a de senador da República. Porque quando você forma um trio bom, de governador e dois senadores, você vai embora. A mais difícil é vereador, depois deputado estadual. Ai federal já é mais fácil e senador também, quando você está num grupo bom. Só que eu não tenho essa vaidade, porque aqui no Estado eu dou conta de ajudar as pessoas.

 

Conheço Brasília. Em 1978, Júlio Campos foi eleito deputado federal e eu fui trabalhar com ele como assessor parlamentar em Brasília. Lá você não manda nada. Lá você é mais um, você não da conta de nada. Aqui você tem amizade, aqui eu vou no hospital eu tenho amizade, tenho o carinho do dono do hospital, lá você não manda nada, ninguém nem sabe quem é você. O líder fala que é pra votar de determinada maneira e você vota. Então, eu tenho desejo de terminar minha vida política aqui nessa Casa, fazendo o bem, trabalhando, receber o carinho das pessoas como um bom deputado.

 

MidiaNews – Em sendo reeleito, o senhor pretende voltar a disputar a presidência da Assembleia Legislativa?

 

Gilmar Fabris – Não pretendo. Vou te contar por que. É muito cansativo, se você for exercer com vontade e aí eu já não estou disposto. Tenho dois netos, tenho a vida com minha esposa, meus filhos, então quero viver um pouco com a família. Já fui presidente uma vez, está bom. Estou feliz. Se você é presidente, dobra seu serviço. Você vai representar o Poder aqui, acolá. Não é só ser um deputado. Por isso não tenho essa intenção.

 

MidiaNews – Como o senhor tem visto a presidência do deputado Eduardo Botelho? Muitos têm comentado que ele está se destacando no meio político, participando de várias articulações importantes, até mesmo, junto ao Governo, como foi o caso da RGA; na questão da negociação em torno dos atrasos na Saúde, ele liderou reuniões com prefeitos, por exemplo. O senhor já acredita que ele é um nome promissor na política do Estado?

 

Gilmar Fabris – Eu gosto dele como pessoa e como presidente. Ele é uma pessoa de palavra, de coragem. Ele tem a coragem de falar o que tem que ser falado, fazer os apontamentos que precisam ser feitos, porque nem toda hora você tem que falar “amém”. Eu gosto do estilo do colega Botelho.

 

E, sobre o futuro dele, nem sei se é desejo dele ou não, mas acredito que ele vai ser prefeito por aí. Seja aqui na Capital, seja em Várzea Grande. Se ele tiver esse desejo, vejo que ele tem esse perfil.




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16 Comentário(s).

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Fulano de Tall  11.07.17 15h48
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João Batista  11.07.17 14h36
Deputado vc não acha que a coisa está feia pa vcs não, nas eleições vamos ver o povo Mato-Grossense da o troco pra vcs!!!
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Fernanda Flores  11.07.17 08h48
Ta sendo bem otimista o deputado...
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Aécio  10.07.17 16h45
É uma vergonha a PEC de congelamento de gastos públicos !!! Mais 10 anos de salario congelado governador... PIB de Mato Grosso cresce a cada ano. Péssima gestão.
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Danielle  10.07.17 13h11
Melhor que ele só vc mesmo ne Deputado????, pode deixar que não vamos esquecer da sua postura dentro da Assembleia!
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