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Entrevista da Semana / STAFF TUCANO
21.01.2017 | 20h50
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Senador afirma que secretariado técnico de Taques não deu certo

“O técnico está na metade do político, é um político em construção”, diz José Medeiros

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O senador José Medeiros, que teceu críticas ao chamado "secretariado técnico"

RAMON MONTEAGUDO E CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O senador José Medeiros (PSD) criticou as escolhas feitas pelo governador Pedro Taques (PSDB), ainda no início de sua gestão, quando ele optou por nomear secretários com o chamado “perfil técnico” para seu staff.

 

Na avaliação de Medeiros, a decisão de Taques, à época respeitada pelos aliados do Governo, não surtiu o efeito esperado. Isto porque, segundo ele, o técnico carece de algumas características que são importantes para o Governo, como a sensibilidade política.

 

“O técnico, eu diria, é um político por fazer. O técnico está na metade do político, é um político em construção. Ele detém o conhecimento de determinada área, mas falta alguma coisa”, disse Medeiros, em entrevista exclusiva ao MidiaNews.

 

O técnico,eu diria, é um político por fazer. O técnico está na metade do político, é um político em construção

“O Estado não consegue resolver todas as demandas da cidade. Aí que entra a política, para conseguir organizar. Eventualmente, você tem que ser o algodão entre os cristais. O técnico não faz isso. O técnico tenta fazer a coisa mais bem feita possível, mas ele funciona como: em condições normais de pressão e temperatura, mas o Estado não é assim. Então, você precisa ter flexibilidade”, completou.

 

Ao longo da entrevista, o senador também fala de suas impressões em relação às mudanças que o governador tem realizado em seu staff, das perspectivas para Mato Grosso ao longo de 2017 e também fala sobre sua candidatura à Presidência do Senado Federal.

 

Confira os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – Acabamos de passar por um processo eleitoral municipal, onde o rearranjo de forças foi definido. O PMDB conquistou a Prefeitura de Cuiabá, considerada estratégica para 2018. Como o senhor está vendo esse novo desenho e qual a expectativa para 2018?

 

José Medeiros – 2018 está longe para fazer qualquer prognóstico, qualquer previsão. É muito cedo. Hoje muitos dizem que o Governo está “morto”, mas acho difícil fazer essa previsão. O Mauro Mendes, por exemplo, no início do Governo dele, teve uma semana terrível. Teve “visita” da Polícia Federal na questão da Operação Ararath, problemas na empresa, problemas na mineradora, enfrentou greve de servidores. As pessoas falaram que o Mauro estava acabado. O cenário mudou. Ninguém ganharia dele na eleição passada e hoje ele está cotado pra tudo que é cargo. Política tem disso.

 

Hoje o Governo Pedro Taques está enfrentando dificuldades em razão da crise. É o velho ditado: casa em que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. No momento em que o governador conseguir colocar isso aí nos trilhos – mas tem que ser esse ano –, a tendência é que esse momento difícil passe. Se superar isso aí, vejo que pode sair com um Governo extremamente bem avaliado e ser governador reeleito, com tranquilidade. Mas isso são conjecturas, pode ser como pode não ser.

 

Dilma Rousseff, por exemplo, poderia sair como a melhor presidente que o Brasil já teve. Com PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], com Copa do Mundo, com Olímpiadas e, de repente, isso virou nada. O cenário político aqui no Estado não é diferente. Por isso é temerário fazer qualquer previsão. Quem tiver se preocupando com isso está ralado.

 

Se você começa um mandato pensando em um próximo, você vai morrer de ansiedade, vai ficar com depressão. Uma eleição, às vezes, muda nos dois últimos dias. Acho que era Darci Ribeiro quem dizia que fazer política é construir uma casa à beira do abismo. Você pode passar a vida inteira ali com uma bela vista, mas um dia pode desbarrancar e cair.

 

MidiaNews – O desejo do senhor é que o governador acerte e possa tentar uma reeleição?

 

Se superar a crise, vejo que (Taques) pode sair com um Governo extremamente bem avaliado e ser reeleito, com tranquilidade

José Medeiros – Todo mundo que trabalhou nesse projeto torce para isso. Porque seria uma autofagia você construir um projeto e depois começar a derrotar esse próprio projeto. Nosso sonho, aliás, é que aconteça isso, porque será muito ruim para a política de Mato Grosso se esse Governo não der certo.

 

Um dos problemas do Governo é a autoexpectativa. Quando você entra no cinema com a autoexpectativa sobre um filme, por melhor que o filme seja você ainda sai pensando que poderia ser melhor.

 

O Governo do Pedro pega um cenário muito difícil, com obras inacabadas, um ônus muito grande. Temos essa mania no Brasil de que nós não queremos um governador, nós queremos um salvador da pátria. Então, quando você entra nesse cenário e aí você tem o ônus do passado - e você se depara com a real crise -, é complicado.

 

Mas se você notar, Mato Grosso pagou salários em dia, pagou parcelas de reajuste [inflacionário]. Boa parte dos Estados está devendo salários de outubro. Aqui está tudo caminhando. Continuou com algumas obras e fez outras. Então, nosso Estado está caminhando. Mas o que aconteceu? Creio que essa grande expectativa acabou matando e, talvez, também o fato da equipe ser nova no cenário político tenha pesado.

 

MidiaNews – O senhor acredita que as escolhas feitas pelo governador para seu secretariado foram equivocadas?

 

José Medeiros - O Pedro tomou uma decisão no início do Governo, que foi respeitada por todos os partidos, mas todos os parceiros, naquele momento, ficaram com muito medo. Por quê? Quando você faz opção por colocar uma equipe totalmente fora da política, você corre certo risco.

 

O bom político é o cara que detém conhecimento técnico e acima de tudo detém os conhecimentos de como funciona a política. E o técnico, eu diria, é um político por fazer. O técnico está na metade do político, é um político em construção. Detém o conhecimento de determinada área, mas falta alguma coisa.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Senador José Medeiros

"E a política passa isso: esperança e símbolo. O Estado não consegue resolver todas as demandas da cidade. Aí que entra a política"

Note bem: o técnico é muito prático. Por exemplo: tem um prefeito lá de Colniza que está agoniado com determinada situação em seu Município e, agoniado, ele vem pra Cuiabá. Aí ele chega aqui, o técnico está com uma agenda lotada. O técnico segue a agenda. Já o político pensa: “O prefeito saiu de Colniza, ele não iria andar 1.300 quilômetros de carro para nada. Deve estar acontecendo algo muito grave”.

 

O político “faz o diabo”, nem que ele estique a agenda. Mas ele atende o cara. Há uma sensibilidade maior. E ele não atende o cara olhando no relógio ou olhando para o teto quando o assunto está chato. Ele dá atenção que o cara precisa no momento. Nem que seja um chá de erva-doce esse cara vai levar aqui de Cuiabá.

 

E a política passa isso: esperança e símbolo. O Estado não consegue resolver todas as demandas da cidade. Aí que entra a política, para conseguir organizar. Eventualmente, você tem que ser o algodão entre os cristais. O técnico não faz isso. O técnico tenta fazer a coisa mais bem feita possível, mas ele funciona como: em condições normais de pressão e temperatura. Mas o Estado não é assim. Então, você precisa ter flexibilidade. O Estado não é uma coisa rígida, precisa de flexibilidade.

 

MidiaNews – O senhor acredita então que faltou o trato político ao Governo?

 

José Medeiros - Nesse caso não dava para ter uma equipe 100% técnica. Não dava, porque tudo que Mato Grosso precisa nesse momento é de criatividade política, sensibilidade e, acima de tudo, carinho. A população estava arrebentada.

 

Além disso, o técnico sabe o seguinte: dois mais dois são quatro. Na política, dois mais dois pode ser qualquer coisa. Não estou falando de dinheiro, estou dizendo que, na política, você precisa fazer as coisas funcionarem. Caiu a ponte entre Rondonópolis e Cuiabá. Cuiabá está ilhada. O que o técnico diz: você precisa fazer uma licitação e tal, tal, tal. Daqui 90 dias pode arrumar isso. Vem o político e faz um decreto emergencial. Mas, mesmo no decreto emergencial, às vezes, ainda se cria uma burocracia. Político faz uma força-tarefa para resolver o problema.

 

Disse tudo isso para falar que o Pedro está tomando agora – por isso tenho plena esperança de recuperação – um caminho diferente. Veja um exemplo: até agora os técnicos se debateram com esse VLT [Veículo Leve sobre Trilhos]. Não tenho dúvida que o VLT agora sai. Por quê? Pois tem um político ali para conduzir. O político chega, olha e vê R$ 200 milhões debaixo de um barracão apodrecendo e a população sem usar. Ele olha e entende que tem que resolver. O que precisa fazer ele pode até não saber, mas ele entende que tem que resolver. Esse cenário estou vendo que está mudando. Vejo o Governo do Pedro tentando conversar, vejo os partidos discutindo. Não se trata de “toma lá, dá cá”, se trata de conversar. Política é a arte da prosa. É você conversar, dar manutenção aos parceiros, prestigiar quem esteve junto com você. Às vezes as pessoas encaram isso de uma maneira muito ruim, mas isso é importante. A Dilma, por exemplo, boa parte do desgaste dela foi por falta de conversa.

 

A cabeça é política, o 'rabo' é técnico. Essa é uma junção muito importante

MidiaNews – Com essas mexidas no tabuleiro, essas mudanças de secretários, o senhor está vendo claramente o movimento em direção à política e deixando um pouquinho a tecnicidade de lado?

 

José Medeiros – Vejo que em pontos chaves o governador está fazendo acertos tranquilos. A cabeça é política, o “rabo” é técnico. Essa é uma junção muito importante. Óbvio que tem que ter a sensibilidade de ter ao lado os parceiros que o ajudaram, porque se não dá confusão. Isso é fácil de fazer.

 

MidiaNews – Mas aqui no Governo, o senhor não acredita que esse cenário não pode resvalar para um loteamento de cargos?

 

José Medeiros – O “loteamento” de cargos existe no Brasil. Eu penso que o Pedro tem que chamar os partidos que estiveram com ele e conversar. Você quer participar do Governo? Tudo bem, me traga seu melhor político. Não vou colocar aqui o “Zezinho” porque você gosta dele. Penso que ele tem que fazer uma administração política, trabalhando com bons parceiros. Isso vai ser sempre chamado de “loteamento de cargo”, porque o modelo hoje no Brasil é esse. Partido faz política para chegar ao poder. Então, essa “divisão” é normal.

 

Lógico que cabe ao governador analisar se o partido A ou B está indicando pessoas que vão contribuir com Mato Grosso ou se é alguém só para estar no cargo.

 

MidiaNews – O PSD segue junto com o Governo Taques em 2018?

 

José Medeiros – Se depender de mim, sim. Mas ainda é cedo para falar. Muitas vezes você está em uma convenção e na madrugada muda tudo. É impossível dizer se isso vai acontecer ou não.

 

A política é uma rosa, mas é cheia de espinhos. Tem muita gente que prefere trabalhar na desconstrução

MidiaNews – Inclusive recentemente houve um mal estar, pois chegaram a criar uma “arte” como se o vice-governador Carlos Fávaro fosse sair candidato ao Governo...

 

José Medeiros – Essas intrigas sempre existem. Esse grupo anda muito coeso. E aí sempre tem quem trabalha “nas sombras”. A política é uma rosa, mas é cheia de espinhos. Tem muita gente que prefere trabalhar na desconstrução. Tem muita gente que vê um projeto que está caminhando e tenta destruir. Esses são os venenos. Creio que isso está superado. Fávaro tem se mostrado totalmente leal ao Governo. Fávaro jamais iria fazer uma coisa dessas. Isso é coisa de moleque.

 

MidiaNews – O senhor é um candidato à presidência do Senado. É correto afirmar que a candidatura do senhor é uma candidatura de protesto e por quê?

 

José Medeiros – Acho que não é de protesto. Acho que é uma candidatura nascida do anseio de boa parte dos senadores que querem ver o Senado com duas chapas. Não foi uma candidatura protestando contra nada, mas uma candidatura de quem acha que é possível construir outra via dentro do Senado. Candidatura com viabilidade, que quer estar de acordo com os anseios das ruas, que é a política não ser mais uma coisa de acordos em salas fechadas. Uma candidatura que quer, acima de tudo, fazer florescer no Senado Federal o verdadeiro espírito da democracia através dessas duas chapas disputando.

 

MidiaNews – Mas quando falo em protesto é justamente nesse sentido. Porque ali existe um grupo que “domina” o Senado, que vai se alternando no poder, que tem comando diante de praticamente todas as bancadas. Na verdade, pelo que temos ouvido, sua candidatura vem nesse sentido, de ser um protesto contra esse “monopólio” no poder.

 

José Medeiros – Sempre quando surge uma candidatura, geralmente é antagônica a outra chapa. Nesse aspecto sim. Sou contra a falta de rotatividade nas relatorias, a falta de isonomia entre os senadores no que diz respeito à tramitação dos projetos.

 

Precisamos de um Senado também mais próximo dos governadores, dos Estados. O Senado é feito para representar os Estados. O Senado precisa se debruçar mais sobre a situação financeira dos Estados, porque é para essa função que o Senado existe: representar os Estados.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Senador José Medeiros

"Precisamos de um Senado também mais próximo dos governadores, dos Estados. O Senado é feito para representar os Estados"

MidiaNews – É exagero afirmar que o PMDB manda no Senado hoje, através de Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Romero Jucá, principalmente esses três? 

 

José Medeiros – O PMDB, primeiro, é a maior bancada e é bom que a gente entenda como funciona o PMDB. Não sei quem bolou isso, mas a gente sente que por um acaso do destino a presidência do Executivo caiu no colo do PMDB. Mas não é esse o objetivo do PMDB, fazer Executivo.

 

O PMDB é um partido parlamentarista e a busca pelo exercício do poder do PMDB não é pelo Executivo, é pelo Parlamento. Se você notar, na maioria das câmaras de vereadores do País, a maior bancada geralmente é do PMDB. Se você analisar bancadas estaduais, geralmente tem grande poderio do PMDB. Você nota que, geralmente, até os governos do PMDB não são muito bons. Essa não é a vocação do partido. A vocação é fazer a maioria e, com isso, ele domina o Legislativo e o Executivo. É uma forma muito perspicaz de exercício do poder.

 

Não estou criticando, estou fazendo uma constatação do que é. Eles são extremamente pragmáticos e dominam espaço. Trabalham muito bem essa questão de exercer o poder, de acordo com os espaços que eles conquistam. Então, é correto dizer que hoje o Legislativo e o Executivo estão na mão do PMDB sim.

 

MidiaNews – Isso é ruim?

 

José Medeiros – Não vou dizer se é ruim ou se é bom. Isso depende de quem está controlando. Certo que uma hegemonia muito grande nunca é bom. O interessante é que estão surgindo alternativas e vamos descobrir se essa hegemonia do PMDB está sendo bem aceita ou não nessa eleição agora que vai haver do Legislativo.

 

MidiaNews – O senhor contabiliza, aproximadamente, quantos votos até o momento?

 

José Medeiros – Como eu disse, o PMDB joga pesado. Eles são bons para negociar, então, até os números estou me abstendo de colocar para evitar o “rolo compressor”. Se não, vão começar querer mapear e eu prefiro fazer tipo os mineiros, comer o escaldado quente, começando pela beiradas. Hoje a candidatura é viável.

 

MidiaNews – O senhor acredita na possibilidade de vitória?

 

José Medeiros – Sim. Não uma vitória minha, porque a candidatura, em que pese eu estar representando, está muito parecida à emenda das Diretas Já do Dante de Oliveira. Ele foi o ator, mas por trás do Dante tinha Mario Covas, Ulysses Guimarães, toda uma retaguarda de senadores muito tradicionais que pegaram um jovem mato-grossense corajoso, que era o Dante, e fizeram aquela emenda.

 

Estou fazendo meu mandato, espero colocá-lo em apreciação para saber quantos mato-grossenses aprovarão esse mandato ou não

Essa candidatura estou sendo muito mais empurrado, tanto que boa parte dos votos está sendo capitaneada por outros senadores que colocam isso não como Medeiros, mas como um projeto de um grupo. A pressão para retirada dessa candidatura tem sido grande. O próprio partido tem dito que pode ser que feche questão. Essas coisas fazem parte do cenário.

 

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, que preside o partido nacionalmente, deu uma entrevista afirmando que pretende fechar questão em prol da candidatura do Eunício. Então, a gente sabe que isso faz parte e estamos conversando.

 

MidiaNews – Corre o risco do partido do senhor “fechar” com seu adversário?

 

José Medeiros – Acho que não. Estou conversando com eles para mostrar que essa candidatura muito mais ajuda o Governo do que atrapalha.

 

MidiaNews – E quais são as expectativas para 2018 em relação à carreira política do senhor?

 

José Medeiros – É muito difícil prever, mas a gente sempre tem um norte. Estou fazendo meu mandato, espero colocá-lo em apreciação para saber quantos mato-grossenses aprovarão esse mandato ou não. A pretensão é construir uma eventual reeleição. Se eu conseguir fazer um mandato relevante, a pretensão é minha reeleição.

 

MidiaNews – Caso não seja possível, teria outro cargo?

 

José Medeiros – Não conto com outro cenário. Não cheguei a avaliar outro cenário.

 




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6 Comentário(s).

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Fernando  12.03.17 13h57
Quando você faz opção por colocar uma equipe totalmente fora da politica,voce corre certo risco......exato senador, corre o risco de deixar um bando de apaniguados sem cargo..
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Everton de Almeida Carvalho  23.01.17 11h31
Esta nova fase do Governo Taques significa uma possibilidade de maior diálogo com a sociedade. A presença de políticos capacitados tecnicamente favorece ouvir os anseios e críticas, sem gerar crises e isolamento e foi mais ou menos isto que ocorreu na primeira fase. O Governador, principalmente, precisa descer do pedestal e estar atento para a expressão da opinião pública. Medeiros acerta neste diagnóstico!
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Oseias Carmo Neves  22.01.17 16h00
Concordo com a tese de que o técnico se diferencia do político. São duas grandezas que não se compatibilizam. Se por um lado o técnico se baseia na eficiência, o político, se baseia na articulação e no cálculo político proveniente das suas decisões. Gestão de primeiro escalação deve ser política, combinada com um segundo escalão técnico. É da combinação entre o técnico e o político que podemos vislumbrar parâmetros mínimos de governabilidade. Mesmo assim, é difícil. Afinal, existem muitos interesses em jogo, nem sempre compatíveis.
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Rogério   22.01.17 13h30
Um técnico não é um político em construção. Há técnicos extremamente competentes que não são políticos e nunca serão. Assim como há maioria dos políticos nunca serão técnicos. Os secretários do Taques eram técnicos de empresas privadas, não tem experiência com administração pública.Esse foi o grande erro. Alguns são acadêmicos, doutrinadores, sendo que existe uma diferença muito grande entre teoria e prática. Acrescente a tudo isso uma "pitada" de arrogância e chegamos à situação atual.
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Marcelo  22.01.17 10h08
Todo POLÍTICO POR PROFISSÃO é contra os técnicos. O Brasil está nessa situação por causa dos políticos não por causa dos técnicos.
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