Cuiabá, Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
ABANDONO
29.09.2018 | 20h00 Tamanho do texto A- A+

"Políticos não vêm aqui; idoso não vota", diz presidente de abrigo

Sem dinheiro para contratar funcionários, unidade atende número menor que a capacidade

Alair Ribeiro/MídiaNews

A presidente do abrigo, Cleide Miranda, que atua há 37 anos como voluntária na casa

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A Fundação Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá, cuida atualmente de 77 idosos - nos próximos dias chegam mais cinco, totalizando 82. 

 

Apesar disso, a unidade seguirá com boa parte de sua capacidade ociosa, já que existem na instituição 130 vagas. Não que faltem idosos necessitando de abrigo em Cuiabá. É que a carência de recursos financeiros impede a contratação de mais funcionários, o que também reduz a capacidade de atendimento.

 

A presidente do abrigo, Cleide Miranda de Oliveira, 71 anos, recebeu o MidiaNews nesta semana e falou sobre a ausência do poder público na instituição e de que forma isso afeta o atendimento.

 

“Para colocar 130 idosos aqui, você tem que dobrar a quantidade de funcionários. E nós não temos condições financeiras. Nós estamos com limite mínimo de funcionários, que são 46. Isso em função da dependência dos idosos. A maioria dos idosos são dependentes totais”, conta.

 

Em tempos de eleições para o Governo, a presidente relata que quer do gestor é apenas “uma visita”.

 

“Que venha aqui, nos ouvir e ver em que pode nos ajudar. Infelizmente, não tem a presença do Governo aqui”, lamentou.

 

As necessidades do abrigo vão desde ventiladores de teto a serviços de manutenção, passando por roupas de cama e produtos de higiene pessoal.

  

Confira entrevista na íntegra:

 

MidiaNews – Hoje a fundação acolhe 77 idosos. E receberá mais cinco na próxima semana. No entanto, a capacidade total é de 130. Por que o abrigo não trabalha com sua capacidade máxima?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Nós não temos estrutura de pessoal para esse acolhimento. Para colocar 130 idosos aqui, você tem que dobrar a quantidade de funcionários. E nós não temos condições financeiras. Nós estamos com limite mínimo de funcionários, que são 46. Isso em função da dependência dos idosos. A maioria dos idosos são dependentes totais. Muitos já foram deixados há anos.

 

Agora nós estamos fazendo uma triagem para podermos acolher esses idosos. Porque para você encher a casa e não dar atendimento digno, é melhor não acolher. Os que estão aqui estão bem. Agora, por exemplo, nós estamos com dois funcionários de férias e não temos ninguém para substituir. Mas os outros colaboram, porque temos funcionários muito participativos. 

 

MidiaNews – Quem paga os funcionários é a fundação ou há algum tipo de parceria entre Estado ou Munícipio? 

 

Cleide Miranda de Oliveira – É a fundação. O Governo do Estado e o Município não cedem nada, e não é falta de ir atrás. Quando a Assembleia Legislativa estava distribuindo ambulâncias, nós achamos que poderíamos conseguir, porque a nossa é bem pequenininha. Nós não conseguimos nem ser recebidos na Assembleia. Diziam que iriam agendar, mas nunca tivemos nem resposta. 

 

MidiaNews – Como conseguem esse montante para pagamento da folha?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Os idosos têm benefício. Setenta por cento do que ganham ficam para a casa, que dá uma média de R$ 650 a R$ 670. E em relação aos que são bem dependentes, que não conseguem administrar o dinheiro, o valor fica todo para casa.

 

E nessa época de pagamento de folha, é o período do desespero. Contamos dinheiro aqui, apertamos ali, mas pagamos. 

 

MidiaNews – Mas o Município contribui com um montante mensalmente, não é?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Não. Cuiabá não contribui, a fundação é que contribui com eles. Eles não têm um asilo para atender a demanda deles. Então, eles assinaram um convênio conosco em que repassam R$ 35 mil e nós acolhemos mais de 60 idosos.

 

E eles ficavam assim: tem que acolher porque tem convênio. E eu falei: "Deixa eu dar uma lida nesse convênio direito". Desde 2008 era R$ 25 mil o valor, desde que o abrigo desse 30% das vagas existentes. Trinta por cento de 130 dá 39. E nós temos 65 acolhidos do Município. 

 

E falei: "Agora, faremos uma sistemática e não receberemos mais". Porque a impressão era de que a Prefeitura dava esse dinheiro, e a gente tinha que recolher todos os idosos que chegavam. 

 

Houve uma reunião com o Ministério Público Estadual, em que o promotor deu uma ordem: Cuiabá deve mandar quatro cuidadores e uma assistente social. Em contrapartida, o abrigo vai receber mais 15 idosos. Até hoje, eles não mandaram os cuidadores nem a assistente social. Mas nós acolhemos mais cinco idosos. 

 

Essa gestão da Prefeitura passou o convênio de R$ 25 mil para R$ 35 mil, com o compromisso de recolher mais seis idosos. Porque nós entendemos que há idosos que precisam mesmo.

 

 

MidiaNews – Fora as demandas do Município, chegam idosos vindos de outras formas. 

 

Cleide Miranda de Oliveira – Não. Nós temos dois casos só. Um que nós encontramos, e outro que a família de boa posse pediu porque não tem com quem deixar. Ele ficava com uma pessoa que às 16h ia embora e o deixava sozinho. E como o Estatuto [do Idoso] fala que podemos receber residentes que possam contribuir com a despesa, nós abrimos vaga para ele.

 

Porque aparecem muitos, mas nós tememos pegar.

 

MidiaNews – Por que o medo?

 

Cleide Miranda de Oliveira – O que nós conversamos com instituições particulares é que eles levam os idosos para lá e depois de três ou quatro meses começam a não pagar. Aí a instituição tem uma demanda de despesa e não consegue manter.

 

Essas famílias às vezes nos procuram dizendo: “Meu pai está no abrigo X, só que lá não estão cuidando bem dele. Você poderiam ceder uma vaga?”. Mas quando você vai ver, não é nada disso. Na verdade ele está devendo e a instituição exige o pagamento. 

 

Então, a gente queria pegar mais idosos, porque o estatuto permite, mas tememos porque assumimos um compromisso.

 

MidiaNews – E hoje, como estão as contas do abrigo? Sabemos que houve uma fase ruim.

 

Cleide Miranda de Oliveira – Estamos com as contas em dia, graças a Deus! Em 2014 foi o ano do atropelo. Não tínhamos dinheiro e tínhamos dívidas com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), açougue... Enfim, uma demanda de dívida muito grande, e não era por causa de desvio de dinheiro, mas sim de má administração. Não havia planejamento dos gastos.

 

MidiaNews – E como vocês fizeram para que essas dívidas fossem sanadas?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Cada um da diretoria foi para um lado. Eu fui para Educação  - porque lá tenho muito acesso com os colegas – e fui pedir. Pedíamos ajuda para comprar papel higiênico, medicamentos, alimentos... E o dinheirinho que entrava nós não gastávamos. Naquele ano, vieram R$ 27 mil do troco solidário do Supermercado Comper. Nós choramos quando recebemos o cheque, porque ele chegou e nós colocamos todo para pagar os atrasos do INSS.

 

E no fim de abril daquele ano, nós já havíamos acertado o INSS e o FGTS.

 

MidiaNews – Houve outras medidas para realizar a economia?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Fomos ao posto de gasolina e exigimos que só abastecessem carros que levassem uma comanda assinada pela diretoria. No posto, pedi a lista de placas de carros cujos motoristas abasteciam em nome do abrigo. Ele me deu uma lista. "Mas como, se o abrigo só tem quatro carros?" Pedi para ver de quem eram as placas, mas não conseguimos.

 

Fizemos um oficio para o posto aceitar abastecer carros apenas com papel autorizado. As pessoas chegavam para abastecer e o frentista não permitia. Nós chegamos a pagar R$ 14 mil de combustível. Hoje nós pagamos R$ 4 mil, R$ 5mil.

 

MidiaNews – E descobriram quem fazia esse desvio?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Não descobrimos, mas eram pessoas que a própria diretoria liberava. Tem um caso muito engraçado: cada dia uma funcionária vinha com um carro da família e enchia o tanque.

 

Eu sei que, com essas medidas, chegamos em dezembro de 2014 sem dívidas, mas também sem nenhum dinheiro em caixa. 

 

MidiaNews –  Como é o processo de acolhimento? 

 

Cleide Miranda de Oliveira – Até o exercício de 2011 não tínhamos o rigor da entrada do idoso: eles eram trazidos e nós acolhíamos. 

 

Hoje, nós criamos o sistema que, para o acolhimento, o idoso passa por um processo. Precisa de uma avaliação psiquiátrica, tem que fazer exame de diabetes para saber o que ele pode e o que não pode comer. Então, tomamos esse cuidado agora para garantia da qualidade de vida e do serviço.

 

Não é porque ele foi abandonado que chega aqui e continua no abandono. Muito pelo contrário, a gente fala: atravessou o portão, o abandono acabou. Aqui tem que ser bem recebido. Por isso também não colocamos muitos idosos, para poder garantir isso. 

 

MidiaNews – E como é a relação entre a família e o idoso?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Aqui nós temos apenas cinco idosos que recebem visita da família. Mas nós estamos descobrindo mais famílias. Nós estamos investigando junto aos funcionários para saber quem é que visita quem. Porque a visita chega, você não sabe quem é.  "Fica de olho. Essa visita fica perto de quem sempre?"

 

As pessoas têm medo da gente pedir para levar o idoso de volta.

 

MidiaNews – E o abrigo faz isso?

 

Cleide Miranda de Oliveira - Nós fizemos uma reunião com as famílias em abril. Descobrimos um monte de família e mandamos cartas pelos Correios convocando. Teve algumas que falaram assim: "A senhora está chamando para reunião para trazer o idoso de volta? Toma conta que esse velho é de vocês".

 

E não é por isso. É para a pessoa vir aqui e ver que "esse velho que é nosso" é nosso mesmo. Para a pessoa ver como ele chegou e como ele está. 

 

MidiaNews – Tem alguma história interessante nessa descoberta?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Descobrimos um que o filho é farmacêutico, já fui falar com ele. E ele solicitou que eu não pedisse para ele visitar o pai. Eu disse: "Não, eu não vim pedir. Eu só vim saber se é verdade que você é filho dele". 

 

Ele me contou toda a história. Com muito jeito, conversei com o idoso e vi que é a mesma história. Então, este filho tem razão em algum ponto [de não querer ver o pai]. Você não pode forçar a barra, você não sabe o que ele [o idoso] fez antes. 

 

MidiaNews – O que esses idosos falam da vida antes do abrigo?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Muito pouco. Eles só contam coisas boas. Esse senhorzinho me contou.  Ele disse: "Dona Cleide, eu não reclamo deles não me procurarem, eles têm razão”. 

 

MidiaNews – A senhora acredita que eles foram abandonados por alguma razão? Talvez por magoas que deixaram nos filhos?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Acredito que sim. Não todos. Mas a maioria.

 

MidiaNews - A depressão é uma doença que atinge muito os idosos. Imagino que uma situação de solidão seja um fator a mais. São comuns os casos de depressão aqui?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Nós temos uma psicóloga aqui. Então ela vai, aos poucos, conseguindo vencer o idoso. Nós acabamos de ter uma vitória muito grande com um idoso. Ele é lúcido, vai pro banco, recebe o dinheirinho dele, não incomoda ninguém. 

 

Nós fizemos uma festa da primavera agora e ela me disse que vai desfilar nessa festa. E no dia, eu fui lá e o chamei. Na hora do desfile, ele levantou e desfilou. Hoje, ele foi em um passeio. E ele me disse: “Fui e não faltarei mais [ao passeio]”. 

 

Então, sempre falo aos funcionários que é preciso cuidar de todos, mas é preciso focar em um e falar: "Meu desafio dessa semana é esse". Nós tínhamos uma senhora aqui que não calçava sapatos. E eu desafiei os funcionários a fazerem-na calçar sapatos. Com três dias, uma funcionária conseguiu. É um trabalho de formiguinha.

 

MidiaNews – O que acontece quando um idoso morre na casa. Eles têm algum tipo de seguro de vida?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Não. O funeral é o Município quem faz.

 

MidiaNews – Como é a relação entre o Ministério Público Estadual e o Abrigo Bom Jesus?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Hoje, de parceria. Mas nós recebíamos muita cacetada. Era denúncia atrás de denúncia. O nosso advogado nos orientou: "Não bate de frente com o Ministério Público. Se pedirem algo, entrega no prazo". E assim fomos fazendo. E hoje eles são nossos parceiros. Se recebem alguma denúncia, eles falam conosco.

 

Porque tem pessoas que denunciam de maldade. Mas as denúncias acabaram, graças a Deus. 

 

MidiaNews - A senhora trabalha há 37 anos no abrigo. Há mudança de comportamento dos idosos que chegam aqui?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Muito. Eles chegam desesperados, nervosos, agressivos. Depois, tem idoso que você convida para sair, eles não querem. Dizem: minha casa é aqui. Temos dois casais que foram formados aqui.

 

MidiaNews - Há idosos centenários?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Sim. O mais velho tem 105 anos, e está aqui há 30. Ano passado nós fizemos festa de 100 anos para cinco idosos.

 

MidiaNews - E todos bem de saúde?

 

Cleide Miranda de Oliveira - Eu sempre falo: você não vê gripe aqui. As doenças que temos são normais, pressão alta, tem um que come muito e passa mal. Mas a comida é muito bem balanceada. Eles tomam vacinas... Antes tínhamos problema com limpeza e higiene. Eu peguei no pé. Falo para os funcionários: olha para cada idoso e pensa que é um tio seu, um parente. E assim os funcionários convivem bem.

 

MidiaNews – No dia 7 de outubro, Mato Grosso vai eleger seu governador. O que a senhora pediria para este governante que vai assumir dia 1º de janeiro?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Que venha aqui, nos ouvir e ver o que pode nos ajudar. Infelizmente, não tem a presença do Governo aqui. A primeira-dama é para ser a presidente de honra, segundo o Estado. Nós não tivemos a honra de receber a visita dela quando ela existia. 

 

Na época de Silval Barbosa, nós tivemos o apoio da dona Roseli [Barbosa]. Não foi o Governo, foi ela. Alguém que tem amizade com ela, não sei, e ela mandou fazer a lavanderia daqui. E é bonita a lavanderia.

 

Hoje mesmo, recebi uma mensagem para fazer uma visita e disse: Eu não vou. Porque eu não vejo o Governo dentro da fundação. Eu, como voluntária, não vejo por bem ir em uma reunião com políticos que não sabem nem que nós existimos.

 

 

MidiaNews – Já chegou algum político aqui, nessa época de eleição?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Eles não vêm. Idoso não vota. No dia 12 serão comemorados os 15 anos do Estatuto do Idoso. Vai ocorrer um seminário na Assembleia Legislativa, e o abrigo foi chamado. 

 

E um delegado de Várzea Grande, que cuida da Delegacia da Mulher, Criança e Idosos, disse que na delegacia dele tem 3.800 processos. Desses menos de 100 são referentes aos idosos. E por que não tem? Porque idoso não denuncia. Se ele denunciar, o filho dele mata. 

 

Nós sabemos que têm idosos bem de vida, mas que sofrem maus tratos dentro de casa. O neto pega o cartão, tira dinheiro, gasta. Aqui nós temos idoso cujo genro vem pegar o dinheiro. Nós já estamos investigando. 

 

MidiaNews – A senhora faz um trabalho voluntário aqui. 

 

Cleide Miranda de Oliveira – Eu vim para cá em 1979 a pedido da fundadora do abrigo, Maria Müller. Vim fazer parte do conselho com mais duas pessoas. E assim ficamos, por seis anos. Nós conseguimos resgatar o abrigo.

 

MidiaNews – E como presidente, a senhora fica até quando?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Eu já estou no meu segundo mandato, saio ano que vem. E já fica a preocupação: vamos treinar alguém. Eu já sei o que é abrigo, se falarem que não tem dinheiro, eu já sei que tem.  Eu saio da presidência e continuo no conselho da fundação.

 

 

MidiaNews – Há casos de idosos que já foram reintegrados a casa de familiares?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Já houve três reintegrações familiares. Quando fechou o Recanto dos Idosos, em 2014, o Ministério Publico trouxe para cá 20 idosos. Lá eles recebiam e maltratavam e o Ministério Público fechou. Desses que vieram, oito as famílias levaram de volta.  

 

Nessa época houve uma história muito interessante. Uma adolescente veio fazer uma visita com a escola, e disse que viu uma pessoa que parecia com a fotografia do pai dela – que a tinha abandonado. A mãe levou o caso para o Conselho Tutelar, que nos procurou.

 

Descobrimos que era mesmo o pai dela. A mãe não quis contato com o ex-companheiro, mas comunicou a irmã dele. E ninguém sabia que ele estava aqui. A irmã [tia da menina] veio com a sobrinha e levou o idoso para a casa dela. 

 

Já achamos a família de outro idoso em Brasília. Foi muito bonito no dia em que ele foi embora, por que ele disse: “Eu agradeço a vocês. Eu vim para cá com uma sacolinha de mercado e uma camiseta. E tô levando uma mala”

 

MidiaNews – Para quem quiser ajudar, como fazer?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Quem quiser ajudar com dinheiro, tem uma conta do Banco do Brasil [Agência: 046-9/ Conta Corrente: 402059-6/ CNPJ: 03.483.351/001-99]. Para quem quiser ajudar com trabalho, nós temos o projeto “Amigo do Abrigo”.

 

No passado tivemos um problema com um voluntário que entrou na justiça, pedindo vínculo empregatício. Agora, nós chamamos de “Amigo do Abrigo”. Aí, se a pessoa quiser vir ajudar ou se quiser pedir, arrecadar, nós damos a autorização. Se quiser criar algum projeto... 

 

MidiaNews – Quais as principais necessidades do abrigo?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Nós temos como prioridade número um que são ventiladores para nosso bazar. Temos um bazar imenso aqui. Vêm caminhões de roupas para cá, e nós separamos: a roupa que dá pro idoso, roupas com defeito... E as roupas que não dão para o uso dos idosos vão para o bazar.

 

Temos ainda as camas que precisam de pintura, que nós estamos pintando de cinco em cinco, porque não temos dinheiro para tudo de uma vez.

 

Há ainda a demanda dos colchões. Estão com muita urina, tem colchões que não têm condição do idoso dormir. Nós já conseguimos 22 colchões novos. 

 

O bom é que a pessoa venha para ver no que pode ajudar.

 

MidiaNews – Fora esses consertos e problemas, quanto a casa custa mensalmente?

 

Cleide Miranda de Oliveira – Custa R$ 300 mil, contando alimentação e folha de pagamento. Porque energia e água nós somos isentos. 

 




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3 Comentário(s).

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Yannai  02.10.18 10h31
já visitei o abrigo várias vezes em grupos de voluntários, no entanto que ninguém imagina tanta gratidão tanto são os agradecimentos deles ... a recepção para receber nós volutários nossa muito gratificante cada sorriso no rosto , cada alegria é de engrandecer o coração de tão maravilhoso que é ... ... Sobre políticos que pensam que idoso não vota fica a dica:IDOSO NÃO VOTA,MÁS O VOLUNTÁRIO VOTA .
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Francisco Monteiro  01.10.18 17h02
Professora Cleide Miranda, quantas saudades dos bons tempos da Secretara de Educação, onde você contribuiu e muito para a melhoria da qualidade do ensino do nosso querido Estado. Depois dessa longa e penosa jornada no magistério, se doa totalmente a causa humanitária e filantrópica. Posso afirmar com muito orgulho que você é uma heroína. Sua coragem e determinação ultrapassam os limites do nosso Estado. Você é uma brasileira que enche de orgulho os seus conterrâneos e o nosso País. Parabéns! Já sei onde encontrá-la. Qualquer hora apareço por aí. Um grande e afetuoso abraço. Sucesso! Conte com o meu apoio daqui pra frente.
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Eliberto Francisco da Cruz  01.10.18 09h12
Quero parabenizar a Dona Cleide pela seu trabalho e dedicação afrente do abrigo bom Jesus. A Sra. é uma pessoa digna de todo o nosso respeito e consideração por todas as pessoas que sempre ajudou e orientou ao longo de todos esses anos. Um abraço e que Deus lhe dê vida longa para levar sempre a frente esse trabalho.
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