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Entrevista da Semana / LIDERANÇA FEMININA
26.08.2017 | 21h30
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“Machismo impera na política; venci discriminação contra mulher”

Ex-prefeita, Sarita Baracat lembra momentos da carreira política e analisa gestões de Lucimar e Taques

Alair Ribeiro/MidiaNews

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A ex-prefeita de Várzea Grande, Sarita Baracat, durante entrevista ao MidiaNews,em sua casa

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

Prestes a completar 87 anos, Sarita Baracat (PMDB) lembra com detalhes todos os cargos políticos que exerceu ao longo de 40 anos de vida pública. Foi primeira vereadora e prefeita de Várzea Grande - a segunda cidade de Mato Grosso - e primeira deputada estadual, após a divisão do Estado.

 

Em entrevista ao MidiaNews, em sua casa - que fica na Rua Miguel Baracat, nome de seu pai -, Sarita destacou o esforço que teve que enfrentar, como mulher, para conquistar cargos eletivos, sendo o primeiro em 1956. Disse acreditar que o machismo ainda impera na política, mas espera que a situação mude.

 

“Se nós tivéssemos mais mulheres na política, a cidade, o Estado e o País seriam bem melhores, porque elas fazem tudo com o coração, com dedicação. A mulher é dedicada e a grande maioria tem medo de errar. As que conheci, todas, não metiam a mão nos cofres públicos. Mulher não faz isso”, afirmou.

 

Quase sem enxergar, pede todos os dias para que algumas funcionárias, que vivem com ela, leiam sites e jornais da Capital, para se informar sobre o mundo político.

 

Ao falar de seu filho, o ex-deputado e ex-secretário de Estado Nico Baracat - que morreu em um acidente de carro em 2012 -, Sarita não segurou as lágrimas e disse que ele perdeu a vida no auge da carreira.

 

Criticou, ainda, a corrupção atual da política e disse que seu legado será ter feito uma vida “honesta, reta, sem pegar um centavo de recurso público”.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Sarita Baracat

Sarita mostra quadros, pendurados em sua sala, com fotos de seus pais e seus irmãos

Em outros pontos polêmicos, a ex-prefeita disse que o regime militar foi importante, pois não deixava fichas sujas entrarem na política e repartiu da melhor maneira os recursos públicos.

 

Além disso, disse não ser próxima do governador Pedro Taques (PSDB), pois testemunhou a favor do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, considerado por ela como "inocente" das acusações de assassinato, formação de quadrilha, entre outros crimes. À época, Taques era procurador da República.

 

Veja os principais trechos da entrevista com Sarita Baracat:

 

MidiaNews – A senhora foi a primeira vereadora e prefeita de Várzea Grande, primeira deputada estadual após a divisão do Estado. Como foi esse início de carreira e as dificuldades?

 

Sarita Baracat – Eu fui primeira candidata a vereadora porque meu partido, à época, precisava de um nome para completar o mínimo de candidatos. Nosso líder político da época me ofereceu essa oportunidade, mas eu disse que não tinha experiência nenhuma, era professora. Mas não tinha um nome para completar e fui. Enfrentei esse desafio, saí a vereadora em 1956, fui a mais votada.  Fui candidata pela UDN [União Democrática Nacional]. Fiquei por quatro anos. Eu era da oposição e fazia uma boa oposição. Foi uma época de aprendizado. Eu ia ao Tribunal de Justiça, ficava no pé da escada, esperando os desembargadores subirem para saber o que eu podia falar, o que podia reivindicar como vereadora. Eu tinha uns amigos lá, mas já morreram. Eles gostavam do meu trabalho, me davam incentivo.

 

Em 1964, foram extintos os partidos, com a revolução daquele ano, patrocinada pelos militares. Eles tomaram conta do País e foi até acertado, porque eles chamavam as pessoas que queriam ser candidatas e, se não tivessem um bom passado, não deixavam concorrer. Passamos a ser Arena [Aliança Renovadora Nacional]. E, nessa altura, tinha um candidato do meu partido que desistiu da candidatura à Prefeitura de Várzea Grande, alegou que não tinha dinheiro. E me pediram para ser candidata, não tinha outro nome, tive que aceitar. Tive 34 dias de campanha, apenas, porque saí tarde. Saía de casa em casa, de porta em porta, a pé, sem recurso nenhum, nenhuma divulgação, apenas com contato pessoal com as famílias. E aqui eu conhecia todo mundo, porque nasci aqui.

 

Fui para luta sem medo de ganhar ou perder, já tinha sido vereadora, já tinha um pouco de experiência. Saía às 6 horas da manhã e chegava às 10 horas da noite, a pé. E não tinha compra de voto, como hoje em dia alguns fazem. Nós conquistávamos o voto. E não só da mulher, do homem também. Eu venci a discriminação que havia contra a mulher. Às vezes, meus adversários, que eram os poderosos da cidade, me criticavam junto aos eleitores. Falavam: ‘Você vai votar em mulher? Mulher nasceu para a cozinha’. Mas alguns eleitores me defendiam, falavam que eu merecia o apoio deles.

 

MidiaNews – Então, venceu o machismo da época?

 

Sarita Baracat – Sim. Era muito machismo. Mas entrei sem medo, sem saber se ia ganhar ou perder. Pediam para eu prometer algo, mas não prometia nada, porque não sabia se ia ganhar. Era a minha mentalidade da época. Às vezes, chegava da [Avenida] Couto Magalhães e me perguntavam por que não passei em determinada casa para pedir voto, mas era porque não dava tempo, andava a pé ou na garupa da bicicleta do meu irmão.

 

Eu ia ao Tribunal de Justiça, ficava no pé da escada e ficava esperando os desembargadores subirem para saber o que eu podia falar, o que podia reivindicar como vereadora

Eu venci, mas tive o mandato de apenas três anos. Na época, Várzea Grande não tinha nada. Encontrei a cidade suja, o prefeito tinha renunciado para ser candidato a deputado, quem substituiu estava cuidando dos próprios interesses. A Prefeitura não tinha recursos nenhum, muita dívida, oito meses de salário atrasado, sem estrutura. Mas coloquei a mão na massa, fui levantando, comecei a montar o Plano de Governo, depois da eleição. Como professora, eu comecei a lutar pela Educação.

 

Onde tinha meia dúzia de crianças, eu abria uma escola, alugava uma sala, colocava professores, treinava os professores. Terminei o mandato com 97% da população alfabetizada; à época, o melhor índice do Brasil, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]. Tudo isso foi feito com recursos da Prefeitura e com ajuda dos militares, porque eles fizeram uma nova distribuição de renda para os Munícipios e isso ajudou muito. Não tínhamos quase arrecadação, era só o IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], mas era pouca coisa, porque poucos terrenos eram legalizados. Então, eles criaram o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o IR [Imposto de Renda] e tudo tínhamos uma porcentagem. Graças a isso, tínhamos um dinheiro certo. Parte desse dinheiro ia para Educação, Saúde, Saneamento. Fizemos um trabalho que, modéstia à parte, foi muito bom para a cidade e para o povo.

 

Outra preocupação era com a população, que não parava na cidade, aqui não tinha trabalho, não tinha emprego. Pensando nisso, e dada localidade, unida pela ponte a Cuiabá, começamos a atrair investimentos para cá. Era uma cidade pequena em extensão e não desenvolvia agricultura ou pecuária. Então, começamos a montar uma área industrial, oferecendo emprego para o povo. Também oferecíamos terreno, com isenção de impostos por um período.

 

Com a economia que fizemos, com essa nova distribuição de renda, adquirimos uma pá-carregadeira, uma picape para transporte, um caminhão para arrumar estradas. Na época, tomava empréstimos como pessoa jurídica e avalizava como pessoa física. Meus secretários falavam que eu ia ficar pobre, questionavam como eu iria pagar, se não recebesse o recurso. Mas eu confiava no Governo Federal. O governador Pedro Pedrossian [falecido na semana passada, em Campo Grande/MS] era meu adversário e não me dava apoio. Também no meu primeiro ano de gestão teve o centenário da cidade. Fizemos uma festa simples, mas muito bonita, com poucos recursos. Tive essa sorte de comemorar o centenário como prefeita. Tenho orgulho de ser várzea-grandense, porque o povo daqui me deu muito apoio. Sem recurso e sem nada, consegui ser vereadora, prefeita e deputada estadual.

 

MidiaNews – A senhora é filha do Miguel Baracat, um sírio que morou na Argentina e falava cinco idiomas. Qual a importância dele na sua formação?

 

Sarita Baracat – Meu pai era apolítico. Não aceitava, mas era uma liderança. Meu pai, como árabe, era muito zeloso com os filhos, principalmente com as filhas. Tinha um líder aqui chamado Gonçalo Botelho, que era da UDN, compadre de meu pai. Foi ele que convenceu meu pai a me deixar entrar na política, que eu fosse candidata a vereadora.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Sarita Baracat

Sarita posa em frente a um quadro que a mostra com 15 anos

MidiaNews – A jornalista Neila Barreto prepara um livro com suas memórias. O que quer deixar registrado?

 

Sarita Baracat – Meu Deus do céu, se eu pudesse, tudo que fiz por Várzea Grande e pelo nosso povo, seja como vereadora, prefeita, deputada. Eu fui candidata a deputada em 1978, quando o partido me convidou. Eu fui a primeira deputada eleita depois da divisão do Estado, antes tinha uma de Mato Grosso do Sul.

 

MidiaNews – O que deixa de legado na política?

 

Sarita Baracat – Vontade de servir o povo com honestidade. Na minha gestão, trazia essas indústrias, incentivava, vinham investidores de vários cantos do País, com o compromisso de aproveitar a nossa mão de obra, mesmo que desqualificada. Aqui não tinha mercado de trabalho e a obrigação deles era aproveitar nossa mão de obra.

 

As escolas que fizemos eram, também, para preparar as pessoas daqui para servir. Antes, aqui, depois do primário, não tinha escola, você tinha que ir para Cuiabá. Eu fiz esse percurso a pé para estudar, eu e meus irmãos. Atravessávamos a ponte, descia, lavava o pé, calçava a meia, e continuava a pé. E voltava a pé novamente. Quando fiz Contabilidade, tinha que dormir em Cuiabá, porque o curso era à noite. Mas foi tão bom, tão gratificante chegar ao final do ano e terminar o curso. E também preparar o pessoal da terra, formar. Esse foi o foco, inclusive, da nossa administração. Ajudei, também, na área de esporte. O Operário, por exemplo, era o grande trunfo aqui do nosso campeonato estadual.

 

MidiaNews – Então, seu legado é fazer política com honestidade?

 

Honestidade, retidão, nunca pegar um centavo do recurso público. Saí da Prefeitura e fui trabalhar em escritório de contabilidade

Sarita Baracat – Honestidade, retidão, nunca pegar um centavo do recurso público. Saí da Prefeitura e fui trabalhar em escritório de contabilidade e lecionar, profissão que exerci por 30 anos. Mas eu só tinha estudos sociais e magistério, então meu salário de professor era tão pequeno. Fiz um concurso na Secretaria de Fazenda, passei e fui nomeada. Mas é daí que vem meu problema com Pedrossian, porque ele fez uma ponte em cima de mim e nomeou quem passou depois. Fui à Justiça para poder ser nomeada. Era uma birra mais por questões ideológicas: eu era da UDN, ele do PSD, adversários ferrenhos. Mas passou. Tudo passa e não guardamos mágoa. Eu fiz um trabalho honesto, reto, que a população até hoje reconhece.

 

Nisso tudo, o que me dói é que um filho meu [Nico Baracat], infelizmente, Deus levou em um acidente. Era meu herdeiro político. Foi o vereador mais votado, depois deputado duas vezes, vice-prefeito e morreu como secretário de Estado [de Cidades], no auge da carreira. Muito bom, muito querido. Até hoje, o povo o admira [Sarita chora enquanto fala do filho].

 

MidiaNews – Foi um choque?

 

Sarita Baracat – Muito. Meu Deus, como sofri a morte dele. Não foi fácil. Eu também tenho outro filho, o Fernando, que é jornalista, mexe com muitos eventos, trabalha muito.

 

MidiaNews – Cinquenta anos após a senhora ter sido eleita, a cidade tem outra prefeita. Como vê a administração de Lucimar Campos?

 

Sarita Baracat – Eu admiro Lucimar. Gosto dela, está fazendo um bom trabalho. Inclusive, nós do PMDB, votamos nela, porque não lançamos candidato a prefeito desta vez [em 2016]. Eu acho que é uma boa gestão. Exatamente 50 anos depois, outra mulher assumiu e, coincidentemente, ela também é descendente de árabes. Eu sempre fui adversária do marido dela [Jaime Campos], mas, quando nos encontrávamos, sempre conversávamos. Sempre fui grata. Quando meu filho morreu, o Jaime emprestou o avião para buscar a esposa dele, que estava viajando. E a gente é grata a essas coisas.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Sarita Baracat

Sarita Baracat: "Honestidade, retidão, nunca pegar um centavo do recurso público"

MidiaNews – Mas Lucimar tem vocação para a política ou é fruto do poder dos Campos?

 

Sarita Baracat – Eu acho que ela tomou gosto pela política. Não tenho muito contato, apesar de meu neto [Kalil Baracat] ser secretário em uma das pastas da Prefeitura. Mas procuro ter uma boa relação. Quando ela perdeu o filho [Jaime Campos Júnior, o Jaiminho], eu estive lá. Quando eu perdi o meu filho, ela esteve aqui. Nós, várzea-grandenses, somos solidários: quando há um problema com a família, as outras famílias se ajudam.

 

MidiaNews – O fato de a família Campos estar no poder há tanto tempo não é ruim para a cidade, por causa da falta de alternância?

 

Sarita Baracat – Eles conquistaram isso. Não sei como, porque nunca tinha votado neles, votamos agora porque o partido fechou questão. Não tinha outro nome em que tínhamos confiança e acreditamos que Lucimar ia fazer um bom trabalho, seja como mulher, igual quando primeira-dama.

 

MidiaNews – Nos últimos anos , Várzea Grande passou por uma série de mudanças de prefeitos, e está na iminência de mais uma troca, já que Lucimar responde a um processo por cassação. Como enxerga a situação política da cidade? Há uma instabilidade?

 

Sarita Baracat – Eu acho que precisa acabar com essa pressão. A pessoa precisa trabalhar. Essas mudanças de prefeitos geram uma instabilidade tão grande na população, você não sabe que rumo tomar. Não sabe com quem se orientar e eu, como professora, gosto de orientar. Até hoje, tenho essa mania, apesar de quase não enxergar. Então, isso atrapalha o crescimento da terra. Mas acho que Várzea Grande está melhorando dia a dia. Hoje tem mais empresas, mais recursos, tem gente honesta trabalhando. Acho que vem melhorando gradativamente, mas pode melhorar ainda mais. E torço para isso.

 

MidiaNews – Por que acha que há tão poucas mulheres na política?

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Sarita Baracat

"Nisso tudo, o que me dói é que um filho meu [Nico Baracat], infelizmente, Deus levou em um acidente. Era meu herdeiro político"

Sarita Baracat – Eu não entendo por que as mulher não se animam. Acho que o machismo ainda impera na política. Mas eu incentivei muito e, depois de mim, vieram várias mulheres, mas geralmente não dão continuidade depois de um mandato. Elas, também, são muito massacradas quando são candidatas, recebem ameaças. Agora mesmo, com Lucimar Campos, é pressão de todo lado para tirar. Sinceramente, acho que ela é honesta, não merece esse tipo de ameaça. Sem contar que teve uma votação estrondosa.

 

Então, a pouca participação ainda hoje é por causa do machismo. Elas têm medo, às vezes, são massacradas na campanha. E é preciso ter muita disposição. Se não tiver, não vai. Se nós tivéssemos mais mulheres na política, a cidade, o Estado, o País seriam bem melhores, porque elas fazem tudo com o coração, com dedicação. A mulher é dedicada e tem medo de errar, ao menos a grande esmagadora maioria. As que conheci, todas, não metiam a mão nos cofres públicos. Mulher não faz isso.

 

MidiaNews – Como vê a atual situação da política, envolvida uma série de casos de esquema de corrupção?

 

Sarita Baracat – Eu acho isso o fim da picada. Deveria ser como no Governo dos militares: se a pessoa estivesse errada, não poderia se candidatar. Deveria haver uma barreira, impedir, porque o Estado, o País, fica exposto. Eu tenho amor pela minha terra, não quero que seja achincalhada. Hoje, só há notícia que desagrega, que deixa o brasileiro desencorajado. Nunca ouvi falar em um presidente da República [Michel Temer, do PMDB, mesmo partido dela] tão achincalhado como é o atual. E ele tem feito um bom trabalho, tem procurado levantar este País. O Michel tem vontade de lutar e tem feito medidas amargas para levantar o País. E não é justo alguém ir à tribuna achincalhar, falar coisas odiosas que ninguém precisa ouvir. Ao invés de educar, deseduca o povo. Isso não é bom para o País, não cresce. Sou a favor da Educação, porque prepara para a vida. E essas pedradas que o Michel toma, dói, também, em nossas cabeças.

 

MidiaNews – Falando do Governo Pedro Taques... Acha que ele tem feito uma boa administração?

 

Sarita Baracat – Eu tenho dificuldade de avaliar, eu fui adversária dele. Eu não sei, não sou capaz de fazer avaliação, porque não tenho contato. Eu o conheci quando ele era procurador, eu fui testemunha do meu amigo [João] Arcanjo [ex-bicheiro]. Eu conheci Arcanjo, sei que ele é uma pessoa de bem. Não gostaria de tocar nesse assunto, mas o admiro, porque é uma pessoa que fez muito pelo povo. Ele ajudava a população, dava serviço e trabalho. O jogo do bicho era o ganho de muitos e o povo é a favor, mas não tem coragem de expressar.

 

Ninguém tem direito de pegar o dinheiro do povo, mas quem não pega? São poucos os honestos, infelizmente

MidiaNews – Ele foi condenado por uma série de crimes, inclusive o assassinato do empresário Sávio Brandão.

 

Sarita Baracat – Eu não sei se foi ele que fez. Uma pessoa inteligente como ele era... Eu o conheci quando era pobre, fui avalista dele e nunca me deu um centavo de prejuízo, pagava todos os avais que eu dava. Eu não sei. O que sei era como avalista que fui dele.

 

MidiaNews – Como avalia a situação do ex-governador Silval Barbosa, do PMDB, que foi preso, fez delação e é acusado de uma série de esquemas de corrupção em sua gestão?

 

Sarita Baracat – Eu acho que o Silval fez um grande Governo, mas se ele mesmo está dizendo... É estranho ele estar acusando os próprios companheiros. Não entendo. Eu lamento que ele tenha chegado a esse ponto.

 

MidiaNews – Torce para que o PMDB volte a comandar o Estado?

 

Sarita Baracat – Eu gostaria, mas não sei se temos nome capaz de conquistar. Temos o Antonio Joaquim [presidente do Tribunal de Contas], mas não sei para qual partido vai. Ouvi falar que vai para o PTB. Não sei como o partido vai agir, parece que estão pensando no cargo de senador. Mas todos que colocam a cabeça, o pessoal ataca. Não sei como encontrar uma pessoa honesta. Eu entrei como candidata a prefeita sendo honesta.

 

MidiaNews – O problema hoje da política é a corrupção?

 

Sarita Baracat – Sim. Ninguém tem direito de pegar o dinheiro do povo, mas quem não pega? São poucos os honestos, infelizmente. Isso tinha que acabar, precisamos encontrar alguém. Parece que vai ter uma mudança no sistema eleitoral e serão eleitos os mais votados. Aí, sabe Deus, porque vai acabar a força dos partidos.

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2 Comentário(s).

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flavio figueiredo  29.08.17 12h58
Parabens a D. Sarita Baracat pelo belo exemplo de ser humano, mãe e politico. Como filho de Milton Figueiredo e vejo a foto dele com D. Sarita, Palma, Tancredo e Meu Pai. Digo? Quando vejo esse políticos de hj de MT sinto-me ENVERGONHADO.
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Maria Helena Povoas   27.08.17 13h00
Sarita uma mulher de fibra e honrada .....Parabens Neila pelo trabalho sobre a vida dessa notável mulher
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