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Entrevista da Semana / DESCONSTRUINDO TAQUES
28.07.2018 | 20h15
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“Esse modelo de gestão está vencido e será derrotado nas urnas”

Pré-candidato ao Governo, Mauro Mendes disse que Mato Grosso está quebrado

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O ex-prefeito Mauro Mendes, que oficializou pré-cadidatura ao Governo nesta semana

CAMILA RIBEIRO E DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

Na semana em que oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Estado, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) criticou o governador Pedro Taques (PSDB) que, em sua avaliação, faz uma política ultrapassada.

 

Questionado se está preparado para o processo eleitoral que se avizinha e eventuais ataques que venha a sofrer nesse período, Mendes ironizou: “Se eu fosse governador, talvez responderia com uma ‘frasinha’ de efeito, tipo assim: ‘não sou filho de pai assustado’. Eu lamento que um governador, depois de três anos e meio, indo para uma reeleição, precise usar de algumas mentiras e frases de efeito e até ataques para tentar justificar sua candidatura”.

 

“Ele deveria ter muita coisa para mostrar. Dizer com clareza e objetividade porque ele está indo para reeleição. Como talvez lhe faltem esses argumentos, ele fica nessa conversinha fiada de criar apelidos, fazer ataques e usar frases vencidas. Na minha opinião, esse modelo de gestão está vencido e será derrotado nas eleições”, disparou Mendes, em entrevista ao MidiaNews.

 

O pré-candidato não poupou críticas ao governador, a quem acusou de ter ficado “embebecido por sua vaidade” e ter se esquecido, por exemplo, de prestar atenção em esquemas de corrupção que ocorreram no Palácio Paiaguás.  

 

Lamento que um governador, depois de três anos e meio, indo para uma reeleição, precisa usar de algumas mentiras e frases de efeito e até ataques para tentar justificar sua candidatura

Mendes também fez uma análise sobre o cenário político e econômico do Estado que, para ele, está “quebrado”.

 

Falou sobre o processo de recuperação judicial de suas empresas, das alianças políticas que vem construindo para a sua candidatura, além de suas pretensões caso venha a comandar o Estado.

 

Confira os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – Como Mato Grosso está nesse momento, do ponto de vista econômico, social... Como está a conjuntura, o contexto do Estado?

 

Mauro Mendes – Quem verdadeiramente tem que explicar à população de Mato Grosso como está o Estado hoje é o atual governador. Mas eu, como cidadão, como ator do cenário político, vejo um Estado onde a Saúde está um caos, porque os municípios não recebem o dinheiro devido pelo Estado, porque os hospitais não recebem o dinheiro para prestar os serviços que foram contratados e pactuados pelo Governo. Vejo os municípios que não recebem suas cotas que o Estado deve e não repassa. Vejo o salário sendo pago com dez dias de atraso, como há muitos anos não acontecia. Poderes em atraso, como há mais de décadas não acontecia. Vejo um Estado pagando todos os tipos de fornecedores em atraso, desde a imprensa a combustível, locadores de veículos, entre tantos outros. São cinco, oito, dez meses sem receber do Estado e isso está consignado nos balanços do Governo.

 

Então, vejo um Estado que, por mais que queiram trazer números contraditórios, essa é a dura realidade. Isso afeta o dia-a-dia do cidadão na saúde pública, no asfalto que não é recuperado nas rodovias, na prestação de serviços que são importantes para todos nós.

 

MidiaNews – O Governo fala muito da crise que se abateu pelo País, por vários Estados - de três, quatro anos pra cá  - e continua batendo nessa tecla. Até que ponto, na sua opinião, a crise de fato é a grande responsável por esse quadro e até que ponto é má-gestão?

 

Mauro Mendes – Crise pressupõe-se redução de receita. A Receita no Estado de Mato Grosso, nos últimos três anos, segundo balanço do Governo, também cresceu. Então, como pode se falar que a culpa é da crise, se houve aumento na receita? Não foi culpa da crise, porque não houve queda de arrecadação. O que houve foi explosão das despesas e despesas descontroladas pelo Governo.

 

MidiaNews – Por exemplo...

 

Não foi culpa da crise, porque não houve queda de arrecadação. O que houve foi explosão das despesas e despesas descontroladas pelo Governo

Mauro Mendes – O aumento do repasse aos Poderes, aumento com gasto em folha de pagamento e outros gastos que cresceram muito acima da receita.

 

MidiaNews – E o senhor atribui isso a quê?

 

Mauro Mendes – Uma falta de análise e capacidade de compreender que isso levaria Mato Grosso ao caos que está hoje. Estado não consegue pagar em dia seus fornecedores, o que compromete a prestação de serviços. Se falta remédio na Farmácia de Alto Custo, coloca em risco e sofrimento a vida de milhares de pessoas. Isso é falta de planejamento e de capacidade de compreender e fazer uma gestão de acordo com a realidade.

 

MidiaNews – O senhor tem feito críticas contundentes ao governador, que ele tem sido esse mau gestor. Na sua opinião, o caos que se estabeleceu no Estado é única e exclusivamente responsabilidade do governador?

 

Mauro Mendes – Quer culpar quem? O cidadão? Ele é o governador do Estado de Mato Grosso. Se a culpa não é dele, então ele que venha e se explique. Tudo que eu estou falando é a mais pura verdade e realidade. Ou não tem um caos na Saúde? Ou os fornecedores não estão sem receber? Ou não há atraso para os Poderes? Não há atraso para os municípios e hospitais? Tudo isso é verdade. Se é verdade, a responsabilidade é do principal executivo dessa empresa pública que se chama governador do Estado de Mato Grosso.

 

MidiaNews – Acredita que tem algum componente pessoal nessa questão toda, no sentido de certa maneira ter se cercado de bons executivos, mas uma certa dificuldade em ouvi-los, em recuar um pouco, baixar a cabeça?

 

Mauro Mendes – Nessa administração houve 69 trocas de secretários ou adjuntos. Isso é o recorde talvez brasileiro de trocas em um governo. Esse é um governo que não teve continuidade de planejamento e de execução desse planejamento ao longo de três anos e meio. Não poderia dar em outro resultado. É como se toda semana trocasse aqui os jornalistas do site. Você nunca teria uma linha editorial aqui dentro, a produtividade iria cair também.

 

MidiaNews – Então tem esse ingrediente estritamente pessoal do governador?

 

Mauro Mendes – O governador disse que faria um governo técnico, depois de algum tempo e de alguns fracassos, começou a nomear políticos. O governador falou que não faria loteamento. Mas a gente escuta notícias por aí, de loteamento sendo feito, cargos sendo trocados por apoio político. É lamentável o que tem acontecido. Pra mim, foi uma grande decepção. Só que estou transformando a minha decepção em energia positiva e me tornando uma alternativa a esse tipo e esse modelo de gestão que ele está executando nesse momento. 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Mauro Mendes 25-07-2018

"O governador disse que faria um governo técnico, depois de algum tempo e de alguns fracassos, começou a nomear políticos"

 

MidiaNews – Diante desse quadro, caso eleito, quais as primeiras medidas efetivas da sua gestão?

 

Mauro Mendes – Quando você assume uma administração complexa, como é a administração pública, não dá para falar em primeiros passos, apenas em alguns primeiros passos. Tem que ter uma capacidade de compreender todas as dimensões e todas as variáveis que estão presentes na administração pública. Nós teremos que ter uma capacidade de compreender todos os déficits, todos os pontos de desperdício, todas as economias que, eventualmente, possamos fazer, com muita coragem, muita ousadia.

 

Se pudermos enxugar a máquina, vamos enxugar. Se pudermos torná-la mais eficiente, vamos fazer. Nossas primeiras medidas terão que ser no sentido de diminuir os excessos, aquilo que pode ser cortado, eliminar desperdício, eliminar gastos desnecessários. Porque, hoje, está demonstrado que o grande problema foi o aumento excessivo do gasto, temos que combater isso.

 

E vou dar exemplo. Não vou ficar andando de jatinho pra baixo e pra cima. Se tiver que ir pra Brasília, irei como sempre fui, de avião de carreira, porque é muito mais barato. Pode haver alguma exceção, num caso de excepcionalidade, que não tenha voo, até mesmo passagem disponível. Mas, via de regra, custa muito barato uma passagem pra mim e para mais um ou dois que possam me acompanhar em agendas que o governador certamente precisa fazer.

 

MidiaNews – Tem ideia desse gasto com jato particular?

 

Mauro Mendes – Ao que consta, parece que foram gastos R$ 70 milhões com a Abelha Táxi Aéreo.

 

MidiaNews – Na sua opinião, a máquina, especialmente em relação a servidores, está inchada?

 

Mauro Mendes – Servidores concursados eu não sei se está inchada, pois não tenho essa avaliação específica. Agora, cargos comissionados, DAs, penduricalhos, autarquias que talvez não precisem mais porque não prestam um serviço essencial no Estado, tenho certeza que podem ser revistas na estrutura do Estado.

Está demonstrado que o grande problema foi o aumento excessivo do gasto

 

MidiaNews – Então, o senhor admite corte de pessoal, demissões?

 

Mauro Mendes – Daqueles que não estão prestando serviços essenciais, seguramente, sim. Temos hoje algumas áreas no Governo, principalmente, com cargos comissionados, que estão muito acima do que sempre foram e muito além do que é necessário para prestar um serviço eficiente.

 

MidiaNews – Pode dar um exemplo?

 

Mauro Mendes – A Secretaria de Comunicação, por exemplo. O Gabinete de Governo tem muita gente dependurado ali que não necessariamente precisaria estar para prestar um serviço decente. Terei esses números, esse levantamento, e, em breve, vamos publicizar.

 

MidiaNews – Então, demissão em relação a comissionados é quase garantida?

 

Mauro Mendes – Isso é normal quando se troca um Governo pra outro. Esses cargos, normalmente, são revisados, principalmente aqueles que não trabalham efetivamente. Quem trabalha e presta um bom serviço vai continuar.

 

MidiaNews – O atual Governo teve um problema muito sério de relacionamento logo de cara com servidores públicos, por conta da RGA. É possível que essa recomposição não seja paga de cara no primeiro ano de um eventual Governo seu, dependendo da situação econômica também?

 

Mauro Mendes – Se governador for, vou tratar o servidor público do Estado da mesma forma que tratei os servidores da Prefeitura: com muito diálogo, honestidade e respeito. Pagando direitos, dentro das condições que fui capaz de criar na Prefeitura de Cuiabá. Por isso, saí de lá com grande aprovação, não só da população, mas também dos servidores.

 

MidiaNews – Isso quer dizer que a questão do pagamento é negociável?

 

Mauro Mendes – Pagamento de RGA está em lei. O Executivo é obrigado a cumprir as leis. Em relação a pagamento, certamente, o Estado, tendo condições, pagará. E o nosso desafio é criar as condições para que isso seja efetivamente pago ano após ano.

É impraticável imaginar que um governador de um Estado possa governar o Estado tendo dificuldade de relacionamento com todos

 

MidiaNews – Mesmo que parcelado, como fez o atual Governo?

 

Mauro Mendes – Na Prefeitura eu parcelei e paguei. Não teve problema com ninguém.

 

MidiaNews – Usando esse exemplo, falta um bom relacionamento na questão da atual gestão, o que teria ajudado a agravar a situação em todos os segmentos? Faltou esse trato?

 

Mauro Mendes – Um gestor público tem que ter a capacidade muito grande de dialogar e fazer isso com honestidade, sinceridade e humildade. Não pode haver arrogância, autoritarismo ou até presunção de que quem está no cargo maior pode tudo e que todos têm que obedecer. Não fiz isso na Prefeitura. E lá, em 2016, dá para comparar dois comportamentos muito distintos: RGA da Prefeitura, eu parcelei, paguei e tudo de boa, ninguém brigou, ninguém contestou. No Estado, foi parcelado e foi pago, mas depois de muita briga, muita greve. Qual a diferença? Talvez a condução feita com lealdade e humildade.

 

MidiaNews – Na sua opinião, Mato Grosso precisa de um governo de conciliação e diálogo?

 

Mauro Mendes – É impraticável imaginar que um governador de um Estado possa governar o Estado tendo dificuldade de relacionamento com todos, com Assembleia Legislativa, com tribunais, com imprensa e, principalmente, com a própria sociedade. É necessário que haja canais abertos de comunicação, que as pessoas tenham boa vontade para te ouvir, compreender seus argumentos e que, a partir deles, você possa construir consensos mostrando que existe denominador comum, um objetivo a ser alcançado. Se um gestor público perder essa capacidade, ele perde a governabilidade. E, lamentavelmente, isso aconteceu em Mato Grosso.

 

MidiaNews – O senhor consegue identificar a partir de quando isso aconteceu?

 

Mauro Mendes – Na verdade, observei que o atual governo exerceu com muita prepotência - desde o início o seu mandato - o poder que lhe foi conferido pelas urnas. O poder exige algumas sabedorias, uma delas é muita humildade e determinação para alcançar seus objetivos. No início, observávamos que o governador eleito e com muita popularidade traçou alguns objetivos.

 

Governador gastou energia com vaidade e com pretensão de ser presidente da República

Ouvi algumas vezes ele ou pessoas próximas a ele, imaginando que ele já seria candidato à presidência da República. Muitos que estão nos lendo nesse momento devem ter ouvido isso. Isso fez com que, no início do Governo, quando suas energias devem ser voltadas ao planejamento, a plantar ações, a criar estratégias, gastou-se energia com vaidade e com pretensão de ser presidente da República.

 

Começou 2016 com a Operação Rêmora, que acertou no coração do Governo uma flecha que até hoje eles não conseguem explicar. Um secretário de Educação [Permínio Pinto], membro importante do PSDB, preso por corrupção. Uma corrupção que, segundo delações, envolve muito mais gente dentro do Governo. Isso fez-se perder praticamente todo o ano de 2016. Escândalos, corrupção, perda de foco, perda de energia, troca de secretário. Tudo isso criou um ambiente altamente propício a ineficiência, a improdutividade e a não-entrega de resultados. Por isso temos obras importantes que não avançaram um centímetro, como o VLT. Perda de foco, de capacidade, de pensar e trabalhar mais e falar menos.

 

MidiaNews – Acredita que houve um deslumbramento do governador com o poder?

 

Mauro Mendes – Prefiro analisar os resultados e eles são lamentáveis. Foi uma decepção pra todos nós a gestão do atual governador e é por isso que estou aqui.

 

MidiaNews – E mesmo assim , o senhor, que ajudou a elegê-lo, se manteve bastante discreto em relação a isso.

 

Mauro Mendes – Quem ajuda a eleger tem que ajudar a governar. Eu trabalhei muito em 2014, pedi voto e, como muitos mato-grossenses, acreditamos que daria certo. Muito embora, eu via muitas coisas erradas, percebia que o caminho não era correto, tentei em alguns momentos fazer críticas e elas eram rechaçadas e desconsideradas. E aí, eu fiquei quieto e fui cuidar da minha vida e, principalmente, da minha obrigação que era ser prefeito de Cuiabá. Não critiquei, fiz o que pude para ajudar e fiquei calado porque as vezes que tentei mostrar caminhos isso não era considerado.

 

Aliás, essa foi e é uma das grandes críticas da maioria dos aliados do governador. Eu me afastei. Neste momento, estamos decidindo o próximo mandato, o próximo governo. Se ele precisar do meu apoio até 31 de dezembro, certamente eu darei. Como dei quando prefeito de Cuiabá, seja com meu silêncio ou minha ajuda. Nunca reclamei dos repasses atrasados para Pronto Socorro de Cuiabá, para o Hospital São Benedito. Nunca fui à imprensa criticar outras ações, porque eu era parceiro e estava torcendo para que desse certo. Nesse momento, vamos decidir os próximos quatro anos e aí eu e todos nós temos o direito de debater essas realidades.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Mauro Mendes 25-07-2018

"Foi uma decepção pra todos nós a gestão do atual governador"

MidiaNews – Uma questão que o próprio governador já colocou como indireta ou ironia, é a situação da recuperação judicial de seu grupo. Queria que o senhor explicasse porque o grupo quebrou, em que momento aconteceu isso?

 

Mauro Mendes – Recuperação judicial não quer dizer que quebrou. São coisas distintas. A empresa entrou em recuperação porque, no ano de 2014, tínhamos muitos contratos... Uma empresa do nosso grupo, chamada Mavi Engenharia, tinha mais de 3 mil trabalhadores em todo o Brasil. Houve a Operação Ararath na minha vida. Injustamente fui acusado pelo Ministério Público. Depois de três anos, fui totalmente inocentado pela Polícia Federal, pelo próprio Ministério Público e o processo foi arquivado porque realmente eu estava correto.

 

Só que, 15 dias após essa operação, todos os bancos cortaram o crédito de todas minhas empresas. Naquele momento, que estávamos iniciando grandes obras, precisávamos de capital de giro, comprar máquinas, equipamentos, canteiros, a perda do crédito bancário colocou essa empresa em muita dificuldade. Fechou 2015 com quase R$ 150 milhões de prejuízo. Por isso foi para uma recuperação judicial. Entrou em 2015, com 115 milhões numa RJ. Estamos em 2018, já pagamos muitas contas, repactuamos com nossos credores, recombinamos com eles um novo prazo de pagamento e já estamos cumprindo isso. Até o mês de setembro, já podemos sair da RJ e saíremos, porque estamos cumprindo religiosamente com todas as obrigações pactuadas com todos os fornecedores. Até entendo que o governador não entenda de administração privada, o que lamento é que ele também não entenda nada de administração pública.

 

MidiaNews – Desses R$ 115 milhões é possível efetivamente afirmar que quanto já foi quitado?

 

Mauro Mendes – Isso é uma informação interna da empresa. O que é importante dizer é que tudo que foi combinado com nossos fornecedores está sendo cumprido rigorosamente e isso é prestado contas mensalmente ao administrador judicial. Quase 50% já foi pago em dois anos, sendo que temos 10 anos para pagar.

 

MidiaNews – Nessa situação entram aqueles trabalhadores de Rondônia? Inclusive, existem vídeos que circulam na internet de um trabalhador lhe ofendendo.

Entendo que o governador não entenda de administração privada, o que lamento é que ele também não entenda nada de administração pública

 

Mauro Mendes – O suposto trabalhador faz parte de um grupo que, quando houve uma rescisão contratual, que está sendo questionada na Justiça, tínhamos um dinheiro a receber dessa obra do nosso cliente. Como houve uma rescisão contratual, a Justiça do Trabalho bloqueou o recurso que era nosso, mas bloqueou do nosso cliente e está à disposição para pagar 100% desses trabalhadores. Eles não receberam porque o dinheiro que a empresa deveria ter nos pago foi bloqueado pela Justiça do Trabalho. Entretanto, por razões burocráticas da Justiça, isso até hoje não foi liberado para quitar 100%.

 

MidiaNews – Entrando um pouco na questão de articulação política. Existe a situação do MDB, que gerou certa polêmica e tem sido potencializada por seus adversários, em função de um certo desgaste que sua coligação possa vir a ter por conta de figuras relacionadas ao partido. Figuras que estariam ligadas a corrupção, a uma política retrógrada. Isso lhe preocupa?

 

Mauro Mendes – Essas pessoas que dizem isso, antes de falar qualquer coisa, deveriam olhar para o próprio umbigo. Pessoas do PSDB, por exemplo, deveriam olhar que nesse momento estão presos no Carumbé, aqui em Cuiabá, acusados de herdar uma corrupção que começou no Governo Silval e desviou R$ 30 milhões do Detran. Então, ao invés de essas pessoas ficarem apontando partido A ou B, que elas olhem o próprio umbigo.

 

Nâo quero levar essa eleição com baixaria, troca de acusações, porque isso é lamentável. Quero debater Mato Grosso, por que o VLT não ficou pronto. Quero debater por que temos um hospital parado com R$ 90 milhões na conta, uma obra iniciada e paralisada e em três anos e meio não se assentou um tijolo. Quero debater por que o Rodoanel, também com dinheiro na conta, não avançou um metro em três anos e meio. Tenho orgulho de ter tido apoio do MDB. É um partido como qualquer outro, tem pessoas boas ou ruins.

 

Administrei Cuiabá, com apoio do MDB e nem por isso tive algum secretário preso por corrupção ou tive familiares presos por corrupção. Nenhum escândalo envolveu nossa administração. Portanto, apoio é para se ganhar eleições. Apoio partidário é para ter tempo gratuito no horário da propaganda eleitoral. Isso precisamos para fazer com que nossa proposta chegue aos 141 municípios de Mato Grosso. O resto é comigo. Eu sei o que fizemos e tenho autoridade suficiente para comandar a equipe e fazer esses acordos partidários sem comprometer a ética da nossa administração.

 

MidiaNews – É motivo de algum tipo de constrangimento ter o deputado Carlos Bezerra em seu palanque?

 

Pessoas do PSDB, por exemplo, deveriam olhar que nesse momento estão presos no Carumbé, acusados de herdar uma corrupção que começou no Governo Silval

Mauro Mendes – Não.

 

MidiaNews – Sua campanha pretende de certa maneira escondê-lo?

 

Mauro Mendes – De jeito nenhum. Se ele fez alguma coisa errada, ele responde. Se alguém do DEM, do MDB ou de qualquer partido que esteja conosco tenha feito alguma coisa errada, ele responde. Eu respondo por aquilo que eu fiz, por aquilo que na minha administração nós fizemos, por aquilo que meus secretários fizeram. Não posso me responsabilizar por coisas de outras pessoas, em outros momentos, que fizeram algo que posa ser questionado. Agora, eu respondo sim por algo que meus secretários possam ter feito, porque eles eram meus subordinados à medida que eu os escolhi, os nomeei, coloquei lá para determinada função.

 

MidiaNews – Como fica a questão do MDB. Não está meio rachado em relação a esse apoio à sua candidatura?

 

Mauro Mendes – Nesse momento, nessa pré-campanha, eu tenho dito assim: não se planta soja, não se planta algodão, não se planta milho. Mas tem se feito muitas plantações e fofocas nessa pré-campanha. Vamos aguardar, o tempo é o senhor da verdade. Vamos esperar as convenções, o início da campanha propriamente dita e aí saberemos quais serão as verdades que vão prevalecer.

 

MidiaNews – O secretário-geral do MDB, deputado Silvano Amaral, disse que está 90% fechado, mas ainda haveria possibilidade de o partido retomar as negociações com Wellington.

 

Mauro Mendes – Ele tem razão. Única coisa que ainda não vi dar jeito é pra morte. O resto tudo é possível.

 

MidiaNews – Mas não está 100% fechado então?

 

Mauro Mendes – Da minha parte sim, da parte de algumas pessoas com as quais eu conversei por algumas vezes eu considero que sim. Mas o fechamento verdadeiro chama-se ata das convenções partidárias que acontecerão dia 4 de agosto.

 

MidiaNews – O senhor tem conversado com o prefeito Emanuel Pinheiro sobre campanha eleitoral?

 

Mauro Mendes – Não. Até o momento, nada.

 

MidiaNews – O apoio dele faz falta ao senhor? Fará falta durante a campanha, se ele não vier apoiá-lo?

 

Mauro Mendes – Eu gostaria de ter o maior apoio possível das pessoas de bem. Eu tenho ouvido conversas de que ele gostaria de apoiar o governador Pedro Taques. Se for esse o desejo dele, não quero apoio forçado. Não acredito em apoio forçado, porque aí ele é mentiroso, não é verdadeiro. Não gosto de mentira, de nada que não seja construído na base da lealdade e da verdade.

 

MidiaNews – Em função do episódio do “Paletó”, aquelas imagens que rodaram o mundo, haveria algum constrangimento tê-lo em seu palanque?

Alair Ribeiro/MidiaNews

Mauro Mendes 25-07-2018

"Não quero ser presunçoso, nem arrogante de ficar dispensando apoio"

 

Mauro Mendes – Ele responde pelo que fez. Certamente, as imagens falam por si só. Entretanto, não quero ser presunçoso, nem arrogante de ficar dispensando apoio. Se alguém cometeu um crime um dia e pagou, não vou dizer, esse cara não pode votar em mim. Eu tenho maturidade e convicção de que meus valores éticos e morais são muito maiores do que qualquer apoio de alguém que, eventualmente, um dia possa ter cometido alguma coisa errada. Tenho maturidade suficiente para saber que apoio não vai comprometer minha forma de agir, muito menos de conduzir a administração pública. E já mostrei isso na administração de Cuiabá.

 

MidiaNews – Num passado recente, o senhor chegou a dar algumas declarações sobre o assunto e disse que o prefeito não havia se explicado bem para a opinião pública, perante a gravidade do que foi visto naquelas imagens. Considera que ele ainda não se explicou de modo adequado?

 

Mauro Mendes – Confesso que acompanhei vagamente esse episódio pela mídia. O ano de 2017 dediquei muito ao meu trabalho e à minha família. Mas, naquele dia que eu disse isso, eu reafirmo: eram fatos realmente marcantes, graves e que mereciam uma explicação rápida e objetiva.

 

Quando eu fui acusado lá em 2014, na Ararath, no outro dia, quando eu entendi o que aconteceu, eu xinguei o ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).  Pois eu tinha absoluta convicção de que aquilo que estavam imputando a mim era mentira e que no devido tempo eu iria explicar. Talvez não devesse ter xingado, mas foi uma demonstração de indignação e de quem confiava absolutamente na minha inocência. E isso ficou demonstrado, embora tardiamente, três anos depois.

 

Portanto, acho que assim que deve se conduzir um homem de bem. Quando você é acusado injustamente, parta pra cima, brigue, justifique. Isso tem que ser feito um dia, dois dias depois. Acho que assim todos deveriam agir.

 

MidiaNews – Como ex-prefeito de Cuiabá, como avalia a gestão Emanuel Pinheiro até agora?

 

Mauro Mendes – Sempre procurei ficar fora desse tipo de pergunta, de fazer avaliações. Claro que eu as tenho, olho com olhos bastante críticos e clínicos porque fui prefeito, conheço razoavelmente bem a Prefeitura. Sei exatamente como pegamos as secretarias, sei como as deixamos. Entretanto, por uma questão de ética e lealdade com a minha cidade, procuro sempre não prejudicar nenhum daqueles que estão no exercício do poder. Sempre digo que torço para que o prefeito Emanuel Pinheiro faça uma grande administração e, ao final, seja um prefeito reconhecido melhor que eu fui. Isso acontece com trabalho, muito trabalho e seriedade. Vale pra ele e qualquer um. Não é com conversa fiada, promessas vazias e nem com tapinha nas costas que se consegue fazer isso. Eu, poucas vezes, ficava tomando cafezinho por aí ou fiquei dando tapinha nas costas das pessoas. Trabalhei muito e, ao final, fui reconhecido. Não só eu, como toda nossa equipe. Todos secretários, servidores e cidadãos que pagaram seus impostos ajudaram para que fizéssemos um bom trabalho.

 

MidiaNews – Acredita que essa questão do “Paletó” pode prejudicar a gestão do Emanuel?

 

Mauro Mendes – Toda instabilidade gerada no âmbito da administração pública tira o foco. Se quer algo na sua vida, tenha foco, persistência, determinação e foque no que deseja. Quando você tem uma turbulência qualquer, isso atrapalha seu desempenho. Então, quando tem um problema na sua administração, problema ético, de imagem, isso também atrapalha muito. Mas eu desejo que ele possa superar isso e possa fazer nossa Cuiabá dos próximos anos ser melhor do que eu entreguei. Terei muita alegria se ele puder dizer, verdadeiramente, que vai entregar uma cidade e uma Prefeitura melhor que recebeu de mim. E vou torcer sempre para que os próximos ajam da mesma forma que agi.

 

MidiaNews – Que diagnóstico o senhor faz em relação a corrupção no Estado. É preocupante ainda?

Ele ficou olhando muito para administração do Governo anterior e esqueceu de cuidar dos secretários dele. Dois foram presos por corrupção

 

Mauro Mendes – A corrupção no Brasil é endêmica, muito embora nós tenhamos tido alguns avanços nos últimos anos. Ninguém poderia imaginar, quatro anos atrás, que um dos homens mais ricos do Brasil, como Marcelo Odebrecht, fosse parar na cadeia. Que um presidente da República fosse parar na cadeia. Que governadores como o de Mato Grosso fossem parar na cadeia. Algum tempo atrás o slogan era: “só vai pra cadeia quem é pobre”. Hoje, grandes figurões, empresários, líderes políticos estão indo pra cadeia. Isso é um passo importante, mas não definitivo. Precisamos avançar muito. A corrupção está permeada como um valor da nossa sociedade. Não adianta acusar o político de ser corrupto e você dar uma propina para o guardinha de trânsito. Não adianta criticar políticos e sonegar imposto. Precisamos melhorar esses valores da sociedade.

 

MidiaNews – Mas aqui em Mato Grosso, especificamente sobre esse tema, o senhor não admite que o governador Pedro Taques teve um papel muito importante no combate à corrupção. Ele foi eleito, fez auditorias e passou esses resultados aos órgãos de fiscalização. Ele teve um papel importante para controlar essa prática?

 

Mauro Mendes – Esse é um papel importante, mas não era papel necessariamente dele apenas. Para isso existe o Ministério Público, pra isso existe o Tribunal de Contas, os órgãos de controle. Foi ele que levantou o escândalo da Seduc?

 

MidiaNews – Concordo com o senhor, mas falando, por exemplo, dos assuntos relativos ao Governo Silval Barbosa. Ele "centrou fogo" nisso, fez auditorias, levantou informações e as entregou aos órgãos de controle.

 

Mauro Mendes – E esqueceu-se de controlar o Governo dele. Ficou olhando muito para administração do Governo anterior e esqueceu de cuidar dos secretários dele. Dois foram presos por corrupção.

 

MidiaNews – Acredita que se o PT, por exemplo, tivesse assumido o Governo, iria proceder da mesma maneira?

 

Mauro Mendes – Isso não é uma verdade. Muitas investigações que levaram à prisão, inclusive, do governador Silval Barbosa e de outros atores aqui do Estado nasceram dentro do MPE, dentro do Gaeco e em investigações antes do Governo Pedro Taques. Papel importante foi do Gaeco, do Ministério Público e da Justiça. E os números dizem isso. Basta olhar os processos que levaram à essas prisões e quando eles começaram. Ou tudo começou após o dia 1º de janeiro de 2015? Não, isso não é verdade. O governador Pedro Taques puxou pra si essa áurea de que foi ele que patrocinou tudo isso, quando isso não é verdade. Ficou embebecido com essa vaidade e esqueceu-se de cuidar do que estava acontecendo debaixo das barbas do Governo.

 

MidiaNews – Acha que ele sabia disso?

 

Mauro Mendes – Segundo ouço dizer de uma tal delação de Alan Malouf, isso parece-me que vai ter muita confusão ainda pela frente.

 

MidiaNews – O governador tem um estilo bastante visceral, por assim dizer... O senhor até falou das frases de efeito dele, a maneira como ele costuma reagir. E ele tem dado algumas sinalizações de que pretende de alguma maneira lhe atacar ou ao menos lhe constranger. Está preparado para isso? Essa questão pode ser um problema?

 

Mauro Mendes – Se eu fosse governador, talvez responderia com uma “frasinha” de efeito, tipo assim: “não sou filho de pai assustado”; “bateu, levou”, como ele tem feito. Eu lamento. Lamento que um governador de Estado, depois de três anos e meio sentado na cadeira, indo para uma reeleição, precisa usar de algumas mentiras e frases de efeito e até ataques para tentar justificar sua candidatura. Ele deveria ter muita coisa para mostrar, para dizer a todos nós. Dizer com clareza e objetividade porque ele está indo para uma reeleição. Como talvez lhe faltem esses argumentos, ele fica nessa conversinha fiada de criar apelidos, fazer ataques e usar frases vencidas. Na minha opinião, esse modelo está vencido e será derrotado nas eleições.

 

MidiaNews – Se for provocado, não pretende responder?

 

Mauro Mendes – Educação, graças a Deus, nunca me faltou. Tenho frieza, pulso firme. Tenho raciocínio bastante razoável e poderei sim me comportar de acordo com o momento. Agora, o eleitor não quer saber de baixaria, conversa fiada. Vamos debater Mato Grosso. Não pense ele ou ninguém que fugiremos dos problemas, dos números, daquilo que foi feito, do que não foi.

 

MidiaNews – Pretende começar a apresentar propostas a partir de quando?

Vamos debater Mato Grosso. Não pense ele ou ninguém que fugiremos dos problemas, dos números, daquilo que foi feito, do que não foi

 

Mauro Mendes – Estamos nesse momento elaborando nosso programa de Governo. Mas muito mais que dizer o que fazer e diremos objetivamente, a primeira coisa a fazer é equilibrar o Estado. Fazer com que receita seja igual a despesa, colocar as contas em ordem. Isso vai demorar algum tempo, porque o Estado está literalmente quebrado. Vamos ter que fazer uma recuperação judicial em Mato Grosso. Disso tenho experiência, sei fazer na vida pública e na vida privada, porque peguei uma Prefeitura também com alguns problemas e a entreguei muito melhor. Basta olhar o balanço da prefeitura de Cuiabá em 2012 e olhar o balanço de 2016. Mais que nossas palavras, o que falam por nós são os números da nossa gestão. Em algum momento vamos colocar propostas objetivas à sociedade, mas acredito que a grande proposta é fazer um trabalho sério, honesto e verdadeiro.

 

MidiaNews – O senhor citou que levará algum tempo para equilibrar as finanças. Quanto?

 

Mauro Mendes – Uma estimativa de dois anos pra colocar a casa em ordem, tamanho o rombo e o atraso com fornecedores e Poderes.

 

MidiaNews – Mas, obviamente, colocar em ordem e já ir consertando...

 

Mauro Mendes – Com certeza. Não dá pra ficar dois anos só pagando conta. Tem que ter a capacidade de resolver esse problema, que é crítico e grave, para reestabelecer a confiança, para o Estado poder comprar melhor e mais barato.

 

MidiaNews – Propostas para Saúde, por exemplo, que talvez seja o principal gargalo do Estado. O que já é possível propor?

 

Mauro Mendes – Por exemplo, vamos fazer, usando experiência em Cuiabá, estimular a compra centralizada nos 141 municípios de Mato Grosso de remédios. Ao invés de o município ficar cada um comprando seus remédios ou mesmo os consórcios, fazermos aqui uma central de compras de medicamentos. Essa ideia nasceu quando eu era prefeito de Cuiabá. Quando prefeito aqui, vimos muitos cidadãos do interior que vinham para Cuiabá, ficavam internados aqui um dia...O secretário, à época, mostrou um caso prático. “Prefeito, esse cidadão está há mais de 60 dias internado, ocupando leito do hospital porque precisa tomar um remédio. Lá no município dele não tem esse remédio. Se lá tivesse, ele poderia ficar lá no postinho de saúde e seria administrado o remédio. E quando terminasse o tratamento viria para a cirurgia”. Garantir que em cada município tenha um remédio já é uma grande forma de fazer a saúde começar a funcionar. Se o Governo do Estado liderar isso, criar as condições para que isso aconteça. Com a liderança do Governo do Estado e aportando algum recurso pra esse consórcio estadual começar a funcionar, nós vamos comprar remédio muito mais barato e disponibilidade em tempo real a todos os municípios.

 

MidiaNews – Sobre a aliança formalizada nessa semana entre o governador Pedro Taques, o deputado federal Nilson Leitão e a ex-juiza Selma Arruda, o senhor vê algum tipo de contrassenso? Já que ela atuou no combate à corrupção, o Governo Taques teve casos de corrupção na gestão e a Selma, inclusive, instruiu o processo da Rêmora, que apura fraudes na Seduc e onde o Leitão é apontado como um dos supostos beneficiários do esquema. O senhor vê como uma aliança forçada, em razão de o Taques ter perdido aliados no caminho?

 

Mauro Mendes – Não conheço processo da Rêmora e não faço nenhuma insinuação. Prefiro não analisar essa composição porque não quero depreciar ninguém, seja o governador, o Nilson Leitão ou a Selma. Desejo a eles que façam uma boa campanha, campanha limpa, honesta e verdadeira.

 

MidiaNews – Por que o candidato Mauro Mendes merece o voto e a confiança do eleitor mato-grossense?

 

Mauro Mendes – Vou me esforçar muito para convencer as pessoas disso. Não poso iniciar uma campanha dizendo que merece. Vou dizer incialmente que sou uma alternativa, que coloco minha história como empresário, como administrador público na cidade de Cuiabá, minha história de vida à disposição.

 

Quando a gente vai contratar alguém para uma empresa ou quando somos contratados, alguém analisa nossa história, experiência, faz uma entrevista e aí decide se contrata ou não. Então, minha entrevista será feita através da imprensa, dos debates, das reuniões, onde as pessoas irão nos ouvir, olhar nos nossos olhos, saber se estamos falando a verdade ou não. E aí vão decidir quem elas querem contratar para administrar Mato Grosso nos próximos quatro anos. Sou uma alternativa e meu grande objetivo é conquistar a confiança e lá na frente, em 7 de outubro, conquistar o voto dessas pessoas.




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11 Comentário(s).

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ROMILDO GONÇALVES  01.08.18 10h41
CERTAMENTE PARA O SR. M M, O MODELO DE GESTÃO PRATICADA NO GOVERNO ANTERIOR ERA A CORRETA? E QUE DEVER VOLTA A VIGORAR NO DE MATO GROSSO? LEMBRE-SE CARO SR. MM, O PASSADO NUNCA MAIS, A SOCIEDADE MATO-GROSSENSE DESCENTE E HONESTA NÃO PERMITIRÁ JAMAIS. PODE ESTAR CERTO DISSO.
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PEDRO  30.07.18 16h12
MM, QUANDO O SENHOR NÃO CANDIDATOU PARA PREFEITO NA SEGUNDA VEZ O SENHOR DISSE QUE NÃO IRA CANDIDATAR-SE, O SENHOR DISSE NA MÍDIA NÃO O SEGUNDO MANDATO DE PREFEITO. PORQUE O BRASIL ENTRARIA EM RECESSÃO E ERA INVIÁVEL TER O SEGUNDO MANDATO, PORQUE AGORA QUER SER GOVERNADOR DO ESTADO O SENHOR DIZ QUE O ESTADO ESTÁ FALIDO.
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Adriano  30.07.18 14h50
Não foi um bom prefeito e não será um bom governador. Povo vai se ferrar com Mauro.
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SELMO CEZARIO DE ARRUDA  30.07.18 11h58
Sr. Mauro Mendes sempre fui seu defensor e aliado, talvez em esfera política nunca participei porque isso é mto complicado. Mas vi vossa entrevista. Vi contundência, prudência e moderação. Sou desempregado. Entretanto vejo a minha cidade e capital como TBEM vi uma transformação em vossa administração. Abraco
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Flavia  30.07.18 10h10
TEM O MEU VOTO MAURO!!!!
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