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Entrevista da Semana / "GARGALO"
08.04.2017 | 13h50
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"A saúde está um caos e é o que mais me aflige", afirma Emanuel

No dia do aniversário da cidade, prefeito fala de seus projetos e faz balanço dos primeiros 100 dias

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O prefeito Emanuel Pinheiro: "Quero liderar o processo de despertar da Capital"

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

No dia em que Cuiabá completa 298 anos, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) afirma que está trabalhando para fazer da Capital uma referência no País.

 

Apesar do otimismo, ela reconhece que ainda existem problemas na cidade, especialmente na saúde pública.

 

"A saúde é o grande gargalo, é um grande problema. Está um caos e é o que mais me aflige. Nestes primeiros três meses eu tenho vergonha da prestação de serviço público na área de saúde para a população", afirmou.

 

Nesta entrevista ao MidiaNews, o prefeito faz um balanço dos primeiros 100 dias de sua gestão – a serem completados nessa semana – e revela seu desejo em não somente desenvolver economicamente a cidade, como também resgatar a autoestima e a valorização do cuiabano.

 

Temos condições de ser uma das capitais mais estratégicas em termos de liderança econômica e social do Brasil. Temos totais condições de explodir e ser o grande eldorado, a grande terra prometida

O prefeito ainda falou sobre as primeiras polêmicas envolvendo sua gestão, como a exoneração da secretária de educação, Mabel Strobel, sobre o relacionamento com o governador Pedro Taques (PSDB) e as principais realizações com vistas ao marco dos 300 anos da cidade, a serem comemorados em 2019.

 

Veja os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – A saúde pública é apontada como um dos principais gargalos da cidade. O que o senhor está fazendo ou deve realizar para não ser mais um prefeito que passou pela cidade deixando os mesmos problemas crônicos nessa área? Quais as prioridades?

 

Emanuel Pinheiro – A saúde é o grande gargalo, é um grande problema, está um caos e é o que mais me aflige. Nestes primeiros três meses eu tenho vergonha da prestação de serviço público na área de saúde para a população. É um problema grave. A maioria dos nosso servidores são comprometidos, sérios, mas temos um gargalo muito grande e um problema muito sério de gestão. É uma responsabilidade do Município mesmo.

 

Os R$ 750 milhões, que é o nosso orçamento anual para a Saúde, não é dinheiro suficiente para resolver todos os problemas, mas é o suficiente para avançar e prestar um serviço muito melhor, muito mais humanizado e de inclusão na saúde pública da Capital do que esse que está sendo prestado hoje.

 

Eu não me sinto bem com o Pronto-Socorro operando da forma como está operando, como um verdadeiro campo de guerra, com seres humanos, cidadãos sendo tratados dessa forma, jogados nos corredores, apinhados uns em cima dos outros, numa desestrutura total do sistema. Não me sinto bem com o funcionamento das policlínicas que, para mim, estão saturadas. A população não acredita mais na policlínica. Acabou a era da policlínica. Ela veio num momento histórico, há 35 anos, quando Dante de Oliveira foi prefeito. À época, ela serviu muito bem para Cuiabá, mas era outro momento histórico. Hoje ela está saturada, ela sucumbiu. Hoje, pacientes que poderiam ser tratados nas policlínicas acabam sendo levados para o Pronto Socorro, sobrecarregando o sistema.

 

Além disso, há a deficiência do sistema de saúde do interior que acaba sobrecarregando demais Cuiabá. Mas sempre foi assim, então, não adianta ficar chorando pelo leite derramado. Vem pra Cuiabá, porque é a Capital, é referência e tem que ser referência.

 

Então, eu não vou aceitar ser tragado pelo sistema e não vou entrar na zona do conforto, achando que é isso mesmo e está tudo certo. Vou colocar o dedo na ferida, estamos estudando medidas de impacto. Ao lado da minha equipe, dos servidores, vamos anunciar medidas de choque para humanizar a saúde pública na Capital.

 

MidiaNews – Essas medidas passam, por exemplo, pela construção de novas unidades de saúde? Solucionar problemas das que já existem?

 

Emanuel Pinheiro – Solucionar os que já existem, também construir novas unidades. Mas penso que a maior mudança não é só física. A física faz parte, mas a mudança maior será de gestão mesmo. Conceitual. Obra física é necessária, vamos fazer, mas ela é um complemento de uma política pública de gestão eficiente e humanizada.

 

MidiaNews – Mas é inegável que a falta de recursos para investimentos é um ponto que dificulta a realização de ações. O que fazer?

 

Emanuel Pinheiro – Essa baixa capacidade inibe as ações, você encontra limites, você quer fazer, quer realizar, quer dar respostas rápidas, mudar o que está aí, mas, é claro, acaba inibido.

 

Estamos buscando apoio do Governo Estadual, Governo Federal, essa ansiedade acaba encontrando limites que não estavam previstos, mas essa é a grande arte da gestão pública.

 

MidiaNews – Pensa em parcerias para driblar essas dificuldades financeiras na Saúde?

 

Emanuel Pinheiro – Também. A obra do novo Pronto-Socorro é uma prova disso. Sentamos com o Governo e buscamos o caminho adequado. O Município entendendo a dificuldade do Governo, buscamos o melhor caminho e hoje já está anunciada a parceria. O Governo já reprogramou os R$ 35 milhões que faltam para desembolsar para obra. Os pagamentos começam em 20 de abril e seguem até 20 de março de 2018, uma média de R$ 3,5 milhões ao mês. A Prefeitura passa mais R$ 1,6 milhão ao mês, recurso suficiente para “bombar” a obra.

 

Já falei com o consórcio para colocar 400, 500 homens trabalhando naquele canteiro de obras, para que possamos entregá-la, conforme minha meta, no aniversário de 299 anos de Cuiabá.

 

Entretanto, não posso assumir esse compromisso. É uma meta, porque depende da licitação dos equipamentos. A bancada federal nos ajudou muito com uma emenda no valor de R$ 85 milhões, que vão para o Governo do Estado, só que a licitação desse processo é demorada. Então a gente corre o risco. Por isso não quero anunciar a data certa, estamos anunciando a meta. Lá na frente, junto com o Governo do Estado, vamos anunciar a data certa para entregar o novo Pronto-Socorro de Cuiabá. Além disso, como prometi na campanha, transformar o atual Pronto-Socorro no Hospital Materno Infantil da nossa Capital.

 

MidiaNews – Vamos falar desse início de Governo no geral. Passados 100 dias desde que tomou posse, que balanço o senhor faz?

 

Emanuel Pinheiro – Quero destacar a minha emoção, a minha empolgação e a realização de um sonho em ser o prefeito da minha cidade, em um momento simbólico, emblemático que é a gestão dos 300 anos. Essa empolgação quero passar para toda a minha equipe, toda a sociedade. A grande obra que quero fazer é “tocar” a alma das pessoas, o coração dos cuiabanos e passar a desenvolver um processo onde passemos a nivelar Cuiabá por cima. Que a gente entenda Cuiabá como uma grande líder de toda uma região, não só no discurso, mas até em um processo de resgate de autoestima, de valorização própria do cuiabano. Temos que pensar Cuiabá como uma Capital das oportunidades, como uma cidade líder. Cuiabá tem que assumir esse processo.

 

Para isso, temos que nivelar a cidade por cima, que as pessoas comecem a se comportar dessa forma e não aceitem que os serviços públicos e a cidade sejam feitos de improviso, que as ações públicas sejam de improviso, que as pessoas não aceitem que ‘gambiarras’ sejam feitas na cidade, que não aceitem serviços mais ou menos. Demos início a esse resgate da autoestima e de nivelar Cuiabá com Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Florianópolis, ou seja, com o que existe de melhor, de excelência. Esse é o primeiro processo, a mudança de mentalidade. Nesse contexto, comecei a gestão indo ao encontro de um compromisso de campanha: um prefeito presente na vida das pessoas, presente na vida da cidade, em constante interlocução com os segmentos organizados da sociedade.

 

Ainda falando do lado conceitual, destaco minha presença nas ruas. Não sou um prefeito de gabinete, não sou isolado da população. Cada vez mais quero intensificar o corpo-a-corpo, que a população veja o prefeito próximo, no seu bairro e sendo o prefeito o maior fiscal de sua gestão. Eu serei o maior fiscal da minha gestão.

 

MidiaNews – Quando o senhor fala em “grande fiscal”, o que isso quer dizer na prática?

 

Emanuel Pinheiro – Por exemplo, fui lá no CMEI [Centro Municipal de Educação Infantil] Dante de Oliveira, no Bairro Três barras, numa visita incerta. Detectei e anunciei a má qualidade da carne servida na merenda escolar das crianças. Isso originou uma reunião com o secretário interino, equipe escolar, nutrição escolar e com fornecedores, pois não vou aceitar merenda escolar de baixa qualidade.

 

Foi por causa desse prefeito próximo às pessoas que fui acompanhar toda a interdição da Ponte Professor Benedito Figueiredo [sobre o rio Coxipó], que é uma obra do Estado, responsabilidade do Estado. Mas as coisas acontecem no Município e a população estava sendo altamente penalizada nos horários de pico, principalmente na Avenida Fernando Corrêa. Vou ficar quieto? Não poderia cruzar os braços, entrar numa zona de conforto e dizer: "Olha, pessoal, sinto muito, esse problema é do Estado". Não. Tive atitude. Busquei a forma paliativa, mas segura, até que o Estado licite e resolva o problema de forma definitiva. Isso vai levar muito tempo. A população não poderia ficar pagando o pato. Minha população estava sendo penalizada. Determinei um estudo com minha equipe, submeti à Defesa Civil e a ação foi aprovada. Então tomei para mim o problema, fiz a obra, no valor de R$ 150 mil, pagamos com recursos do Município, do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana, sem comprometer a responsabilidade do Estado, que continua sendo responsável pela obra definitiva.

Não poderia cruzar os braços, entrar numa zona de conforto e dizer: olha pessoal, sinto muito, esse problema do Estado

 

MidiaNews – Essa já seria então uma das ações concretas da administração do senhor?

 

Emanuel Pinheiro – Sim. E aí entram também outras ações, que já executamos e são o mote da minha gestão: inclusão e humanização na prestação dos serviços púbicos. Foi por isso que lancei o Programa Matrículas Web OnLine para creches e CMEIs de Cuiabá. Fiz o compromisso e, depois de décadas, a imprensa não noticiou filas homéricas, durante as madrugadas, pais acompanhando noites a fio para tentar vaga. Tenho o entendimento de que não temos uma oferta para suprir toda demanda. Então, o mínimo que um gestor sensível pode fazer é dar condições de respeito e dignidade aos pais, para poder buscar a inscrição para seus filhos.

 

Além desse programa de matriculas, que é inédito em Cuiabá e que será permanente, lançamos o Internet Gratuita em locais públicos da cidade de grande movimentação, como a Orla do Porto, Parque Tia Nair, Parque das Águas e agora vamos ampliar para os parques Massairo Okamura e Mae Bonifácia, terminais de ônibus e outros locais de grande concentração.

 

Começamos a seguir nosso plano de Governo, sempre tendo como toque a inclusão e a humanização na prestação dos serviços públicos.

 

MidiaNews - Outras ações estão sendo lançadas agora no aniversário da cidade. Quais as principais?

 

Emanuel Pinheiro - O aniversário de Cuiabá também demonstra isso. Fizemos uma série de ações, começamos a lançar programas ousados como, por exemplo, o Minha Rua Asfaltada. O programa tem como meta 600 quilômetros de asfalto em quatro anos. Praticamente universalizando a pavimentação asfáltica da Capital. Só nesse período de comemoração do aniversário de Cuiabá, estou lançando 115 quilômetros. Pavimentação completa dos bairros Jardim Vitória, Jardim Florianópolis, Jardim União, Doutor Fábio I e II, Altos da Serra I e II, Jardim Imperial II, uma parte do Ribeirão do Lipa, além de uma parte do acesso para o Residencial Nico Baracat I, II e III. Então, são obras de asfalto, de pavimentação com qualidade, com drenagem e águas pluvias. Não vai ser asfalto “casca de ovo”, que vai estourar depois de alguns meses.

 

Paralelo a isso, lançaremos no final do mês, como última ação em comemoração ao aniversário da cidade, o programa Bom Caminho, que prevê a manutenção permanente nas estradas vicinais, estradas rurais, garantindo boa trafegabilidade para quem mora na área rural, bem como para o pequeno agricultor da agricultura familiar, que precisa escoar sua produção. O programa prevê a manutenção das estradas, das pontes, dos bueiros celulares.

Marcus Mesquita Imagens

Emanuel Pinheiro

"Começamos a seguir nosso plano de Governo, tendo como toque a inclusão e a humanização na prestação dos serviços públicos"

 

Também ampliamos o programa para combater os mais de 44 mil buracos que têm a cidade, tentando salvar a malha viária, que está bastante danificada, correndo contra o tempo e a estrutura que pegamos. Com fim do período chuvoso, vamos avançar.

 

Além disso, fizemos um dos maiores carnavais dos últimos tempos, envolvendo a população, blocos carnavalescos, tudo isso sem gastar um centavo da Prefeitura. Da mesma forma o aniversário de Cuiabá. Sem gastar dinheiro da Prefeitura, estamos realizando uma grande festa reunindo artistas locais, valorizando nossa cultura e finalizando com shows nacionais de Amado Batista e Zezé di Camargo e Luciano. Friso: sem gastar dinheiro da Prefeitura. Me valendo do apoio do Governo do Estado, que tem sido parceiro, e do apoio da iniciativa privada, que tem acreditado na nossa gestão e nos ajudado a promover as ações necessárias. Isso é mais ou menos o inicio da nossa gestão, um início frenético, ágil, empolgado, rápido, elétrico.

 

MidiaNews – O senhor tem dito, reiteradas vezes, que ainda está em um período de lua-de-mel com a cidade. Mas tocou nesse problema dos buracos, que também têm sido um dos motivos de queixa nesses primeiros dias de gestão. O senhor acredita que atacou esse problema de forma eficaz? Vai haver uma ação mais efetiva por parte do Município, porque as críticas nesse aspecto são bastante intensas.

 

Emanuel Pinheiro – Sempre tenho o sentimento de quero mais, o sentimento de que a população precisa de mais e melhor e é esse meu compromisso. Mas eu assumi a Prefeitura há 90 dias. Já recebi uma estrutura com uma licitação para duas empresas apenas. Agora, vou me organizar e me preparar muito melhor para o ano que vem, no período chuvoso. Trabalhei com o que eu tinha em mãos. Não tinha tempo de licitar novamente. Uma licitação leva quatro, cinco, meses, já teria acabado o período das chuvas e a cidade estaria um buraco só. Eu tripliquei as equipes, notifiquei e fiquei em cima das empresas exigindo qualidade, já que muitas delas tapavam os buracos de qualquer jeito, sem nenhum cuidado, sem nenhum zelo, deixando aí essas cicatrizes que me incomodam na cidade. Vamos reparar isso. Mas fiz o que possível dentro das ações emergenciais.

 

Falo isso sem nenhum demérito com a gestão passada, até porque a gestão passada, além do ex-prefeito Mauro Mendes ser meu amigo, ele fez um bom trabalho, saiu bem avaliado e meu compromisso é olhar para frente. Eu sabia dos compromissos que eu teria em Cuiabá, sabia dos problemas e fui eleito para resolvê-los. E vamos avançar, vamos enfrentá-los sempre. Não vamos fugir de nenhum problema, vamos enfrentar os desafios, vencer e melhorar a qualidade de vida em Cuiabá.

 

MidiaNews – O senhor citou o ex-prefeito Mauro Mendes. Recentemente, ele teceu algumas críticas ao senhor dizendo, entre outros pontos, que está “na hora de o senhor trabalhar mais e falar menos”. Como recebeu essa crítica?

 

Emanuel Pinheiro – Isso faz parte. Todo gestor se manifesta, se pronuncia. Recebi como um direito de manifestação do ex-prefeito, que eu respeito mas, como diz meu slogan do segundo turno: “Bora pra frente”. Estou focado em trabalhar para frente, para o futuro, para a Cuiabá dos 300 anos.

 

MidiaNews – Uma questão que ainda gera algumas controvérsias é em relação ao caixa da Prefeitura. O ex-prefeito anunciou que deixou dinheiro em caixa. Depois que o senhor assumiu, houve declarações de membros da equipe dando conta de um déficit financeiro. Qual a real situação fiscal do Município? Tem os números de forma detalhada?

Recebi a crítica como um direito de manifestação do ex-prefeito, que eu respeito mas, como diz meu slogan do segundo turno: 'Bora pra frente'

 

Emanuel Pinheiro – O balanço geral fechou dia 31 de março: em torno de R$ 65 milhões de restos a pagar, que são dívidas do Município, e em caixa havia cerca de R$ 16 milhões. Então, mais ou menos R$ 50 milhões de restos a pagar, o que não é nenhum desespero. Claro que eu gostaria de pegar numa situação muito melhor e sei que o ex-prefeito fez o que pôde para entregar em situação muito melhor.

 

Estamos encarando isso, nos organizando, planejando, administrando aqui com o caixa da Prefeitura valorizando cada centavo do dinheiro público, buscando o equilíbrio entre receita e despesa, garantindo a responsabilidade fiscal, combatendo a corrupção, os desperdícios. Nesse sentido, formamos o Comitê de Eficiência da Gestão Pública. Então existe um criterioso trabalho de equilíbrio das contas públicas. Por isso, conseguimos, ao longo desses primeiros meses de Governo, manter a folha de pagamento rigorosamente em dia, pagando no último dia útil do mês, priorizando aquilo que é obrigação, que é o salário do servidor, inclusive já prevendo pagar a RGA [Revisão Geral Anual] no mês de maio, que é um direito sagrado do servidor público.

 

MidiaNews – Então, na avaliação do senhor, esse Comitê já conseguiu fazer com que o Município “apertasse os cintos”, já gerou economia aos cofres do Executivo? Foi feita também a revisão de contratos?

 

Emanuel Pinheiro – Essa é a determinação do prefeito. Hoje, por exemplo, existe uma determinação para fazermos um balanço [dos contratos] nas secretarias de Educação e Saúde, que são duas estruturas enormes na Prefeitura. Juntas, elas consomem praticamente 50% do orçamento do Município. Até posso dizer que são duas miniprefeituras dentro da Prefeitura. Então, requer todo um trabalho minucioso de levantamento dos contratos, dos gastos. Estamos fazendo isso. Mas, como eu disse, é o começo da gestão. Então, não temos uma estrutura ainda para fazer tudo rápido como gostaríamos.

 

MidiaNews – Ainda não há um número fechado de quanto de economia esse comitê conseguiu gerar?

 

Emanuel Pinheiro – O nosso trabalho até agora possibilitou o equilíbrio, a estabilidade. Para se ter uma ideia, o ex-prefeito Mauro Mendes deixou a gestão gastando R$ 55 milhões com folha. Estou entrando no quarto mês de gestão com o mesmo gasto. E olha que já veio o retorno das aulas e, com isso, a contratação dos professores interinos para poder garantir a estabilidade. Se não conseguimos, ainda, na questão pessoal, fazer cortes profundos - pois não quero colocar em risco o funcionamento e a eficiência da máquina pública –, pelo menos a estabilidade está mantida. Agora, vamos partir para contratos de uma forma geral, para ver o que podemos cortar e economizar.

 

MidiaNews - Em relação à arrecadação, já dá para fazer uma projeção de como será este ano? Haverá dificuldades?

 

Nossa capacidade de investimento é muito pequena dentro do orçamento. Um orçamento de R$ 2,3 bilhões para 2017, com capacidade de investimento que ronda a casa de 5% a 7%

Emanuel Pinheiro – O que foi possível ver nesses três meses de Governo? Que temos uma capacidade de investimento muito pequena dentro do nosso orçamento. Um orçamento de R$ 2,3 bilhões para 2017, com uma capacidade de investimento que ronda a casa de 5% a 7%, ou seja, um montante muito tímido, frente às exigências das inúmeras demandas de uma Capital pujante como Cuiabá.

 

Então, por mais que eu potencialize e vou potencializar o crescimento da receita própria, ela nunca será suficiente para atender as inúmeras demandas de Cuiabá.

 

MidiaNews – Neste caso, quais alternativas devem ser adotadas pelo Município?

 

Emanuel Pinheiro – Por exemplo, uma alternativa para aumentar a receita é a questão do aumento da base de contribuintes. Hoje temos uma inadimplência só no IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], por exemplo, na casa de 30% a 35%. Tenho um compromisso com a população e não posso, nem acho justo, penalizar ainda mais aqueles adimplentes. Não vou aumentar receita colocando a faca no pescoço do contribuinte. Muito pelo contrário, tenho que atacar a inadimplência. Isso tem no ISS [Imposto Sobre Serviços] também. Estamos organizando, estruturando, em parceria com servidores, com fiscais da Prefeitura, estamos criando mecanismos para poder otimizar a fiscalização e melhorar a arrecadação, sem pesar no pescoço do setor produtivo, nem dos contribuintes de uma forma geral. Essa atuação vai nos ajudar a incrementar a receita própria. Mas, por mais que implemente, ainda teremos uma capacidade de investimento pequena, pela Capital pujante e pulsante que temos.

 

Além disso, o que fazer? Aquilo que já firmei uma convicção nesses primeiros meses de Governo: temos que criar instrumentos para atrair capital privado, as parcerias público-privadas (PPPs) e as negociações dos ativos do Município. O Município tem um ativo imobiliário, por exemplo, muito grande, quase mil imóveis. A maioria esmagadora é massa falida. Não serve para nada, custa muito caro, sem controle, e o Município não ganha nada com isso. Se tiver um instrumento para trabalhar esses ativos, podemos fazer dinheiro novo. Vamos buscar esses encaminhamentos para atrair novos investimentos, dinheiro novo para Cuiabá.

 

Além disso, aquilo que prometi em campanha: a forte articulação política com a bancada estadual, com o Governo do Estado – que tem sido parceiro – e também a com a bancada federal. Cuiabá precisa dos recursos públicos estaduais e federais para fazer frente a suas inúmeras demandas e fazer frente às necessidades da população.  

 

MidiaNews – Nos últimos anos, a gente viu muito os gestores batendo nessa tecla da crise econômica. O senhor acredita que, para esse ano, a gestão do senhor vai enfrentar muitas dificuldades também ou o pior já passou?

 

Emanuel Pinheiro – A crise econômica é um fato, ela existe. Mas pior do que a crise econômica é a crise psicológica. Existe uma crise psicológica instalada na cabeça dos gestores e de vários setores da nossa economia, que inibe qualquer desenvolvimento, qualquer ação mais ousada, que nossa cidade tem condições de liderar.

 

Quero quebrar esse sentimento, esse complexo de inferioridade que ainda reina em alguns setores da nossa economia, setores da nossa sociedade. Quero liderar esse processo de despertar desse gigante adormecido que é a Capital. Temos condições de ser uma das capitais mais estratégicas em termos de liderança econômica e social do Brasil. Se tem crise, a crise psicológica é muito pior que a crise econômica e financeira.

 

Marcus Mesquita Imagens

Emanuel Pinheiro

"Quero quebrar esse complexo de inferioridade que ainda reina em alguns setores da nossa economia, da nossa sociedade"

MidiaNews – De alguma forma, o senhor teme enfrentar problemas como o governador Pedro Taques teve recentemente, na questão da data de pagamento do salário, o não-pagamento da RGA na integralidade e, consequentemente, ter um desgaste com os servidores?

 

Emanuel Pinheiro – Temor eu não tenho. Claro que controlo, me preocupo, sou o gestor de Cuiabá, sou o responsável pela gestão administrativa, política da nossa cidade. Claro que estou sempre tomando cuidados. Como diz o ditado: “O olho do dono que engorda a boiada”. Não que eu seja dono de Cuiabá ou da Prefeitura... Mas estou presente na gestão, orientando equipe e agindo no sentido de garantir o equilíbrio das contas públicas, exatamente para que o “be-a-bá”, que é o pagamento dos salários em dia e os direitos sagrados dos servidores, seja feito. Isso é o básico de qualquer gestor público, isso não é extraordinário. Isso é obrigação.

 

Então, as obrigações básicas têm que ser cumpridas dentro de uma gestão equilibrada, onde a responsabilidade fiscal, o controle das contas públicas, esteja em primeiro lugar. Por isso não tenho temor, mas claro, tenho a preocupação natural de que as coisas continuem equilibradas. Que as contas continuem equilibradas, enquanto eu me envolvo com a população cada vez mais, vender Cuiabá para que empresas venham para cá, se instalem aqui, gerem emprego, renda, ganhem dinheiro, contribuam para o desenvolvimento da nossa cidade. Temos totais condições de explodir e ser o grande eldorado, a grande terra prometida. Isso tem que partir do gestor, tem que partir do líder. Se o líder não acredita na cidade, vai acabar andando igual caranguejo. Tenho fé em Cuiabá, acredito na minha equipe, acredito nos servidores, no setor produtivo, acredito em Cuiabá, no potencial infinito que temos de superar crises, se desenvolver e ser a principal Capital do País.

 

MidiaNews – Por ora, então, não há nenhum sinalização, por exemplo, de uma eventual mudança na data de pagamento dos servidores?

 

Emanuel Pinheiro – Não. Pelo contrário, continuo firme e fiel ao compromisso de campanha, de pagar no ultimo dia útil do mês, como estamos fazendo, rigorosamente, nesses primeiros meses de Governo.

 

Marcus Mesquita Imagens

Emanuel Pinheiro

Tenho fé em Cuiabá, acredito na minha equipe, acredito nos servidores, no setor produtivo

 


Não vou aceitar ser tragado pelo sistema e não vou entrar na zona do conforto

 

MidiaNews –  Vamos falar um pouco sobre a relação do senhor com a Câmara de Vereadores. Ao contrário do ex-prefeito Mauro Mendes, que enfrentou problemas com o então presidente da Casa, João Emanuel, já nos primeiros meses de gestão, o senhor tem uma boa relação com o Legislativo. A que deve isso?

 

Emanuel Pinheiro – Primeiro, acho que sou político e comecei no maior laboratório político que o País pode ter, que é a Câmara Municipal. Todo mundo que quer fazer política ou que gosta de política deveria ser vereador um dia. Comecei lá aos 23 anos. Acho que essa sensibilidade e essa origem política ajudam bastante. Além disso, tenho muito respeito pela Câmara, faço questão de ter um relacionamento institucional muito forte. Reconheço os vereadores como nossos legítimos representantes e tenho uma amizade com praticamente todos os 25 vereadores. Acho que esse é o segredo do sucesso.

 

MidiaNews – O senhor não vê uma postura de subserviência do Legislativo ao Executivo? Não acha que os vereadores deveriam ser um pouco mais vigilantes?

 

A relação minha com o Poder Legislativo é de independência e harmonia, porém, sem perder a independência

Emanuel Pinheiro – Eles são vigilantes. Mas a administração está começando. Eles vão poder exercer essa vigilância durante os quatro anos. A relação minha com o Poder Legislativo é de independência e harmonia, porém sem perder a independência. Cada um sabe seu lugar. Eu sei respeitar e respeito institucionalmente o Poder Legislativo e todos os vereadores.

 

MidiaNews – O senhor, como deputado, sempre teve uma postura independente, sempre fez críticas à gestão do governador Pedro Taques, chegou a afirmar em algumas ocasiões que ele agia com “excesso de zelo”, já mencionou que ele “não era Deus”, que precisava ouvir um pouco mais os deputados. Agora que o senhor está no Executivo também, muda alguma coisa na análise que faz da gestão Taques? Tem uma outra visão em relação a ele? Ou mantém as críticas feitas lá atrás?

 

Emanuel Pinheiro – Posso dizer que o governador é um grande parceiro de Cuiabá, um grande parceiro da gestão Emanuel Pinheiro. Me surpreendeu positivamente a rapidez com que ele demonstra seu compromisso com a população cuiabana. É aquilo que lancei após as eleições: tudo por Cuiabá. Cuiabá em primeiro lugar. Somos dois cuiabanos, que amam a cidade, que têm compromisso com a cidade, com a população e que sabem que, unidos, poderão fazer muito mais pela cidade. Nossa desunião iria trazer consequências danosas, prejudiciais para cidade e para nossa gente. E isso nós não iríamos conceber em hipótese alguma.

 

Desarmamos o espírito, viramos ao página do processo eleitoral. A eleição ficou no passado e nos unimos. Fizemos aquilo que a sociedade quer que a gente faça: dois cuiabanos se unindo por Cuiabá, decretando Cuiabá em primeiro lugar. Meu partido é o partido cuiabano, do governador acredito que também seja. Nos unimos para ajudar a cidade.

 

MidiaNews – Não há nenhum tipo de desavença, mal entendido?

 

Emanuel Pinheiro – Nenhum. O que posso dizer é que, nestes primeiros meses de Governo, tenho no governador Pedro Taques um grande parceiro, que tem nos ajudado muito e estamos construindo juntos grandes ações que vão melhorar nossa cidade.

 

MidiaNews – Um dos momentos que chamaram atenção nesses primeiros meses da administração do senhor foi a demissão da secretária de Educação, Mabel Strobel. O que, afinal, aconteceu para que ela fosse exonerada? O senhor estava insatisfeito com o desempenho?

 

Emanuel Pinheiro – O cargo de confiança, como se diz no mundo do Direito, é demissível "ad nutum", ou seja, é dinâmico, pode, a qualquer momento, por algum motivo, mudança de rota, alguma necessidade, pode ser trocado, remanejado. A professora Mabel é uma profissional espetacular, tem um grande preparo intelectual e que pode voltar, a curto prazo, exercer outra missão no nosso Governo.

 

Ela desenvolveu uma excelente missão no começo de gestão, principalmente na estabilidade da volta às aulas e nas matrículas para creches e CMEIs municipais que eram dois gargalos e dois compromissos meus com a população. Ela entendeu a missão, foi precisa e garantiu a volta às aulas com estabilidade, garantiu e inovou no sistema com as matrículas on line, a humanização nesse processo, como também liderou o desfecho do processo seletivo iniciado na gestão passada para garantir a estabilidade na volta às aulas, o que não é fácil. Enfim, ela cumpriu sua missão, mas precisei fazer essa alteração, tenho outro foco na gestão que é separar a área pedagógica, da área de gestão mesmo. E estamos implementando essa linha para melhorar cada vez mais a educação municipal.

 

MidiaNews – Diante do que o senhor expos, ela era uma profissional capacitada, cumpriu a missão que o senhor esperava. Então por que a demissão? Foi pressão política?

 

Emanuel Pinheiro – Não. Trata-se de uma dinâmica natural, assim como mudei outros quadros, não do primeiro escalão. Basicamente uma necessidade de se ajustar aqui, acolá. Ela também teve problema de saúde, pediu para sair por um tempo. Nada grave, tanto é que estou reafirmando que ela poderá ocupar outro quadro na nossa gestão daqui a algum tempo, pois ela é uma grande profissional. É uma pessoa por quem eu tenho muito apreço.

 

Marcus Mesquita Imagens

Emanuel Pinheiro

"Não há nenhuma obrigatoriedade com partido A, B ou C. Há uma obrigatoriedade em ser fiel à população cuiabana e ao meu plano de Governo"

MidiaNews – O senhor já tem em mente quem será o substituto? Será outra pessoa do PSC, mesmo partido que o da ex-secretária?

 

Emanuel Pinheiro – Ainda não. Não há nenhuma obrigatoriedade com partido A, B ou C. Há uma obrigatoriedade em ser fiel à população cuiabana e ao meu plano de Governo. Hoje, o secretário interino Rafel Cotrim e o controlador-geral do Município [Marcus Brito] têm uma missão dada pelo prefeito para levantar o quadro completo e ajustar, dentro desse levantamento, a gestão interna da secretaria municipal de Educação até a escolha do secretário definitivo.

 

MidiaNews - O secretário-geral do PSC, Valdinei Iori, não chegou a afirmar diretamente, mas disse que “tem  ouvido” pessoas afirmando que o fato de a exoneração da Mabel ter sido feita pelo Facebook contraria o discurso do senhor de que realizaria uma “gestão humanizadora” O senhor concorda? Não acha que o anúncio foi equivocado?

 

Emanuel Pinheiro – A humanização e a inclusão que falo - motes de minha campanha - não são da boca para for. Isso está enraizado dentro de mim, como ser humano, como pessoa. Jamais faria isso com um secretário, especialmente com um mulher, se não tivesse antes conversado com ela. Isso foi devidamente conversado com ela, foi esclarecido, ouvi a opinião dela, ela ouviu a minha, isso foi construído. Além disso, ela estava com problema de saúde, que tem que ser considerado.

 

Então, esse argumento [discurso contraditório] é incabível e sem nenhuma fundamentação. Tanto que foi como uma espuma ao vento, não se sustentou, do jeito que foi lançado ele se esvaiu.

 

MidiaNews – Neste momento o senhor avalia mais alguma mudança no secretariado? Está satisfeito com a equipe?

 

Emanuel Pinheiro – Estou satisfeito. Mas posso trocar, se houver necessidade, a qualquer momento. Faz parte da dinâmica da gestão pública e todos os secretários sabem disso, mas estou bastante satisfeito com minha equipe em todos os aspectos. No político, pois quero uma gestão política, sensível, humana. E no aspecto administrativo, de gestão, na relação pessoal e na absorção do ritmo do sentimento do prefeito e da gestão. Eles têm me surpreendido positivamente.

 

MidiaNews – O senhor costuma ressaltar a alegria por comandar a Capital no marco dos 300 anos do aniversário da cidade. Daqui até 2019, a população vai ter o que comemorar? Quais serão as realizações mais importantes para esse marco?

 

Emanuel Pinheiro – Sonho alto. O céu é o limite pra mim para poder realizar por Cuiabá. Não tenho limites. Eu vou construir pontes, destruir paredes e construir pontes com todos os segmentos organizados da sociedade, com as gestões públicas estadual e federal, com o setor privado, para construir a cidade dos nossos sonhos e avançar.

 

Mas a maior mudança que eu quero comemorar nos 300 anos é essa mudança de conceito, de comportamento, essa mudança psicológica e colocar Cuiabá no seu devido lugar, como líder. Cuiabá não nasceu para ser cauda, Cuiabá nasceu para ser cabeça. Para ser liderar, liderar todo um processo de desenvolvimento regional e local e se colocar na posição das mais importantes cidades do País, se não a mais importante.

 

Paralelo a isso, junto com a sociedade, vamos promover os avanços, obras e projetos necessários para melhorar a vida das pessoas, humanizar as ações e prestação dos serviços públicos, para que a população sinta a presença da Prefeitura lá na ponta, no seu bairro, na sua rua.

 

O desenvolvimento econômico que queremos construir é necessário, é fundamental e já estou indo atrás dele nessa captação do capital privado. Novos empreendimentos estão vindo para Cuiabá. Se é [o hospital] Albert Einstein, se não é, se é grupo A ou B, não importa. O importante é que estamos trazendo, por exemplo, graças a atuação do prefeito, a liderança do prefeito, um empreendimento grandioso que é um hospital com 300 leitos, centro comercial e com um hotel de retaguarda de 15 andares, num investimento de cerca de R$ 450 milhões, 1,2 mil empregos diretos. Isso é atração do capital privado, de um novo momento que estamos construindo para nossa cidade. Vamos liderar esse processo e construir essa cidade.

 

 

 




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11 Comentário(s).

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Arthur  12.04.17 07h53
Da próxima vez venha falar das realizaçoes da sua gestao, o sr foi deputado e o que fez pela saúde?? Fale menos e trabalhe mais....
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Fatima  11.04.17 10h02
ENQUANTO O SR. PREFEITO FAZ SHOWS AOS 298 ANO DE CUIABÁ, AS CRIANÇAS DA REDE PUBLICA AINDA ESTÃO SEM UNIFORMES, JÁ ESTAMOS EM ABRIL, CADÊ OS UNIFORMES DAS CRIANCINHAS SR. PREFEITO? PQ. PELA INFORMAÇÃO DA DIREÇÃO DAS ESCOLAS NÃO TEM NEM PREVISÃO. SHOW É BOM, MAS INVESTIR NA SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, É PRIMORDIAL.
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Roberto  11.04.17 10h00
esperamos muito de Emanoel tem boas expectativas,vontade de trabalhar, primeira Dama mulher super competente,gente boa, esforçada admiração pelas atitudes dela.O problema realmente e a sáude, e muito grave alem de filas, falta de leitos, demora nas regulaçoes de consultas, temos um pior gerente de uma Unidade chamada CEM senhorita Nadjla trata muito mal, pacientes,atende somente quem ela quer,muitas e muitas reclamações de todos os lados,senhora muito problemática, semana retrasada uma senhora por nome de Euzinael Santos,saiu chorando da unidade, vindo de Colniza pra ser atendida pelo medico e saiu sem atendimento, por palavras que este senhorita falou pra ela, que nem vou citar encontrei esta mulher chorando, na rua sem saber que fazer, me falou queria pra uma casa de apoio que sua cidade tinha lhe arrumado uma vaga, a casa ficava perto da rodoviária,chamada parece que esperança da senhora Ilsa. duvidas sobre podem ir la seu prefeito saber com a senhora dona da casa o que ela tem passado e ouvido de pacientes so uma dica Emanuel de como sua funcionaria trata os pacientes que acha que não deve atender!! muito triste
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Donald  10.04.17 14h19
Vamos eleger a governador em 2018.
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Arilza Torres  10.04.17 12h57
Referente ao Pronto Socorro, acredito que tem que ter fiscalização 24 horas, mas uma fiscalização que funcione, pois os profissionais de saúde precisam atender todos muito bem, a final estão lhe dando com vidas, mesmo com a super lotação a população não pode pagar com a vida por esse erro dos nossos políticos, já fui ao Pronto Socorro e ali é desumano.
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