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Entrevista da Semana / INDÚSTRIA
26.05.2018 | 19h00
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"A Fiemt tem um dono que tem muitos negócios com o Governo"

Candidato diz que presidente da federação necessita ser alguém independente

Alair Ribeiro/MídiaNews

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Domingos Kennedy Garcia Sales, candidato à presidência da Fiemt

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Pela primeira vez em 40 anos a eleição para a presidência da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) terá duas chapas se enfrentando.

 

O fim da tradição de um pleito meramente homologatório se deve ao empresário Domingos Kennedy Garcia Sales, que lançou sua candidatura com duras críticas ao grupo do atual presidente, Jandir Milan, do qual fez parte e agora se afastou. Para o candidato, a atual gestão não vai para o embate com o Governo porque tem negócios com o Executivo. 

 

“Ali existe um dono. Obviamente, o dono tem muitos negócios com o Governo. Então, vejo que existe uma interferência. Acredito que quem sentar naquela cadeira [de presidente] tem que ser independente para defender o interesse de um segmento só: a indústria”, disse o empresário em entrevista concedida nesta semana.

 

Jandir Milan apoia a chapa encabeçada pelo ex-secretário de Estado de Fazenda, Gustavo de Oliveira. A eleição acontece no dia 3 de agosto, com a posse marcada para novembro. Ao todo 38 sindicatos têm direito a voto.

 

Para o empresário, a industrialização no Estado anda a passos lentos devido à ausência de logística, à insegurança jurídica e à falta de incentivo.

 

Confira a entrevista: 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Domingos Kennedy

Kennedy defende aproximação com os sindicatos

 

MidiaNews – O senhor lançou candidatura à presidência da Fiemt para contrapor o predomínio de um mesmo grupo à frente da federação há anos. Por que?

 

Domingos Kennedy – Se estivesse tudo bem, se a indústria estivesse bem atendida e os segmentos felizes, não haveria duas chapas, como há 40 anos não existia.

 

O motivo de haver duas chapas é porque boa parte do segmento industrial demonstra insatisfação com a atual gestão. Por isso colocamos nosso nome.

 

MidiaNews – Qual o principal motivo para essa insatisfação?

 

Domingos Kennedy – Ali existe um dono. Obviamente, o dono tem muitos negócios com o Governo. Então, eu vejo que existe uma interferência. Acredito que quem sentar naquela cadeira [de presidente] tem que ser independente, para defender o interesse de um segmento só: a indústria

 

O que eu vejo é que a indústria em si ficou um pouco abandonada ao longo dos anos - são oito anos de gestão [de Jandir Milan]. Óbvio que houve acertos, mas houve insatisfação de muita gente de vários segmentos. A indústria tem muitos gargalos, muitos problemas e não pode parar de crescer.

 

Na experiência que tenho, acredito que a indústria possa crescer muito mais, desde que você tenha um foco nela, desde que você trabalhe para a indústria, detecte as falhas e as inoperâncias que existem. 

 

Nós temos gargalos. Por exemplo, nossa matéria prima – as commodities - vai toda embora. Nós podemos trabalhar junto com a Famato e a Aprosoja e estudar uma forma de verticalizar a produção. Acredito que, com isso, a gente consiga abrir vagas de emprego, agregar valor à produção e elevar a arrecadação de impostos. 

 

MidiaNews – O atual presidente chegou a ser citado na delação premiada do ex-secretário Pedro Nadaf. Acha que isso prejudica a imagem da entidade?

 

O que eu vejo é que a indústria em si ficou um pouco abandona ao longo dos anos - são 8 anos de gestão [de Jadir Milan]

Domingos Kennedy – Eu sempre falo que isso acaba maculando um pouco da imagem da indústria. Nós não temos nada com isso. A Federação da Indústria é uma entidade muito séria, trabalha em prol das indústrias. Quando acontece isso, realmente criticam. 

 

A gente não sabe se o que aconteceu é mentira ou verdade. Por isso que eu falo: o presidente não pode ter negócios com o Governo. Nós temos que ser independentes. Acho que isso acaba manchando a imagem da entidade. 

 

MidiaNews – O senhor não faz negócio com o Governo?

 

Domingos Kennedy – Eu nunca fiz negócio com o Governo. A gente sempre trabalhou no fio da navalha e sempre na iniciativa privada, com muito esforço. Não é fácil ser industrial. A gente tem trabalhado com altos e baixo, mas sempre desenvolvendo e crescendo no mercado.

 

MidiaNews – O senhor critica o presidente, mas fez parte da atual diretoria.

 

Domingos Kennedy – Vários empresários que são da chapa atual viram como era a atuação e acabaram não concordando com o jeito que as coisas estão. 

 

A burocracia no País vizinho não existe. O Brasil tem muito o que aprender com o Paraguai. É um País que esta crescendo 5% a 6% ao ano, quando o Brasil não tem crescido nada

MidiaNews – O senhor poderia fazer uma avaliação da indústria aqui em Mato Grosso atualmente?

 

Domingos Kennedy – Mato Grosso tem poucas indústrias. Como nós podemos crescer aqui? Vejo que o agronegócio é um delta que nós podemos trabalhar e desenvolver. Nós somos um dos maiores produtores do mundo de comida. E por que não trabalhar isso? Por que mandar tudo in natura para outros países? 

 

Mas se não houver gente para trabalhar, continuará a mesma coisa. Por exemplo: a federação tem um corpo muito inteligente para ajudar o Governo. Muitas vezes o Governo não tem esse entendimento, mas a federação tem.

 

Nós podemos fazer um trabalho junto à Famato para verticalizar a produção. Para que saia daqui transformada e forme uma cadeia, gerando riqueza para o Estado.

 

MidiaNews – Para o senhor, então, Mato Grosso não precisa desenvolver outro tipo de indústria, a pesada por exemplo?

 

Domingos Kennedy – Eu defendo. Mas se a gente não mudar a logística, se não mudar o custo da energia elétrica e ter segurança jurídica, as indústrias não virão para o Estado. O que digo é que a matéria-prima já esta sendo produzida aqui. Por que não fazer uma verticalização da matéria-prima? 

 

Por exemplo: somos fortes no agronegócio, mas não há nenhuma fábrica de defensivos ou de tratores em Mato Grosso.

 

Outro exemplo claro: nós somos os maiores produtores de couro do Brasil. E aqui não há uma única fábrica de selaria de cavalo. Por quê? Porque não existe nenhuma política para isso. Nenhum atrativo para que essas indústrias venham para o Estado. 

 

MidiaNews – Como o senhor avalia a administração do governador Pedro Taques no que diz respeito à indústria?

 

Domingos Kennedy – Eu acho que o governador poderia fazer muito mais, mas faltou assessoria. Primeiro que ele colocou na Secretaria de Indústria e Comércio dois jovens, inteligentes, mas que não eram do ramo. Um é o Seneri Paludo e o outro Ricardo Tomczyk, que são pessoas muito inteligentes, mas não conhecem a cadeia industrial. 

 

Nós precisaríamos colocar uma pessoa com conhecimento maior e ajudar o governador junto com a federação e fazer essa conexão com um projeto de lei, por exemplo.

 

O que podemos desenvolver? A área de couro, soja, o leite... Também podemos trabalhar com a madeira. Nós temos poucas fábricas de moveis, porque não há nenhum projeto para indústrias do setor moveleiro. O segmento tem me procurado alegando que não tem incentivo nenhum. E é um segmento do qual o atual presidente [da Fiemt] faz parte. Tem uma série de cadeias que podemos desenvolver.

 

MidiaNews – O Governo retirou incentivos fiscais de algumas empresas por irregularidades. Qual sua opinião sobre os incentivos fiscais?

 

Domingos Kennedy – Se o incentivo fiscal foi dado para malandro, tem que tirar mesmo! Incentivo fiscal é para empresa séria, que quer produzir, que vai gerar emprego. Mas eu vejo que o grande problema é a insegurança jurídica. Como trazer uma grande empresa para cá falando que o incentivo vai ser “x” e depois muda para “y”? Isso complica.

 

Quando alguém quer trazer uma empresa para Estado, ele faz uma conta: incentivo fiscal, logística, combustível – que é um dos mais caros País. O incentivo muitas vezes é para pagar a energia, que é um absurdo. Isso é um delta na hora de fazer a planilha de custos para ver se você consegue sobreviver.

 

Lá no Distrito Industrial, muitas industrias fecharam, foram embora. Industria de ração, plástico, alumínio... Eles não conseguiram sobreviver a essa carga tributária. 

 

MidiaNews – Como vê os incentivos em Mato Grosso?

Alair Ribeiro/MidiaNews

Domingos Kennedy

Kennedy: orçamento da Fiemt é uma verdadeira caixa preta

 

Domingos Kennedy - Vou te falar uma coisa: o pior incentivo fiscal que há no Brasil é o de Mato Grosso. Nós temos empresas em Goiás, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. 

 

Isso tem que ser repensado. Quando eu era presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), fui procurado por indústrias de tecelagem interessadas em vir para Mato Grosso. Mas quando eles faziam a conta, não compensava. 

 

As pessoas falam que o incentivo fiscal deixa o empresário rico, mas não é assim. Muitas empresas, se tirar o incentivo fiscal, fecham no vermelho. O pessoal tem que entender que estamos fora do eixo de produção, como São Paulo. 

 

Como produzir aqui e mandar para São Paulo? Você tem todo custo de frete, energia... Enfim, é uma cadeia de custos, que se for colocar na planilha, faz as indústrias perderem o interesse de vir para cá.  

 

MidiaNews – Em uma entrevista recente em defesa dos incentivos, o senhor disse que é melhor o Estado receber 5% de alguma coisa do que 17% de nada. 

 

Domingos Kennedy – Sabe por quê? Você sabe quanto uma indústria paga de imposto indiretamente? Quando contratar transporte, vai pagar ICMS. Quando comprar combustível, peças de reposição, alimentos para os seus funcionários, também vai pagar impostos para o Estado. 

 

Então a gente não pode pensar só no que será dado de incentivo. Os impostos federais também terão uma participação. O incentivo fiscal para a industrialização existe no mundo todo. 

 

MidiaNews – O senhor acha que muitas vezes as pessoas interpretam mal o incentivo fiscal por desconhecimento?

 

Domingos Kennedy – Desconhecem o tema, desconhecem como funciona a região. Nós estamos longes dos grandes centros e por isso a competição e difícil. 

 

Outro exemplo claro: o Governo tirou o incentivo de muitas coisas, incluindo da comercialização de avião. Sabe quantos aviões foram vendidos em Mato Grosso depois dessa medida? Nenhum. Por quê? O cara compra um avião, desembaraça lá no Espírito Santo, onde paga 3%, e traz para a fazenda dele aqui no Estado. O Governo de Mato Grosso cobra 17%. 

 

Acaba que toda a sociedade perde com isso. Deixa de se arrecadar dinheiro para saúde, educação.

 

MidiaNews – O senhor disse que é contra de incentivo para “malandro”. Tem muito “malandro” recebendo incentivo em Mato Grosso?

 

Domingos Kennedy – Parece que teve. Nós temos que tirar. Tem que trabalhar, enriquecer honestamente, mas para malandro tem que tirar mesmo.

 

Se nós não ampliarmos a indústria, o comércio, o desenvolvimento do estado de Mato Grosso, a arrecadação via estagnar

MidiaNews – Estamos em um ano eleitoral. Para o senhor, qual o perfil ideal do próximo governador? Acha que um perfil como o de Mauro Mendes (DEM), que é do setor industrial, seria bom?

 

Domingos Kennedy -  Eu acho complicado encontrar um perfil de gestor para Mato Grosso. Um gestor que tenha visão empresarial, esse perfil deve ser muito bom para atrair indústrias ao Estado.

 

O Governo gera zero de riqueza. Quem gera riqueza são as empresas que se instalam no Estado e acabam arrecadando impostos para o Governo. Se nós não ampliarmos a indústria, o comércio, a arrecadação vai estagnar. Nós precisamos de gente com essa visão.

 

É importante um político com visão, honesto e que diminua a máquina. O governador Pedro Taques, infelizmente, não conseguiu fazer isso. 

 

MidiaNews – Como o senhor vê a atuação política da Fiemt? Acha que ela tem uma atuação mais partidária ou mais em favor do setor?

 

Domingos Kennedy – A Fiemt tem uma gestão em prol do presidente. O que beneficia ele, ele protege. Você não pode fazer um questionamento lá dentro, que passa a não ser bem visto.

 

Eu sou uma pessoa independente. Falo o que acho que deve ser falado. Tem muita coisa errada que deve ser resolvida. E por isso digo: nós precisamos de alguém com imparcialidade. Precisamos de pessoas que defendam os interesses da indústria.

 

Os maiores embates hoje na entidade é por causa do Governo. É o Governo querendo aumentar imposto, querendo retirar incentivo, tributar o setor. Então, a federação precisa voltar a ser protagonista dos empresários, não do seu negócio. É preciso cuidar da federação. 

 

Muitos empresários reclamam para mim que a federação é parcial. E isso não é nem minha visão, é dos empresários. Que acha que ela tem que ter esse papel de defender a indústria e não seu próprio negócio.

 

Com certeza, com duas chapas concorrendo, você consegue mostrar as coisas que estão acontecendo. Hoje eu não vejo ninguém discutir, debater. Na visão das pessoas que estão lá, está tudo certo. Na minha visão, não. Tem que mudar muita coisa. 

 

Estou há 35 anos no ramo. Eu, por exemplo, fui por quatro anos presidente da Aedic. Quando cheguei, havia 30 e poucos associados. Saímos com mais de 80. 

 

O que nós precisamos aqui? Asfalto, iluminação, segurança, Corpo de Bombeiros? E eu fui implantando. Eu pegava o pleito ia à Prefeitura, ao Governo até conseguir as demandas. Eu consegui asfaltar o Distrito Industrial, consegui fazer calçada com gramado, iluminação, sinalização vertical e horizontal.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Domingos Kennedy

Kennedy: A Fiemt tem uma gestão em prol do presidente. O que beneficia ele, ele protege. Você não pode fazer um questionamento lá dentro

MidiaNews – Como o senhor vê a chapa adversária, que tem o ex-secretário de Fazenda Gustavo de Oliveira como candidato a presidente?

 

Domingos Kennedy – Na minha visão é uma pessoa inexperiente no setor industrial. Tem que ser executor. Tem que fazer as coisas. Falar não resolve, tem que ter posicionamento. Tem que ter coragem para presidir a Fiemt.

 

MidiaNews - Quanto é o orçamento atual da Fiemt?

 

Domingos Kennedy – Serei bem honesto: aquilo é uma verdadeira caixa-preta. É difícil você conseguir alguma informação. Saber, ninguém sabe. Falam que é R$ 150 milhões por ano, mas eu não tenho certeza.

 

Agora, irei requerer alguns documentos até para entender como funciona o orçamento.

 

MidiaNews – E quais são as suas propostas?

 

Domingos Kennedy – A primeira coisa é manter os incentivos fiscais, trabalhar para que haja uma segurança jurídica para isso. Também melhorar a logística do Estado. Precisamos melhorar o preço da energia elétrica, um projeto que a Fiemt sempre discutiu.

 

Esses são deltas que com certeza vão atrair mais industrias para cá.

 

Nós vamos fazer um trabalho focado no sindicato [das empresas do setor]. Hoje, nós temos uma confederação [CNI] bilionária, uma federação [Fiemt] milionária e um sindicato moído, quebrado. 

 

Mas é o sindicato que faz o elo com os empresários. Sem os sindicatos, não existe federação. É preciso cuidar para que eles se mantenham.

 

Eu quero fazer reunião na base do sindicato – seja ele em Juína, Alta Floresta. Eu não quero ouvir o presidente do sindicato, eu quero ouvir os empresários, que são da base. Quero saber do que eles precisam para a gente trabalhar. 

 

E, sem sombra de dúvida, trabalhar com o Governo. A federação dará um suporte para o Governo, no sentido de convencimento. “Se você fizer isso aqui, nós vamos triplicar a produção, vai aumentar a arrecadação de imposto”.

 

Olha o [presidente dos EUA] Donald Trump: diminuiu os impostos e a arrecadação dele explodiu. Nós temos que acreditar nisso.

 

O problema é que os gestores só querem aumentar os impostos: É Fethab I, Fethab II... Se deixar, daqui a pouco você está pagando 50% de imposto. A carga da indústria chega hoje a quase 43%. Nós não podemos aceitar mais nada. .

 

Em outros países, a carga tributária é entre 6% e 7%. Lá no Paraguai, é de 1% para quem exporta. 

 

Então, é preciso colocar gente que entenda da indústria para trabalhar com o Governo. Há quem ache que a indústria tem que arrecadar, arrecadar, arrecadar. Isso vai quebrar as indústrias. 

 

Eu não quero fechar indústrias, quero mantê-las no Estado. Mas se nós não cuidarmos nem das que estão aqui, como vamos trazer outras? 

 

MidiaNews – Uma de suas plantas está no Paraguai. O que o levou a tomar essa decisão?

 

Domingos Kennedy – É um produto que não sobreviveria aqui em Mato Grosso. Nós não temos logística para isso. A energia é muito cara.

 

O grupo econômico do qual faço parte tem empresas em Goiás, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e no Paraguai. 

 

Nós produzimos embalagem pet no Paraguai. É um produto que requer um volume muito grande de energia. A matéria prima é basicamente importada – vem da Índia. E se ela estivesse aqui em Mato Grosso, não teria como sobreviver.

 

Imagine: trazer essa matéria prima para Mato Grosso, com uma logística horrível, com uma carga tributária absurda e devolver isso para o mercado do Sul e Sudeste. Mas podemos mudar isso. Esse tipo de indústria pode vir para Mato Grosso.

 

MidiaNews –  O Paraguai vai continuar atraindo indústrias brasileiras?

 

Domingos Kennedy – O Brasil, infelizmente, a Confederação Nacional da Indústria, o Ministério da Indústria não tem cuidado do setor como deveria. Nós precisamos de uma política séria para manter a indústria aqui.

 

O Brasil é um País muito grande, que tem bastante consumidor, mas alguns portfólios de indústria não sobreviveriam aqui. Então nós buscamos algumas alternativas de produção, como o Paraguai.

 

Lá, a energia é muito mais barata, tem uma carga tributária infinitamente mais descomplicada e barata. A burocracia não existe. O Brasil tem muito o que aprender com o Paraguai. É um País que está crescendo 5% a 6% ao ano, quando o Brasil não tem crescido nada.

 

MidiaNews – O senhor conseguiria mensurar quanto ficaria a produção de uma garrafa PET lá e uma aqui?

 

Domingos Kennedy – Os salários lá e aqui são muito parecidos. Mas os encargos sociais são infinitamente menores. Os encargos de um funcionário lá custam 17% do salário. Aqui no Brasil são 117%. 

 

Lá, o preço da energia representa 25% do preço no Brasil. São dois deltas que fazem a diferença na produção.

 




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14 Comentário(s).

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Angela  27.05.18 21h34
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Valter  27.05.18 21h23
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João batista Da Costa   27.05.18 17h21
Elegeram muitos barões da política e por isso eternizaram esses na direção pois a muito se sabe que isso só acontece se o poder publico estiver por tras. Vergonha de todo setor produtivo seja na indústria, comércio e principalmente o agronegócio.
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Orçamento é muito sigiloso  27.05.18 15h46
Orçamento é muito sigiloso, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Joao   27.05.18 14h33
Esse candidato demonstra que ele só pensa nos grandes indústrias, mostra também que ele não conhece de número quando fala de caixa preta, os contas da fiemt são apresentadas e aprovadas mensalmente nas reuniões de diretoria que o próprio candidato teria que participar e aprovar.
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