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Eleições 2016 / TEMA CONTAGIOU
31.10.2016 | 18h20
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Analistas dizem que RGA foi fundamental na campanha em Cuiabá

Onofre Ribeiro e Alfredo Menezes ainda afirmaram que Emanuel terá que definir papel de aliados

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O analista político Onofre Ribeiro, que avaliou eleição em Cuiabá

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

Os analistas políticos Onofre Ribeiro e Alfredo da Mota Menezes avaliaram que o episódio da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos, em junho deste ano, interferiu de maneira fundamental nas eleições em Cuiabá.

 

Emanuel Pinheiro (PMDB) foi eleito prefeito de Cuiabá com 157.877 mil votos (60,41%). Seu adversário, deputado Wilson Santos (PSDB), ficou com 103.483 mil (39,59%).

 

Segundo os analistas, o episódio “catapultou” ambos para a disputa eleitoral. Entretanto, o peemedebista saiu na frente desde o início, por defender o pagamento integral da reposição.

 

“Ambas candidaturas foram tiradas da cartola aos 45 minutos do segundo tempo. Não foram construídas. E tiveram fragilidades do ponto de vista político. E, com isso, o eleitor se agarrou na última lembrança que tinha de atuação política dos dois. O Emanuel como opositor ferrenho ao Pedro Taques, defensor da RGA. E o Wilson como defensor do Governo”, disse Onofre.

 

Embora a discussão da RGA fosse somente do Estado, a discussão contagiou. Em uma cidade que tem em torno de 50 mil servidores isso pesa

“Embora o debate da RGA fosse somente do Estado, a discussão contagiou. E em uma cidade que deve ter em torno de 50 mil servidores públicos, seja municipal, estadual ou federal, isso pesa. Então, a RGA foi muito importante, diria que metade do resultado da eleição foi reflexo da RGA”, afirmou.

 

Para Alfredo, entretanto, não dá para afirmar que somente este episódio foi o responsável por dar frente de 54.394 mil votos a Emanuel em relação a Wilson.

 

“Foi a questão da RGA que catapultou o Emanuel. Assim como foi útil também ao Wilson Santos. Agora, não há nenhuma pesquisa para provar que foi o funcionalismo que decidiu a eleição na Capital. Só há conjecturas”, disse.

 

Para Onofre, não foi uma disputa de grupos, como tentou colar Wilson Santos durante o segundo turno. Ele acredita que a disputa tenha ficado centrada na figura de ambos os parlamentares.

 

“Para o Wilson e o Emanuel, não foi o PSDB e o PMDB que esteve em jogo. O que esteve em jogo foram os dois nomes, um porque foi a favor do servidor público e o outro porque foi contra”, afirmou.

 

Os analistas ainda acreditam que as denúncias feitas durante a campanha aconteceram não só em Cuiabá, como em outras capitais de Estado. Entretanto, Onofre diz que pouco faria diferença no resultado da eleição.

 

“Denúncia de campanha não dá em nada. O eleitor não quer isso. Essas mesmas denúncias feitas fora do período eleitoral poderiam causar um estrago enorme. Mas todo mundo sabe que existem denúncias durante período eleitoral”, disse.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Alfredo da Mota Menezes

O analista Alfredo da Mota Menezes: RGA "catapultou" Emanuel e WS

"Viúvos do poder"

 

Tanto Onofre quanto Alfredo acreditam que o maior desafio de Emanuel na administração da Capital será lidar com a crise econômica.

 

Ambos acreditam que o momento ruim poderá afetar o município a partir de 2017, quando o peemedebista começa sua gestão.

 

Outro problema será como irá lidar com seus aliados. Para Onofre, o grupo de Emanuel está “viúva do poder” desde o fim da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

O analista acredita que Emanuel terá que limitar a participação de seus aliados em sua administração.

 

“Ele tem um grupo muito complicado do lado dele, um grupo viúvo do poder, que vai querer tomar a Prefeitura de assalto. Esse é um problema que vai ter que administrar. É um grupo contra a qual a sociedade tem reservas”, disse.

 

"Ele vai ter que definir bem o espaço desse grupo, dizendo que os caras não vão mandar. Porque senão poderá sofrer resistência na sociedade", completou.

 

Leia também:

 

Com 60,41% dos votos, Emanuel é eleito prefeito de Cuiabá

 




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9 Comentário(s).

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Milton Figueiredo Jr  01.11.16 17h17
A vitória de Emanuel Pinheiro, logo se verá, foi politicamente importante a Pedro Taques: porá freio na boca da oposição até que que a gestão de Emanuel produza os primeiros frutos, se é que produzirá. Joga contra Emanuel o 2017 economicamente hostil, receitas públicas em baixa, e as suas bandeiras demagógicas do V L T e do reajuste dos servidores. Vamos aguardar.
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Marcio  01.11.16 17h06
Pobre capital que continua dependente de funcionário público para sobreviver. Infelizmente nossos administradores não conseguiram encontrar um rumo para que esta querida cidade não continue dependente de uma classe que não gera riqueza.
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daniel  01.11.16 09h27
Agora o EP, não poderá recusar um aumento salarial de nenhuma categoria, dos funcionários municipais. Ele deve seguir o mesmo raciocínio que teve com os servidores do Estado. Ou seja, tem a obrigação de pagar os aumentos e concluir o VLT.
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GILBERTO LUIZ SLIWIENSKI   01.11.16 08h22
Essa afirmação é tão absurda quanto verdadeira. A casta fo funcionalismo público decidiu uma eleição conforme os seus interesses Os cidadãos comuns, eu incluido,não passamos de mantenedores dessa casta, através do pagamento de impostos . Somos os idiotas úteis .
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Robélio Orbe  01.11.16 08h22
Evidente que ambas candidaturas saíram da cartola e motivadas por vingança, ódio, foi dado o veredicto ao vencedor sem levar em conta o passado político do grupo que este representa. Pouco se pensou na querida Cidade Verde, mas apenas na disputa pessoal com o governo numa questão de reposição salarial, a RGA, de direito constitucional, pessimamente construída nas negociações de ambas as partes: Fórum Sindical e Governo. Só nos resta cumprir o papel de cidadão e colaborar com a administração pública para o bem estar de todos os cuiabanos.
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