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Economia / DRAGÃO DA INFLAÇÃO DOMADO
10.01.2018 | 18h30
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Queda 'maior que prevista' no preço dos alimentos explica inflação abaixo da meta em 2017, diz BC

Queda 'maior que prevista' no preço dos alimentos explica inflação abaixo da meta em 2017, diz BC

do G1

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, publicou nesta quarta-feira (10) carta aberta encaminhada ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na qual explica que a inflação ficou abaixo do piso de 3% do sistema de metas em 2017 por conta da deflação de preços de alimentação no domicílio.

 

"Em 2017, a reversão da inflação nos preços dos alimentos no domicílio foi maior do que o previsto, tanto pelo Copom quanto pelos analistas do mercado", informou o presidente do BC, no documento. Essa foi a primeira vez que a inflação ficou abaixo do piso do sistema de metas.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quarta-feira (10) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou 2017 em 2,95%.

Com isso, a inflação ficou abaixo do piso de 3% do sistema brasileiro de metas de inflação. Para o ano passado, foi fixada uma meta central de 4,5%, e um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Deste modo, o IPCA poderia variar de 3% a 6% sem que a meta fosse oficialmente descumprida.

 

De acordo com a autoridade monetária, a inflação do subgrupo alimentação no domicílio encerrou 2017 com deflação (retração de preços) de 4,85%, a maior deflação da série histórica do IPCA, que começa em 1989, e a primeira deflação nesses itens desde 2006.

 

"Em vista desse comportamento excepcional dos preços dos alimentos no domicílio, decorrentes de choques fora do alcance da política monetária (como a oferta recorde de produtos agrícolas), o Banco Central do Brasil seguiu os bons princípios no gerenciamento da política monetária [definição dos juros para atingir as metas de inflação predeterminadas] e não reagiu ao impacto primário do choque", informou o BC.

 

Segundo a instituição, "não cabe inflacionar os preços da economia sobre os quais a política monetária tem mais controle para compensar choques nos preços dos alimentos". "A política monetária deve combater o impacto dos choques noutros preços da economia (os chamados efeitos secundários) de modo a buscar a convergência da inflação para a meta", acrescentou.

 

O Banco Central informou ainda que tem "calibrado" (nivelado) a taxa básica de juros da economia, atualmente na mínima histórica de 7% ao ano, e acrescentou que continuará a fazê-lo 'com vistas ao cumprimento das metas para a inflação estabelecidas pelo CMN".

 

Fonte      https://g1.globo.com/economia/noticia/inflacao-ficou-abaixo-do-piso-da-meta-por-deflacao-de-alimentos-diz-banco-central.ghtml




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