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Economia / MERCADO CAMBIAL
09.05.2018 | 22h00
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Dólar sobe e atinge R$ 3,60 pela primeira vez em quase 2 anos

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,49% sobre o real, vendido a R$ 3,5705

REPRODUÇÃO/INTERNETE

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do G1

O dólar continua em trajetória de alta nesta quarta-feira (9) e chegou à marca dos R$ 3,60, cotação que não era atingida durante os negócios desde 2 de junho de 2016. O cenário externo ainda pesa sobre os mercados diante de temores de juros maiores nos Estados Unidos e tensões geopolíticas envolvendo o país e o Irã.

 

Às 16h19, a moeda norte-americana subia 0,93%, cotada a R$ 3,6036 na venda. Na máxima do dia, porém, foi a R$ 3,6096. A última vez que o dólar fechou acima dos R$ 3,60 foi em 31 de maio de 2016, quando terminou o pregão vendido a R$ 3,6142. Veja mais cotações.

Perto do mesmo horário, o dólar turismo era cotado a R$ 3,76, após chegar a R$ 3,77 mais cedo.

 

Por que as preocupações sobre EUA e Irã impactam o câmbio?

Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã e anunciou sanções econômicas ao país. Isso alimentou temores de que a produção e exportação de petróleo iraniano sejam afetadas, o que elevaria os preços da commodity.

 

Preços mais caros de petróleo impactam a inflação e podem levar o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed). a subir mais os juros no país.

 

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

 

Os preços do petróleo avançavam cerca de 3% nesta manhã, acima de US$ 70,98 por barril, perto das máximas do fim de 2014.

 

Juros mais altos nos EUA e mais baixos no Brasil

Nesta seção, o dólar também se valorizava mais em relação ao real do que sobre moedas de países emergentes por conta do chamado diferencial de juros.

 

Ao mesmo tempo em que há temores de que o Fed eleve ainda mais os juros nos EUA, há expectativa de que o Banco Central brasileiro reduza a taxa básica de juros, a Selic, na próxima semana para nova mínima histórica, a 6,25% ao ano.

Com uma diferença maior entre as taxas, os investidores tendem a migrar para os Estados Unidos, atrás de rendimentos com baixíssimo risco.

 

"Acredito que se a moeda furar R$ 3,60, o BC voltará a atuar, porque se trata de um movimento especulativo", afirmou à Reuters o gerente de câmbio do grupo Ourominas, Mauriciano Cavalcante, referindo-se à possibilidade de o Banco Central interferir com mais força no mercado de câmbio para tentar frear a alta do dólar.

Em entrevista à Globonews na terça-feira (8), o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, explicou que a alta do dólar é um movimento global e não exclusivo ao Brasil, mas garantiu que o banco está monitorando o mercado para seu bom fundamento e intervirá quando necessário.

 

Neste mês, o BC entrou com mais força no mercado de câmbio e, para esta sessão, anunciou novo leilão de até 8,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de junho.

 

Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os US$ 5,650 bilhões que vencem no mês que vem e terá colocado o equivalente a US$ 2,8 bilhões de adicionais.

 

 

Fonte      https://g1.globo.com/economia/noticia/cotacao-dolar-09-05-18.ghtml




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