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Economia / MERCADO CAMBIAL
08.06.2018 | 20h30
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Dólar recua 5% e fecha a semana a R$ 3,70 após forte atuação do BC

Moeda deu trégua e caiu com força nesta sexta-feira (8), após três altas seguidas que levaram a cotação ao maior nível desde 2 de março de 2016.

do G 1

O dólar perdeu mais de 5% nesta sexta-feira (8), interrompendo três dias de forte alta que levaram a moeda ao maior nível desde março de 2016. O recuo veio após anúncio, na véspera, feito pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que serão usados todos os instrumentos "necessários" para conter a pressão sobre o câmbio.

 

A moeda norte-americana caiu 5,50%, vendida a R$ 3,7074. Na mínima do dia, o dólar alcançou R$ 3,6954.

Já o dólar turismo era vendido ao redor de R$ 3,87.Veja mais cotações.

Apesar da forte alta recente, a moeda acumulou queda de 1,54% na semana. No mês de julho, o dólar recua 0,75%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 11,89%.

Na noite passada, o BC informou que serão ofertados US$ 20 bilhões adicionais em swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - até o fim da próxima semana. E acrescentou que, se necessário, poderá fazer leilões de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, ou até mesmo vender dólares das reservas no mercado à vista. O BC demorou a vir a público, deixando o mercado num ponto de tensão tão violenta que chegou muito perto de R$ 4...

 

Mas foi só aparecer, dizer que estava a atento, já deu uma tranquilizada", disse à Reuters o diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa.

Nesta sessão, o BC vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos.

 

Dessa forma, já injetou US$ 10,3 bilhões neste mês no mercado. Desde que começou a ofertar novos contratos de swap, no dia 14 de maio passado, o BC havia injetado no sistema até a véspera o equivalente a pouco mais de US$ 14 bilhões.

E ainda vendeu os 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho, já somando US$ 2,640 bilhões do total de US$ 8,762 bilhões que vencem em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total.

 

 

Com a forte volatilidade no mercado financeiro na véspera, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira que o BC vai utilizar todos os instrumentos "necessários" para conter a pressão sobre o câmbio.

Nesta sexta, Goldfajn, voltou a dizer que o regime de câmbio é flutuante, mas admitiu que os riscos inflacionários aumentaram e que isso será avaliado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado que define os juros básicos da economia, em 19 e 20 de junho. Atualmente, a taxa Selic está na mínima histórica de 6,5% ao ano 

 

Tesouro direto suspende negociações

 

Por conta da volatilidade dos mercados, o Tesouro suspendeu novamente a negociação de títulos públicos. Na véspera, a interrupção durou todo o dia e a previsão era de que as vendas fossem normalizadas nesta manhã. O novo prazo para normalização é segunda-feira pela manhã, por volta das 09h30.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta sexta-feira que a instituição não aceitará juros elevados nos leilões extraordinários de venda de títulos públicos. Nos últimos dias, além de recomprar antecipadamente papéis, também voltou a atuar na ponta da venda.

 

Mansueto informou que o governo cancelou recentemente a venda de títulos públicos, com prazo mais longo, porque as taxas "não sinalizavam a matriz de risco da dívida brasileira". "

Na véspera, o mercado deu sinais de um forte movimento especulativo, enquanto investidores demonstravam cautela diante das incertezas nos quadros fiscal, após a greve dos caminhoneiros gerar impacto bilionário sobre as contas públicas.

 

A cena política também pesa, a poucos meses da eleição presidencial e sem que um candidato que o mercado considera mais reformista decolando nas pesquisas de intenção de voto. E essas preocupações ainda continuavam entre os investidores, destaca a Reuters.

 

Pregão anterior

No pregão anterior, a moeda norte-americana subiu 2,25%, a R$ 3,9233 - maior nível desde o dia 2 de março de 2016, quando o dólar fechou vendido a R$ 3,8885. Na máxima do dia, a moeda alcançou R$ 3,9674. O dólar turismo foi cotado a R$ 4,0894. Em casas de câmbio consultadas pelo G1, o dólar foi negociado entre R$ 4,08 e R$ 4,35, já acrescido do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 

O mercado financeiro viveu um dia de forte turbulência e sinais de um movimento especulativo, com o dólar disparando e a bolsa em forte queda.

 

 

Fonte      https://g1.globo.com/economia/noticia/cotacao-do-dolar-08062018.ghtml




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