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Economia / MERCADO CAMBIAL
09.04.2018 | 18h30
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Dólar opera em alta e chega a bater R$ 3,40

Moeda dos EUA sobe com incerteza política local e temores de guerra comercial entre Estados Unidos e China.

do G 1

O dólar opera em leve alta nesta segunda-feira (9), perto de R$ 3,40, após ter encerrado na última semana no maior patamar em mais de 10 meses, de olho na cena externa e temores de guerra comercial entre Estados Unidos e China e também com a cena política local, diante de preocupações com a eleição presidencial de outubro.

 

Às 15h47, a moeda dos EUA era negociada em alta de 0,75% a R$ 3,3923. Já o Ibovespa operava em queda de mais de 1%. Veja mais cotações

A última vez que o dólar fechou acima de R$ 3,40 foi em 7 de dezembro de 2016, quando encerrou a sessão cotado R$ 3,4036.

 

O movimento de alta do dólar acontecia apesar da volta do Banco Central ao mercado cambial, com novo anúncio de leilão de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólar, para rolagem dos contratos que vencem em maio, destaca a Reuters.

"As preocupações com a guerra comercial continuam. Por isso, embora aqui tenha espaço para melhorar, pelo swap e pela gordura acumulada, não melhora tanto", afirmou à Reuters o profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

 

Na sexta-feira, a divisa encerrou a sessão vendida a R$ 3,3669, renovando a maior cotação desde o dia 18 de maio de 2017, quando o dólar encerrou o dia a R$ 3,3836. Na semana, o dólar avança 1,93%; no mês, valoriza 4,92% e, no acumulado do ano, 7%. Já o dólar turismo passou de R$ 3,70 nas casas de câmbio.

 

Cenário local e externo

A cautela com a política doméstica ganhou força nos últimos dias com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e que se entregou na noite de sábado.

 

A avaliação do mercado é que, mesmo sem concorrer, Lula poderá exercer influência no pleito como forte cabo eleitoral.

"Para os investidores, o evento (prisão) importa pelo eventual impacto que terá no quadro eleitoral de agora até outubro", afirmou à Reuters um gestor de derivativos de uma corretora fluminense. "Com a incerteza da situação, e um quadro eleitoral ainda em aberto, é natural que os mercados locais demandem mais prêmios de risco", emendou.

 

No cenário externo, segue no radar a preocupações sobre o impacto das disputas comerciais entre Estados Unidos e China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar novas tarifas sobre a China, reacendendo temores de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, que pode prejudicar o crescimento global.

 

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as "circunstâncias atuais".

 

BC volta a atuar no mercado

A volta do BC ao mercado ajudava a segurar altas mais significativas do dólar frente ao real. A autoridade monetária realiza nesta sessão leilão de até 3,4 mil swaps cambiais tradicionais para rolagem dos contratos que vencem em maio e somam US$ 2,565 bilhões.

 

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o estoque total que vence no próximo mês.




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