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Economia / CADERNETA DE POUPANÇA
06.09.2017 | 19h00
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Depósitos na poupança superam saques em R$ 2,14 bilhões em agosto

Resultado positivo é o maior para o mês desde 2013.

do G1

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,14 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta quarta-feira (6).

Foi o maior ingresso de recursos para o mês desde 2013, ou seja, em quatro anos. Além disso, esse foi o quarto mês consecutivo em que a poupança registrou mais entrada que saída de recursos.

 

Segundo o BC, no mês passado os depósitos somaram R$ 179,68 bilhões e, os saques, R$ 177,53 bilhões. Os rendimentos (juros) creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 3,64 bilhões.

A entrada líquida de recursos na caderneta de poupança acontece em um momento que sucede a liberação dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Além disso, o investimento na poupança ficou mais atrativo nos últimos meses devido à queda da Selic, que reduz o rendimento dos fundos de renda fixa, e da inflação mais baixa, que contribui para manter o poder de compra do dinheiro (veja mais abaixo).

 

Saldo aumenta

Com a entrada líquida de recursos na poupança, no final de agosto o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou aumento.

 

No fim de dezembro de 2016, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de julho de 2017, somava R$ 681,20 bilhões. Já no final de agosto, ficou em R$ 686,99 bilhões.

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança.

 

Parcial do ano

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, informou o BC, foi registrada saída líquida (retiradas maiores do que depósitos) de R$ 7,81 bilhões da poupança.

Mesmo com o saldo negativo, esse foi o melhor resultado para este período desde 2014 - quando houve o ingresso de R$ 14,16 bilhões na poupança.

Em todo o ano passado, R$ 40,7 bilhões foram retirados da poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começou em 1995, atrás somente de 2015, quando foram sacados R$ 53,5 bilhões.

 

Poupança poderá render menos

A partir desta quinta-feira (7), o rendimento da poupança pode cair por conta do recuo dos juros básicos da economia. A expectativa dos economistas é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa básica da economia, a Selic, de 9,25% para 8,25% ao ano ainda nesta quarta-feira.

Regra em vigor desde maio de 2012 prevê um corte nos rendimentos da poupança quando os juros básicos da economia, a chamada taxa Selic, caem abaixo de 8,5%. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

 

Se isso acontecer, a partir do dia 7 de setembro a regra de corte de rendimentos começaria a valer e a correção da poupança passaria a ser de 70% de 8,25%, o equivalente a 5,77%, mais Taxa Referencial.

Desde 1991, a poupança rende ao menos 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a Taxa Referencial, com exceção de um período entre maio de 2012 e julho de 2013, quando os juros básicos da economia também ficaram abaixo de 8,5% ao ano.

 

Atratividade da poupança

Na avaliação do diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, mesmo com correção mais baixa, a poupança continuaria atrativa, especialmente quando comparada aos fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano.

 

"Se não tivesse mexido na regra da poupança, você ia ver a poupança ganhando [dos fundos de renda fixa] em todas as situações e o governo teria dificuldade de financiar a dívida pública. Essa mudança reduz a rentabilidade da poupança, mas ela ainda se destaca", declarou ele.

Independente do rendimento da poupança, especialistas avaliam que a aplicação ainda pode ser uma boa opção em alguns casos, como pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências.

 
Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.
 
 



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