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Economia / ARRECADAÇÃO FEDERAL
04.08.2017 | 18h45
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Arrecadação voltará a reagir no segundo semestre, prevê Meirelles

Ministro da Fazenda diz que inflação e retomada da economia devem ajudar na recuperação das receitas do governo.

Do G1

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (3) que a arrecadação federal tende a reagir no segundo semestre deste ano. Ele falou a jornalistas durante evento do setor imobiliário em São Paulo.

 

Para Meirelles, a tendência agora é a inflação voltar para a meta e, além disso, a própria retomada da economia deverá gerar uma recuperação das receitas.

 

"Estamos primeiro aguardando a expectativa de que haja a recuperação da receita no segundo semestre, aí não haveria sinal de mudança", disse, após ser questionado se o governo pretende mudar a meta fiscal deste ano.

 

"Evidentemente estamos olhando isso com muita atenção para tomar as decisões mais realistas para o país", comentou.

Na véspera, Meireles declarou que a inflação abaixo da meta ajudou a reduzir a arrecadação do governo, o que, segundo ele, é um dado positivo para a economia, apesar de ter prejudicado a receita.

 

Ele afirmou que não foi a incerteza política que gerou a crise econômica. "A crise econômica ajudou a agudizar o problema político lá trás, em 2015, 2016", disse.

Meireles afirmou ainda que o Brasil está qualificado para entrar na OCDE. "A entrada do Brasil significa um compromisso de políticas racionais que assume com outros países por um longo período".

 

Reformas e recuperação da economia

 

Ele apontou ainda que a expectativa é de retomada do crescimento da economia. O ministro apontou que o setor industrial está em "uma atividade clara de recuperação" e disse observou que as empresas estão reduzindo seu endividamento. Na visão de Meirelles, o movimento de inflação baixa é normal neste momento da economia.

 

Juros do BNDES

Meirelles disse ainda que a substituição da taxa de juros do BNDES pela TLP (taxa de longo prazo) vai dar mais poder de política monetária e ajudar a reduzir os juros praticados em toda a economia.

 

Segundo o ministro, os juros controlados pelo BNDES forçam o restante do mercado a praticar uma taxa mais elevada para compensar. "A TLP corrige isso", disse.

 

Em março, o governo anunciou uma nova política para os juros cobrados nos empréstimos do BNDES, prevendo a criação da TLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), mais alta que a atual TJLP, hoje em 7%. Na prática, a nova taxa vai acompanhar as flutuações do mercado, implicando no corte dos subsídios concedidos pelo banco.

 

 

Fonte      http://g1.globo.com/economia/noticia/arrecadacao-voltara-a-reagir-no-segundo-semestre-preve-meirelles.ghtml




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