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Cotidiano / TRÊS CRIMES
16.08.2017 | 10h25
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Universitário é indiciado por morte de manobrista de boate

Juliano Marques, 27, atropelou trabalhador na madrugada do dia 7, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá

Reprodução

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Manobrista foi atropelado, não resistiu aos ferimentos e morreu em frente à boate, na Avenida Isaac Póvoas

VINÍCIUS LEMOS
DA REDAÇÃO

O estudante de arquitetura Juliano da Costa Marques, de 22 anos, acusado de ter atropelado o manobrista Antônio da Silva dos Santos, de 23 anos, foi indiciado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio triplamente qualificado e embriaguez ao volante.

 

Ele atropelou o manobrista na madrugada do último dia 7, após arrancar com o carro, em frente à boate Valley Pub, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. O trabalhador não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

 

Conforme a Polícia Civil apurou, o estudante teria tentado atingir um policial federal, com quem teria se desentendido momentos antes. No entanto, ele acabou atropelando o manobrista.

 

Marques foi preso em flagrante, depois de ser localizado pela Polícia Militar, e foi encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

Ele foi conduzido a uma audiência de custódia, onde o juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, converteu a prisão em flagrante em preventiva.

 

Nesta quarta-feira (16), a Polícia Civil informou que a DHPP concluiu as apurações sobre o caso e indiciou o universitário.

 

O inquérito policial será encaminhado ao Judiciário ainda hoje

 

Depoimento

 

Na tarde de 7 de agosto, após ser preso em flagrante, Juliano da Costa Marques prestou depoimento à delegada Juliana Palhares, responsável pelo caso. Segundo ela, o rapaz negou ter tentado atropelar o policial federal de propósito.

 

“Ele alega que teve uma discussão na Valley e que não houve agressão lá dentro. No momento em que foi embora, após pagar a conta, começou uma discussão com um homem. Então, percebeu que ele e seus amigos corriam algum tipo de risco, porque o homem estava bastante alterado, partindo para cima deles”, disse a delegada.

 

“O homem era o policial federal, mas, até então, o estudante não sabia. Quando ele pegou o carro e parou para buscar os amigos e ir embora, devido ao seu estado de embriaguez, ele disse que perdeu o controle do carro, vindo a atingir o manobrista e também outra pessoa”, completou a delegada.

 

De acordo com Juliana Palhares, o depoimento do acusado apresentou contradições. 

 

“Se ele quisesse ajudar seus amigos, que estariam em uma situação desconfortável, tinha o [prefixo] 190 para acionar a Polícia Militar, e seguranças da boate para dar apoio. Mas ele, embriagado, pegar o carro e achar que vai resolver o problema... A partir do momento em que a pessoa assume a direção de um veículo e está embrigada, ela assume um risco”, acrescentou a delehada.

 

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