Cuiabá, Terça-Feira, 18 de Dezembro de 2018
CASO PERSONAL
18.07.2018 | 16h54 Tamanho do texto A- A+

Testemunha: acusado pelo assassinato teria ligação com facção

Danilo Campos foi executado a tiros em novembro do ano passado, no Bairro Goiabeiras

MidiaNews

A segunda audiência do caso foi realizada na tarde desta quarta, no Fórum de Cuiabá

THAIZA ASSUNÇÃO E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O empresário Guilherme Dias de Miranda, acusado de mandar matar o personal trainer Danilo Campos, em Cuiabá, teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

 

A revelação foi feita pelo amigo de infância da vítima, Carlos Alexandre Meireles, em depoimento na tarde desta quarta-feira (18), na ação penal que apura o assassinato do educador físico.

 

As testemunhas do caso começaram a ser ouvidas pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá, por volta das 15h30.   

 

O crime ocorreu no dia 8 de novembro de 2017, no Bairro Goiabeiras. O personal estava ao lado de seu carro, um Honda Civic, e criminosos atiraram, matando-o na hora.

 

Além de Guilherme, também é acusado pelo crime o seu amigo Wallisson Magno de Almeida Santana. Os dois estão presos. 

 

No depoimento, Carlos Alexandre contou que dois meses antes do assasinato, Danilo o procurou e informou que estava sendo ameaçado pelo marido de sua amante, Ane Lise Hovorusk, que era aluna dele

  

MidiaNews

Guilherme Miranda

Os acusados Guilherme Miranda e Wallisson Santana durante audiência na tarde desta quarta

“Encontrei com ele, e ele disse: Chuvisco [apelido de Carlos Alexandre], um rapaz está me ameaçando. Eu fiquei com um moça na academia sem saber que ela tinha um relacionamento. Quando fiquei sabendo, eu já estava recebendo ameaças”, disse.

 

“E aí eu perguntei: o que vamos fazer? Ele disse que não tinha procurado ninguém e não contaria pra ninguém”, afirmou.

 

Carlos Alexandre informou que Danilo chegou a comentar com ele sobre comprar uma arma.

 

“Eu sou sócio do clube de tiro. E ele me pediu pra ver o negócio da arma e eu disse: 'Danilo, você não tem condições de ter uma arma'”, relatou.

 

Em outro encontro, segundo Carlos Alexandre, Danilo lhe mostrou a foto do marido da amante e perguntou se o conhecia, já que morava no mesmo condomínio que ele.

 

"Fui no condomínio e perguntei pro segurança se ele conhecia o rapaz. E ele me disse: é muito perigoso. Nós sabemos que ele mexe com algumas coisas. O segurança disse que ele dizia ser do Comando Vermelho”, relatou.

 

Carlos Alexandre afirmou que pediu para Danilo procurar a Polícia para registrar um boletim de ocorrência, mas ele se negou.

 

“Não sei por que ele não fez o B.O. Acho que ele queria preservar a imagem dele, porque eu não vejo outra explicação”, falou.  

 

Conforme Carlos Alexandre, dias antes do assassinato, ele chegou a mandar mensagem para Danilo perguntando sobre o caso.

 

“Ele me disse: 'Acho que não vai dar mais em nada'”. Mas eu o alertava mesmo assim para tomar cuidado”, afirmou.

 

O crime

 

O corpo do personal foi encontrado caído ao lado do carro, na Rua General Ramiro de Noronha.

 

Testemunhas informaram que a vítima estacionou o veículo e, ao descer, foi atingida por tiros efetuados pelo garupa de uma motocicleta, que posteriormente seguiu em direção à Avenida Miguel Sutil.

 

De acordo com a investigação, Guilherme acompanhou a execução de dentro do próprio carro, um Honda Civic preto.

 

A investigação também apontaram que Ane Lise, usando um número telefônico habilitado naquela semana, ligou para a vítima, marcando um encontro no local do crime.

 




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