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Cotidiano / EDUCAÇÃO INFANTIL
19.05.2017 | 10h54
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Teatro colabora para o desenvolvimento das crianças, avalia psicopedagoga

O educandário estimula e leva ao teatro as crianças com idades entre os 2 até os 6 anos de idade

Divulgação

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Ivete Ferreira: psicopedagoga e diretora do Educandário Jardim das Goiabeiras

DA ASSESSORIA

Se a arte é uma linguagem necessária, o teatro é um exercício de comunicação com o espectador. Afinal, quando assistimos a uma peça teatral, somos convidados a conhecer outros mundos. Para as crianças, a fantasia estimula a capacidade criativa – pois, ao mexer com suas experiências particulares, o espetáculo também os ajuda a entender melhor a si mesmo.

 

De acordo com a psicopedagoga e diretora do Educandário Jardim das Goiabeiras, Ivete Ferreira, mergulhar em histórias – sejam elas de ficção ou baseadas – é parte importante do desenvolvimento infantil e pode trazer uma série de benefícios. O educandário estimula e leva ao teatro as crianças com idades entre os 2 até os 6 anos de idade.

 

“Além de se tornarem mais criativas, as crianças trabalham a concentração, a observação, a percepção e a sensibilidade quando assistem a uma peça de teatro. A expressão artística propicia o desenvolvimento psíquico. Aliás, podemos chamar de qualidade de vida, quando ele [o desenvolvimento psíquico] e o desenvolvimento físico, compatíveis à idade, entram em equilíbrio”, comenta Ferreira – que é adepta da linha preconizada pelo conceito da Pedagogia Afetiva.

 

Autoconhecimento

 

Despertar a imaginação, estimular a curiosidade e colaborar com a evolução da linguagem são requisitos pra lá de especiais. Mas não acaba por aí. A psicopedagoga explica que as histórias também minimizam aspectos da solidão, pois ampliam várias conexões cerebrais que aguçam hormônios do prazer e do relaxamento, quase como uma meditação.

 

“Basta observar o olhar de uma criança quando acompanham as histórias – ora de admiração, ora de medo e excitação. Nesse momento, elas estão aprendendo realidades internas emocionais. Em uma narrativa bem contada de princesa, herói ou monstro, por exemplo, as crianças estão aprendendo a olhar para a própria realidade e a conhecer um pouco mais de si mesmas – num processo de autoconhecimento”, pondera.   

O teatro permite que as crianças brinquem com o mundo da fantasia, bem como os ensina a relacionar-se com outras crianças, trabalhar em grupo e socializar ideias

 

 

Exercício diário

 

Nunca é cedo demais para começar a instigar a imaginação da criança. Mesmo antes de o bebê balbuciar, os pais já podem começar a contar pequenas histórias – respeitando a capacidade de entendimento de seus filhos. No começo, as narrativas precisam ser curtinhas e leves. Já, com o tempo, a própria criança vai procurar e pedir por mais emoção e elementos como o bem e o mal.

 

“É fato: mesmo sem perceber, você está o tempo todo contando histórias para o seu filho – desde a hora da papinha, explicando sobre a importância da ‘cenoura’ e dos demais legumes que estão lá, até quando o Papai Noel participa das festinhas. Com o teatro é a mesma coisa: basta escolher um assunto adequado para a idade dele, que é fundamental para que haja interesse da criança, e deixá-lo degustar desse universo. Sirva de exemplo. No Educandário, incentivamos idas frequentes ao teatro”, comenta Ferreira.  

 

Aulas de teatro

 

Segundo a profissional, por outro lado, a prática do teatro contribui muito para a educação infantil, tendo em vista que – por ser uma arte coletiva – faz com que a criança trabalhe e crie com o próximo.

 

“O teatro permite que as crianças brinquem com o mundo da fantasia, bem como os ensina a relacionar-se com outras crianças, trabalhar em grupo e socializar ideias. Ele favorece o autoconhecimento, desperta a consciência corporal e a coordenação motora, melhora e favorece a dicção e reforça o interesse pela leitura. Também contribui para o desenvolvimento e formação do caráter, faz crescer a autoestima, combate a timidez e a vergonha”, cita Ferreira.

 

Autismo

 

Inclusive, fazer aula de teatro pode funcionar como forma de tratamento para crianças diagnosticadas com autismo, que é considerado um transtorno global do desenvolvimento identificado por três características principais: dificuldade de interação social, problema de domínio da linguagem e comportamento padrão de repetição.

 

"A partir dos seis ou sete anos, o teatro é um bom exercício de habilidade social. Por meio dele, a criança autista vai conseguir identificar e ler situações sociais para saber o que é oportuno fazer em certo momento. Decorar cenas e ensaiá-las, por exemplo, vai ajudá-lo a não repetir tantas vezes a mesma coisa e dar sequência em uma tarefa. Assim como, o teatro trabalha com as emoções e a empatia", ressalta.

 

Por meio do Sistema Maxi de Ensino e da Pedagogia Afetiva, o Educandário Jardim das Goiabeiras apresenta em sua estrutura espaços como berçário completo; salas climatizadas; kid play; mini-parque aquático; campinho de futebol; pista de educação de trânsito; casa de boneca; refeitório; sala multifuncional (para balé, argila, artes e música); sala para filmes/descanso e fazendinha (criação de pequenos animais, horta sustentável, educação ambiental e parque de areia).

 




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