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Cotidiano / SOLIDARIEDADE
19.05.2017 | 08h51
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Semana de doação de medula óssea começa dia 23

Instituições se unem para conscientizar a população sobre a importância de doar medula óssea

Reprodução

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Doadores podem salvar vida de pacientes

DA REDAÇÃO

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará , na próxima terça-feira (23) uma audiência pública com a participação do ex-diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca) Dr. Luis Fernando Bouzas e de médicos renomados do Estado e autoridades, que já confirmaram presença.

 

O objetivo do debate é esclarecer a população sobre a importância da conscientização da doação de medula óssea, os procedimentos e como o número de cadastro voluntário pode aumentar de forma consciente.

 

Esta audiência faz parte da programação realizada todos os anos na última semana do mês de maio, instituída pela Lei n º 9.807/2012, a “Semana Estadual da Importância da Conscientização da Doação de Medula Óssea”, de autoria do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho.

 

A descentralização dos cadastros que atualmente são realizados somente pela unidade dos MT-Hemocentro em Cuiabá, também será uma das pautas discutidas na audiência.

 

Este ano, a campanha conta com o apoio do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do MT-Hemocentro, do Hospital de Câncer, da Santa Casa, do Hospital Geral Universitário (HGU), do Instituto Maria Stella e do Inca.

 

“Existem muitas dúvidas em torno do cadastro de medula óssea, e essa campanha é uma oportunidade de desmistificar e por consequência aumentar o número de voluntários cadastrados no banco de medula óssea”, argumenta Nininho.

 

De acordo com o parlamentar, outros pontos importantes devem ser observados durante a audiência, como é o caso do acompanhamento que os pacientes e familiares têm durante a fila de espera, o outro ponto é como promover a informação em áreas ainda de difícil acesso, como é o caso das comunidades indígenas.

 

“A angústia dos pacientes e familiares durante o processo de espera pela doação é algo que só quem está passando pode mensurar, mas podemos ouvir essas necessidades e tentar amenizar este sofrimento com algumas medidas de políticas públicas. Sobre os cadastrados voluntários de povos indígenas, acredito que é uma questão de tempo, hoje temos um pouco mais de acesso a esta população”, ressalta o parlamentar.

 

De acordo com o Dr. Luis Bouzas, representante do Inca, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) atingiu uma marca importante de 42 milhões de doadores, tornando-se o terceiro maior do mundo e proporcionando aos pacientes uma chance de encontrar um doador compatível de mais de 80%.

 

“Cada dia mais tomo conhecimento e participo de campanhas como essa direcionada para a conscientização da população e consequentemente multiplicam-se as pessoas que ficam informadas e entendidas do assunto, de sua importância, e assim se tornam doadores”, disse o médico.

 

Para a hematologista e hemoterapeuta Drª Paloma Borges, é importante a população também conhecer todas as doenças que necessitam de transplante de medula óssea. “A campanha com certeza vai ajudar a esclarecer a população e contribuir para o aumento de cadastros de doadores em Mato Grosso”, enfatiza Paloma.

 

Cadastro

 

Para ser um doador é preciso ter entre 18 e 54 anos de idade e gozar de boa saúde.

 

Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o Hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (4 ML) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).

 

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

 

O procedimento de transplante de medula óssea é seguro e pode ser realizado de duas maneiras, por meio de uma máquina de aférese conectada à veia do doador, onde é coletado o material suficiente para a retirada de medula óssea, o procedimento dura poucas horas, e quando termina o doador é liberado.

 

E a outra maneira é em um ambiente cirúrgico, realizado com anestesia geral ou peridural, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

 




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