Cuiabá, Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
"BANDEJÃO"
16.05.2018 | 09h09 Tamanho do texto A- A+

Reitoria da UFMT suspende reajuste no Restaurante Universitário

Os estudantes pagam R$ 1, no almoço ou jantar, e o café da manhã, R$ 0,25

Alair Ribeiro/MídiaNews

DA REDAÇÃO

A decisão de suspensão do reajuste no valor do Restaurante Universitário na Universidade Federal de Mato Grosso até dezembro de 2018 foi encaminhada hoje aos estudantes da Instituição como forma de garantir o debate com a comunidade acadêmica.

 

O almoço e o jantar no Restaurante Universitário custam R$ 1, e o café da manhã, R$ 0,25. A proposta era para que o café da manhã, passasse a custar R$ 2,50, e o almoço e jantar R$ 5.  

 

“Nas audiências públicas e nos espaços de discussão internos da Universidade em que abordamos este tema, ouvimos sobre o apelo da não implementação deste formato de reajuste”, disse a reitora Myrian Serra. 

 

No documento enviado pela Reitoria aos Comandos de Greve dos estudantes e Diretório Central dos Estudantes (DCE’s) dos Câmpus de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Araguaia e Rondonópolis, há o compromisso de construir, por meio do Conselho Universitário (Consuni), uma nova política de alimentação a partir de 2019. Para isso, será necessária a readequação de despesas em 2018 para garantir o funcionamento da Universidade. 

 

A realização de audiências públicas em todos os câmpus da universidade com a presença da reitora foi outra decisão encaminhada aos estudantes. O mecanismo é apontado como forma de estabelecer mediação mais direta com toda a comunidade acadêmica.

 

“Há um cenário de restrição orçamentária imposto às universidades públicas em nosso País. Embora atuemos contra isso no campo político e social, de forma imediata, também precisamos readequar nossas despesas internas. Mas ouvimos da comunidade acadêmica sobre a importância de participar ativamente deste processo”, disse a professora Myrian Serra.

 

Os recursos das universidades públicas destinados a despesas de custeio vêm caindo seguidamente nos últimos anos. O Orçamento de 2017 para custeio, por exemplo, caiu 4,5% em relação ao exercício anterior.

 

Esses contingenciamentos do Governo Federal, principalmente de custeio e de investimentos, têm impactado significativamente na situação financeira das Instituições de Ensino Superior Federais (IFES). Essa situação tem levado a Administração Superior da UFMT a alertar a sociedade mato-grossense sobre as consequências desses cortes orçamentários, que podem vir a comprometer, no futuro, a missão da instituição de produzir ensino, pesquisa e extensão com qualidade.

 

Há uma mobilização das instituições federais de educação superior na tentativa de recuperar o fôlego financeiro para que possam cumprir com seu papel social. Ao mesmo tempo, as instituições têm feito gestão administrativa para ajustar os seus gastos de forma a minimizar os impactos desta realidade orçamentária.  




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Robson  16.05.18 11h13
Quando foi feito o último reajuste no RU ?! DCE está brigando por coisas erradas,esse aumento é necessário para ALGUNS alunos,pois a grande maioria dos estudantes têm sim condições de pagarem esse aumento,deveriam fazer algum tipo de cadastro para quem realmente precisa e assim continuar pagando o menor valor. Muitos alunos que se dizem revolucionários,e estão nessa ocupação e greve,são sustentados pelos pais,que têm vida financeira muito boa,inclusive alunos que não querem trabalhar para viverem na "militância". Lutem pelo correto e terão apoio da população!
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