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Cotidiano / DANO ESTRUTURAL
06.12.2017 | 11h17
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Ponte sobre o Rio Coxipó será parcialmente interditada

Apenas uma pista será liberada para o trânsito; secretário descarta risco de desabamento

Alair Ribeiro/MídiaNews

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A ponte está com problemas estruturais e o reparo não foi concluído

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A Ponte Benedito Figueiredo, sobre o Rio Coxipó, será parcialmente interditada pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) nos próximos dias.

 

A interdição é necessária devido à situação em que se encontra o entorno da ponte. A situação da estrutura, com partes da cabeceira cedendo, preocupa quem passa pelo local.

 

De acordo com a Prefeitura de Cuiabá, caso o período de chuva continue será necessária a interdição completa.

 

O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Cidades do Estado, Ernesto Negrete, explica que a via deve funcionar em apenas uma mão, mas tranquiliza a população dizendo que não há risco iminente de queda.

 

A ponte já vinha passando por reparos em razão de problemas estruturais. Mas a obra não foi concluída.

 

A responsabilidade pela obra é do Estado, por meio da Secretária de Cidades (Secid). Porém, a Pasta rompeu o contrato com a empresa, A.I. Fernandes Serviços de Engenharia, pelo não cumprimento do prazo de finalização.

 

“A empresa não conseguiu cumprir com o cronograma de 90 dias, que era o periodo para executar toda obra. Nesse período foi concluído apenas 33% da obra. Não tem sentido continuar com o contrato", diz

 

O procurador-geral do Município, Nestor Fidelis, afirmou que uma reunião de emergência foi realizada na Prefeitura, para que a Defesa Civil mostrasse relatório de vistoria.

 

“Os técnicos da Defesa Civil fizeram vistoria e detectaram que a obra foi mal executada. Eles trouxeram esse problema para reunião e o prefeito [Emanuel Pinheiro] entrou em contato com o secretário de Cidades, Wilson Santos, para relatar o caso”.

 

A Prefeitura ainda deve enviar um documento para a Secretaria de Cidades notificando a situação. “O secretário Wilson Santos está ciente, mas é necessário documentar a situação”, disse o procurador. 

 

O MidiaNews foi até o local e conferiu in loco a paralisação das obras e os danos causados pelo período chuvoso. Parte da encosta desmoronou e fez com que a estrutura da ponte ficasse sem apoio. Uma parte do concreto que fica na passarela de pedestres caiu.

 

Na reunião na Prefeitura, ficou decidido que o Município vai notificar o Estado sobre os riscos do local.

 

A obra

 

A obra de reparo foi orçada em R$ 626,34 mil. Entre os itens previstos na obra estão a estabilização da margem esquerda da cabeceira da ponte com a utilização de gabiões caixa (tipo de estrutura armada, flexível, drenante e de grande durabilidade e resistência) e o reaterro compactado da área.

 

Com 155 metros de extensão, 12,8 metros de largura e duas faixas de circulação, o local foi parcialmente liberado no início do mês de abril, mediante uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, a fim de garantir maior fluidez ao trânsito na região.

 

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19 Comentário(s).

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Fernando   07.12.17 21h01
É pura incompetência do setor público, não tem seguro de contrato? Como contrataram uma empresa sem respaldo? É prefeitura, é estado, ainda querem fazer outro contrato do túnel na av. Perimetral, próximo ao Cuiabá lar center. Ajunta o Emanuel e o Wilson é muito papo.
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Benedito campos  07.12.17 10h28
O secretário esta esperando a ponte cair, para licitar outra ponte.
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JOÃO  07.12.17 07h32
Quero deixar a minha opinião a respeito do que aconteceu com a ponte, sim claro deve ter vários erros na construção da mesma, mas porque o GOVERNO e a DEFESA CIVIL, não falam que culpa do desmoronamento das cabeceiras da ponte e devido ao assoreamento do RIO que ocorre por uso indevido de DRAGAS DE AREIA, que são instaladas na barra do Rio Coxipó com o Rio Cuiabá, esse sim é o real motivo da ponte estar sendo suas cabeceiras, mais vocês acham que vão falar que a culpa é das DRAGAS DE AREIA onde 90% das empresas são de políticos.
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Marloisio  07.12.17 00h15
Antes de qualquer comentário, analisem o projeto apresentado pela pasta, e a planilha de orçamento licitada. A licitante executa o projeto apresentado e os quantitativos de planilha licitada. Se há erro no projeto, consequentemente haverá erro na execução. Os erros deve ser sanados de imediato pelo órgão de fiscalização. Senão o resultado será insatisfatório.
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Fabrício  06.12.17 22h14
"De acordo com a Prefeitura de Cuiabá, caso o período de chuva continue será necessária a interdição completa." Kkkkk é óbvio que o período de chuvas vai continuar, ainda está no começo. Esse povo finge de besta.
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