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Cotidiano / TRANSPLANTE
13.08.2017 | 11h15
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Pais de bebê tentam arrecadar R$ 4 mi para cirurgia nos EUA

Até agora a família já conseguiu R$ 400 mil; um bingo deverá ser realizado em setembro

Reprodução

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Arthur Gabriel no colo do pai Sergio de Freitas Santos

KARINA CABRAL
DA REDAÇÃO

A família do pequeno Arthur Gabriel, de 1 ano e 7 meses, está promovendo uma campanha para a realização de um transplante de intestino no bebê. A cirurgia em crianças só é feita nos Estados Unidos e custa R$ 4 milhões.

 

O bebê sofre com problemas de saúde desde seu nascimento e atualmente tem apenas cinco centímetros de intestino, alimentando-se somente com nutrição parenteral, direto na veia.

 

A família é natural de Araputanga (a 336 km de Cuiabá), mas Arthur precisou se mudar com a mãe, Silviane Rezende Batista de Freitas, de 26 anos, para São Paulo, onde o bebê está fazendo tratamento.

 

Com a campanha, a família já arrecadou cerca de R$ 400 mil. No dia 1º de setembro eles realizarão um bingo solidário de um carro e duas motos – conseguidos através de doações – para tentar chegar mais próximo do objetivo de R$ 4 milhões.

 

Histórico da doença

 

Arthur nasceu com um problema de deglutição. Os pais descobriram logo nos primeiros dias de vida que ele não conseguia mamar. Com isso, foi encaminhado para a UTI Neo-natal do Hospital São Luiz, em Cáceres (a 217 km de Cuiabá).

Depois de alguns exames, a cirurgiã constatou que ele tinha uma obstrução, que é um nó no intestino, que apodreceu a maior parte do órgão, devido a cirurgia anterior – [gastrostomia] que ele tinha feito

 

Mesmo na UTI, Arthur continuava com dificuldades de mamar, não engordava e tinha hipoglicemia, uma redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Por isso, os médicos acreditavam que ele tinha uma doença genética.

 

Após dois meses de internação, ele foi encaminhado para o Hospital Regional da mesma cidade a fim de fazer uma gastrostomia, que é a colocação de uma sonda na barriga.

 

“Ele fez essa gastrostomia e foi evoluindo bem. A gente ficou no hospital 67 dias. Ele foi pra casa com essa sonda e a gente continuou levando-o pra fazer tratamento com o neurologista, com o fonoaudiólogo e com o fisioterapeuta”, disse Silviane.

 

Após dois meses e meio em casa, já com cinco meses de vida, o bebê passou a chorar muito e sua barriga começou a estender.

 

“Aí a gente correu com ele para o hospital. Depois de alguns exames, a cirurgiã constatou que ele tinha uma obstrução, que é um nó no intestino, que apodreceu a maior parte do órgão, devido à cirurgia anterior [gastrostomia] que ele tinha feito. E ele teve que retirar a maior parte do intestino”, contou a mãe.

 

Com isso, Arthur ficou com apenas 5 centímetros do intestino.  

 

“No começo ele ficou bem grave. Nos primeiros dias os médicos não davam esperança nenhuma, durante 48 horas falavam que ele não ia resistir”, lembrou Silviane.

 

Uma semana depois Arthur passou por outra cirurgia, porque um dos pontos da anterior tinha aberto. Depois de alguns dias em estado grave na UTI, o bebê começou a evoluir.

 

Foi quando a família encontrou um tratamento específico para Arthur e procurou o Ministério Público Estadual para entrar com uma ação pedindo o custeamento desse processo.

 

“Hoje estamos em São Paulo, no Hospital Infantil Menino Jesus. Ele ainda está na UTI em tratamento, mas está melhor. A única nutrição que ele recebe por falta do intestino é uma nutrição na veia”, contou a mãe.

 

Como o bebê tem somente cinco centímetros de intestino, ele precisa passar por um transplante, que, por enquanto, não é realizado no Brasil. Há dados de um único caso realizado em uma pessoa adulta, mas não há nenhum feito em criança.

 

“Então é só no exterior, em um hospital em Miami. E tem esse custo de R$ 4 milhões. Foi por isso que a gente começou a campanha, porque o processo na Justiça é muito difícil”, explicou.

 

A campanha

 

Quando as pessoas se unem logo se alcança o objetivo

A campanha de arrecadação começou em dezembro de 2016. Quem quiser ajudar pode acessar o site oficial da campanha, onde há links para doação de todos os bancos.

 

“Cada ajuda, cada cartela que as pessoas compram, as rifas, doações, seja de que valor for, fazem muita diferença na vida do Arthur”, disse a mãe.

 

“Eu quero pedir que o pessoal continue nos ajudando, que assim com certeza a gente vai conseguir. Porque quando as pessoas se unem logo se alcança o objetivo”, completou.

 

A cartela para o bingo custa R$ 20 e a pessoa concorre a um carro Fiat Mob 0 km e duas motos Fun 125 cilindradas.

 

Quem quiser comprar pode entrar em contato através dos números (065) 99660-7878 e falar com o Luiz Vilela, ou (65) 99624-9302 e falar com a Michelly Raizer.




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