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Cotidiano / ENTERRADA VIVA
10.07.2018 | 11h28
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Pai de bebê indígena comunica à Polícia que pretende criá-la

Durante depoimento, jovem relatou que teve um caso com a mãe e não sabia da gestação

Reprodução

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Bebê está internada na Santa Casa de Misericórdia desde o dia 6 de junho

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O pai da bebê indígena enterrada viva no interior do Estado disse à Polícia Civil que quer ficar com a criança. A decisão foi anunciada em junho, durante seu depoimento ao delegado Deuel Paixão de Santana, que apura o caso.

 

A criança foi enterrada viva pela avó e bisavó, no quintal de casa em Canarana (838 km de Cuiabá), logo após o nascimento. 

 

Em depoimento, a avó alegou que a criança não chorou após o nascimento, por isso acreditou que estivesse morta. E, segundo costume de sua comunidade, enterrou-a no quintal.

 

“Ele [o pai] nos disse que tomou conhecimento do caso pelas redes sociais e que tem o desejo de ficar com a bebê”, disse o delegado, que não revelou o nome do pai.

 

Reprodução

Delegado Deuel Paixão Santana

Delegado Deuel Paixão de Santana, que apura o caso

O jovem é um índio da etnia trumai. Conforme o delegado, ele relatou que alguns meses atrás esteve de passagem por Canarana e teve um breve relacionamento com a mãe da criança. E, por isso, não tomou conhecimento da gravidez.

 

“Ele não mora em Canarana, mora em uma reserva indígena próxima a Gaúcha do Norte [595 km de Cuiabá]”, afirmou .

 

O delegado apura o crime de tentativa de homicídio contra a recém-nascida. Deuel Santana conta que para finalizar o inquérito ainda deve ouvir uma testemunha, também indígena, que estava no local no dia do parto.

 

“Nós estamos com dificuldade em localizar essa testemunha. Mas assim que ouvi-la, creio que concluo o inquérito”.

 

O caso é acompanhado pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria da Infância e da Promotoria Criminal de Canarana.

 

Alta médica

 

O bebê, que completou um mês de vida no último dia 5 de julho, teve melhora em seu quadro de saúde e já deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia da Capital.

 

Para sair em definitivo do hospital, o bebê aguarda um posicionamento do Ministério Público Estadual sobre para onde ela deve ser direcionada. Isso porque, devido a acusação de tentativa de homicídio por parte de familiares, a menina está sob tutela do Estado.

 

O caso

 

No dia 5 de junho, a jovem indígena de 15 anos deu a luz uma menina. Após o nascimento, a criança foi enterrada viva pela avó e bisavó no quintal de casa.

 

A recém-nascida chegou a ficar 7h debaixo da terra, até a chegada do resgate realizado por Policia Militares.

 

A menina foi internada no Hospital Municipal de Canarana e no dia seguinte transferida para a Santa Casa da Capital.

 

No local, a bisavó confirmou o ato, dizendo que a criança teria nascido morta por ser prematura. Ela alegou que não comunicou a ninguém por ser este um "costume da etnia".

 

Uma enfermeira da Casai (Casa de Saúde do Índio), ao assumir o expediente, soube do caso e avisou a polícia e o chefe da unidade. 

 

No decorrer das investigações da Polícia Civil, foram colhidos depoimentos que apontaram que a família não aceitava a gravidez pelo fato de a adolescente ser mãe solteira.

 

A bisavó da criança está presa e responde a um processo por ter articulado todo o processo para tentar matar a criança.

 

 




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