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Cotidiano / TRILHOS PARADOS
31.05.2017 | 14h57
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MP cita “inviabilidade” e dá parecer contra o acordo do VLT

Obra do modal em Cuiabá e Várzea Grande está parado desde dezembro de 2014

MidiaNews

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DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF) e o Ministéro Público Estadual (MPE) emitiram parecer contrário ao acordo firmado entre o Governo Estado e Consórcio VLT para a retomada da obra.

 

Pelo acordo, o Estado vai pagar mais de R$ 922 milhões para a conclusão do modal que está parado desde dezembro de 2014.

 

No início do mês, o juiz federal João Moreira Pessoa de Azambuja, da 1ª Vara de Mato Grosso autorizou que os MP's realizassem uma perícia na área de engenharia  e de contas para avaliar o acordo.

 

Conforme a procuradora da República Bianca Britto de Araújo, ficou constatado que os valor firmado no acordo para conclusão da obra não bate com o valor apontando pela empresa de consultoria KPMG - contratada em 2015 pelo Governo para fazer um estudo sobre o modal.

 

Embora seja sinalizado no acordo que estão se parametrizando pelo estudo da KPMG, na verdade os valores que foram originalmente apontados pela KPMG não são os que aparecem na minuta, não são os R$ 922 milhões

Segundo a empresa, a conclusão do VLT deveria custar cerca de R$ 600 milhões aos cofres públicos

 

“Embora seja sinalizado no acordo que estão se parametrizando pelo estudo da KPMG, na verdade os valores que foram originalmente apontados pela KPMG não são os que aparecem na minuta, não são os R$ 922 milhões. Tais valores são oriundos de questionamentos posteriores que o Estado fez à KPMG e inclusões que o Estado fez no estudo da KPMG, sendo nem todos estão respaldados por documentos”, explicou a procuradora.

 

Bianca esclareceu ainda que o consórcio, por diversas vezes nos autos, pede que o Estado arque com as despesas causadas por conta do período de suspensão judicial de mais de dois anos, como os gastos por conta de conservação de material rodante que ficou parado, situação que ainda não foi decidida judicialmente.

 

“Então eles estão embutindo isso no acordo para continuar a obra, com valores apontados pela empresa, que não fez ainda comprovação desses custos", completou.

 

No parecer, também é colocado que os custos adicionais que estão sendo pleiteados pela empresa para reiniciar a obra, como a remobilização, construção de canteiros e administração local, estão sendo parametrizados com base no valor total do contrato (R$ 1,470 bilhão), quando faltam pouco mais de R$ 300 milhões para serem executados.

 

“Isso dá um reflexo financeiro relevante na obra. Além de outras irregularidades diversas que estão apontadas, como a questão dos projetos de obra, com relação aos quais ainda não há certeza quanto à regularidade de sua apresentação pelo consórcio, como projetos executivos e desapropriação. Não é viável que se retome um contrato problemático repetindo os erros do passado. Várias obras foram feitas com irregularidades exatamente por conta dos questionamentos quanto à existência e regularidade dos projetos de obra.", continua a procuradora.

 

A procuradora enfatiza que tanto o MPF quanto o MPE estão se manifestando contrariamente ao acordo por estes motivos, e que não cabe ao Ministério Público dizer se vai ter ou não o VLT, ou se será construído por esta ou outra empresa.

 

“Essa ação não tem, por absoluto, a intenção de opinar quanto aos caminhos políticos que adotará o Estado de Mato Grosso, mas visa subsidiar o Estado realmente de elementos para que ele possa garantir, primeiro, se vai optar pela continuidade, se vai continuar com esse Consórcio e, segundo, se tem viabilidade de se fazer. Então não tem sentido o Estado ter achado, originalmente, que essa ação era necessária para lhe conferir esses elementos para que pudesse chegar a uma resposta, e agora esteja abrindo mão desses elementos. Porque de lá pra cá não mudou nada”, concluiu.

 

A manifestação foi protocolada na Justiça Federal de Mato Grosso nesta quarta-feira (31) e faz parte da Ação Civil Pública ajuizada pelo MPF, MPE e Governo de Mato Grosso, que visa a suspensão dos prazos do contrato 037/2012/SECOMPA/MT e dos respectivos termos aditivos, bem como dos pagamento devidos pelo Estado de Mato Grosso, entre outros.

 

Leia mais:

 

MPF pede perícia e juiz adia homologação de acordo sobre o VLT




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14 Comentário(s).

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SAMUEL DE SOUZA LUNA  01.06.17 07h55
Esse caso já encheu o saco, fica esse mimimi, esse jogo de interesses, penso que com esse novo acordo não se concluirá o VLT, mais adiante se exigirá mais dinheiro para sua conclusão, e tudo se repetirá. Vejo como solução mais prática vender-se os vagões para uma cidade onde realmente o VLT exite, a exemplo do Rio de Janeiro e o que já está feito usar-se para outro fim.
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Antonio Carlos  01.06.17 00h11
A obra parada custa mais ao Estado que o valor que o MP quer. Senhores promotores que andam de carro com motorista, nós mato-grossenses e cuiabanos exigimos que a obra seja concluída e de a esse povo sofrido o direito de ter um meio de transporte moderno, seguro e barato. Porque o MP não questionou a 2 anos atrás, porquê só agora quando esta quase finalizando as negociações, será que temos que esperar ainda mais .
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João   31.05.17 20h24
A pergunta é: onde estava o MP quando isso tudo começou? Lamentavelmente isso não ajuda em nada. O prejuízo está posto e é preciso terminar a obra pra minimizá-lo. Enquanto isso o maior prejudicado em todos os sentidos que é o povo fica obrigado assistir uma insensatez atrás da outra. Queremos o modal, tentem ser proativos e mais eficientes. A nossa população não merece essa novela mexicana.
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ANA MARIA  31.05.17 18h32
Gente, voces nao veem que o VLT e a unica salvacao para Cuiabá e VG sairem desse atraso?
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Marlene Matos  31.05.17 18h11
Isso tudo é pra atrapalhar, e como esse MP não viu isso antes? Querem atrapalhar o trabalho do governador e do Secretário das Cidades.
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