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Cotidiano / PRISÃO ESPECIAL
13.03.2018 | 16h26
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MPE pede fim de benefício a "médica" acusada de homicídio

Investigação revelou que Yana Coelho teria fraudado documentos para se transferir de faculdade

Arquivo/MidiaNews

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Yana Fois Alvarenga Coelho (detalhe) está presa no Presídio Ana Maria do Couto May

DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual pediu nesta terça-feira (13) que Yana Fois Alvarenga Coelho, denunciada por exercício ilegal da Medicina e por participação no homicídio do ex-prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, perca o direito à prisão especial na Penitenciária Ana Maria do Couto May.

 

"O pedido é para que a detenta seja recolhida nas mesmas dependências das demais recuperandas, sem qualquer distinção, já que não possui curso superior", apontou trecho de nota divulgada pela promotoria.

 

Em denúncia apresentada na sexta-feira (9), Yana foi acusada de utilizar documentos falsos para conseguir, entre os anos de 2006 e 2007, sua transferência do curso de Medicina do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda para a Universidade de Iguaçu (UNIG), no Estado do Rio de Janeiro.

 

"Durante as investigações, o MPE teve acesso a ofícios expedidos pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda, em julho de 2007, informando à Universidade de Iguaçu (Unig) que os documentos utilizados pela referida acadêmica para efetivar a transferência foram adulterados grosseiramente", diz o MPE.

 

A investigação revelou que, além de ter sido reprovada em quase todas as disciplinas do curso, Yana havia desistido da graduação antes de se transferir para o Estado do Rio de Janeiro.

 

Em março de 2008, segundo a promotoria, o Reitor da Universidade de Iguaçu expediu Portaria confirmando a desconstituição de colação de grau de Yana Fois Coelho, com a consequente invalidação do Diploma de médica. O fato foi comunicado ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

 

Denúncia

 

Yana é uma das quatro pessoas denunciadas pela morte do prefeito. Além dela são acusados seu marido Antônio Pereira Rodrigues Neto e Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva. O crime aconteceu no dia 15 de novembro.

 




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