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Cotidiano / FERIMENTO GRAVE
11.07.2018 | 16h55
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Garoto perde três dedos após bombinha explodir em sua mão

Menino, de sete anos, ainda teve uma fratura no braço; mãe diz que ele está abalado

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Criança foi socorrida pelo Samu logo depois da explosão

BIANCA FUJIMORI
DA REDAÇÃO

Um garoto de sete anos teve três dedos amputados após uma bomba explodir na sua mão, na sexta-feira (6), em Sinop (480 km de Cuiabá).

  

Segundo a mãe, Janete Albert Lima, o menino teria pegado duas bombinhas que estariam expostas na porta de um mercado nas proximidades de sua casa.

 

“Tinha uma caixa cheia de bombinhas ao lado da porta do mercado. Qualquer criança de um ano conseguiria pegar”, relatou Janete.

 

Depois disso, a criança levou os artefatos até a casa da avó, que fica ao lado do estabelecimento, e tentou acender um deles. Logo uma das bombas explodiu na sua mão.

 

Janete conta que neste momento não havia nenhum adulto próximo do menino, que estava com mais três primos - de um, quatro e cinco anos.

 

“Foi um susto para todos nós. Ninguém espera que algo assim possa acontecer”, disse.

 

Ela também informou que os familiares não sabiam que o garoto estava de posse dos artefatos até o momento do acidente.

 

Ele deu entrada no hospital ainda na sexta e precisou amputar três dedos da mão esquerda. Além disso, seu braço também sofreu uma fratura e foi engessado.

 

Ele também teve ferimentos na barriga e precisou levar pontos. O garoto só recebeu alta no domingo (8).

 

“Poderia ter sido muito pior. Foi Deus quem o salvou”, disse a mãe.

 

Depois do acidente, o pai foi até a delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra o estabelecimento.

 

“A gente quer alertar outras famílias e também que o mercado assuma a responsabilidade”, afirmou Janete.

 

Além disso, a família chegou a ir ao comércio para ver o local onde estavam os explosivos. No entanto, já haviam sido realocados para uma prateleira alta.

 

A mãe ainda percebeu que o garoto mudou de comportamento após a explosão. De acordo com Janete, seu filho está mais introspectivo.

 

“Ele não fala mais no telefone, não conversa com outras pessoas, só com a família mesmo”, expôs.

 

Janete também enfrenta dificuldades em aceitar a amputação do menino. Apesar de seu filho ter se conformado com a situação, ela ainda chora ao lembrar-se do episódio.

 

“Eu tento me manter forte perto dele, mas tem horas que não consigo e choro”, revelou Janete.




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1 Comentário(s).

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Alan  12.07.18 11h56
ok, o estabelecimento tem por obrigação armazenar em local mais adequado, até mesmo pelo fato de que não se vende as bombas para menores, no entanto onde estavam os responsáveis pelas crianças? É certo que não se pode estar 100% do tempo olhando elas, mas permitir que fiquem na rua sem supervisão ainda mais nesta idade é no mínimo arriscado.. lamentável o que ocorreu.
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