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Cotidiano / FRUSTRAÇÃO
29.05.2016 | 08h25
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Ex-professora de Direito de MT vira acompanhante de luxo no DF

Cláudia Marchi, de 34 anos, divide as experiências de cortesã em um blog na internet

Arquivo Pessoal

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Claudia Marchi, de 34 anos, afirma que não tem problema em se expor

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

Frustrada com a advocacia e relacionamentos amorosos, a advogada e ex-professora da Universidade de Cuiabá (Unic),  Cláudia Marchi, de 34 anos, decidiu abandonar a carreira para se transformar em uma acompanhante de luxo, em Brasília.

 

Natural do Rio Grande do Sul, Cláudia se mudou com a mãe para a cidade de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá) em 2013, após fechar o escritório de advocacia onde trabalhava havia 11 anos em Passo Fundo (RS). 

 

Ela se formou em Direito na UPF (Universidade de Passo Fundo) e fez especialização em Direito Constitucional na Fundação Escola Superior do Ministério do Público do Rio Grande Sul.

 

“Desde o princípio, notei que o mundo jurídico é muito machista e ‘papaicrata’. Meu pai não é advogado, minha mãe também não. Então, eu sempre me virei sozinha.  Mas, com o tempo, fui me frustrando com essa instabilidade: um mês você ganha e no outro, não”, contou.

 

Na cidade do interior de Mato Grosso, Cláudia foi contratada pela Unic para lecionar aulas de Direito Constitucional, Direito da Infância e Adolescente, Direito da Sociedade da Informação, entre outros.

 

A prostituta topa tudo pelo dinheiro. Eu, não. Só transo com homens cultos. Tento deixar o dinheiro praticamente esquecido

No começo deste ano, porém, ela foi demitida da faculdade sem justa causa e acabou tendo um início de depressão, aliado ao fato de ter terminado o relacionamento estável com um engenheiro de Alta Floresta (803 km ao Norte da Capital).

 

A fim de dar a volta por cima, Cláudia resolveu - com o apoio e ideia da mãe - se mudar para a Capital do País, para se transformar na cortesã Simone Steffani.

 

Em entrevista ao MidiaNews, ela explicou que, diferentemente do que as pessoas pensam, cortesã não é uma prostituta.

 

“A prostituta topa tudo pelo dinheiro. Eu, não. Só transo com homens cultos. Tento deixar o dinheiro praticamente esquecido.  Meu encontro não é aquela coisa mecânica. É algo bem afetuoso. O pagamento só é lembrado ao final do encontro, porque o cara é uma pessoa idônea e eu, obviamente, não sou uma imbecil”, afirmou.

 

“E eu também adoro sexo. Não estaria nessa profissão, se não gostasse. Então, arrumei uma forma de ganhar dinheiro com o que gosto. E o que tem de melhor em um relacionamento, no meu ponto de vista, são o sexo e uma boa conversa”, completou.

 

Cláudia cobra R$ 500 a hora de um programa. Uma noite inteira custa R$ 2,5 mil e a companhia em viagens sai por R$ 1,5 mil a diária.

 

Ela costuma sair com um homem por dia e, geralmente, conta com quatro clientes fixos.

 

“Por semana, atendo três novos e quatro clientes assíduos. Só sendo boa para fidelizar, para o cliente ir uma ou duas vezes por semana ficar com você. Vejo que é raríssimo”, disse.

 

Na última semana, Cláudia disse que atendeu quatro homens de Mato Grosso.

 

Todas as experiências são compartilhadas no blog que mantém (veja AQUI). Os textos contam, de forma bastante picante e provocativa, o programa realizado no dia.

 

A decisão de trocar o Direito e o Magistério por programas sexuais, segundo Cláudia, é respeitada por toda a sua família.

 

“A minha mãe não só aceita, como é um incentivadora. Eu sou uma pessoa de poucos amigos. Sempre fui muito vinculada às minhas tias maternas. Então, a minha melhor amiga, que é minha mãe, e as pessoas que eu realmente me importo, sabem da minha decisão e me respeitam, sem problema algum”, relatou.

 

Arquivo Pessoal

Claudia Marchi

Advogada teve o apoio da mãe para se transformar em uma cortesã

A maioria das acompanhantes de luxo prefere não mostrar o rosto. Cláudia, porém, diz que não tem problemas em se expor.

 

“Eu decidi me expor porque, em primeiro lugar, não tenho vergonha alguma do que estou fazendo.  Em segundo, diferentemente da maioria, não faço isso para pagar faculdade ou ajudar minha família. Já sou formada, paguei minha pós-graduação, e resolvi fazer isso por opção. Uma opção que não tenho que esconder de ninguém. Então, por que tapar meu rosto se nem feia eu sou?”.

 

Na atividade desde abril,  a cortesã afirmou que não viveu nenhuma experiência ruim.  Mas já teve que dispensar um cliente pelo o que ela considerou "egoísmo".

 

“Uma vez, eu peguei um cara muito bonito, recém-separado, mas que tinha nojinho de beijar. Nós não chegamos de fazer nada. Disse que ele não precisava contratar uma pessoa com o meu perfil, se o perfil dele é de ter nojinho, de pensar que sou uma prostituta. Comigo não tem essa. Tanto que praticamente todos os meus clientes fazem sexo oral em mim mais do que eu neles. Por isso,  eu não tenho tolerância nenhuma para cara com pudorzinho”, revelou.

 

Não atende políticos

 

Se dizendo apartidária e com perfil esquerdista revolucionária, Cláudia garante que não se relaciona com políticos.

 

Relatou  que o perfil conservador do Congresso Nacional não a agrada e, por isso, prefere os profissionais liberais como engenheiros, médicos e advogados ou servidores públicos.

 

“Politico é como uma espécie de celebridade: todo mundo conhece e sabe como pensa. Prefiro não me relacionar com esse tipo de gente, que defende tudo com o que eu não concordo”, disse.

 

Politico é como uma espécie de celebridade: todo mundo conhece e sabe como pensa. Prefiro não me relacionar com esse tipo de gente, que defende tudo que eu não concordo

“Desde meus 10 anos, quando comecei a estudar História, optei por ser uma esquerdista revolucionária.  Durante muito tempo, eu me decepcionei com o Governo de esquerda, tanto que não apoiei a Dilma Rousseff nas eleições passadas.  Mas não concordo com o impeachment. Não porque acho ela uma boa administradora, mas dos males ela é a menos ruim. Eu tenho um pavor muito grande desse quadro político meio fascista que a gente tem. Esse ódio a minoria, essa colocação de culpa na conta do pobre, toda essa implicância de extrema direita me enjoa”, completou.

 

Sem intenção de voltar atrás

 

Cláudia Marchi ainda contou que a decisão de se tornar cortesã foi muito bem pensada e madura, por isso não tem intenção de voltar atrás.

 

Ela pretende ser acompanhante de luxo para os próximos dez anos.

 

“Outro dia, um conhecido meu, muitíssimo conhecido, me mandou uma mensagem dizendo que minha escolha era uma fase. Que não permitia que outras pessoas falassem mal de mim e que, um dia, eu iria encontrar um grande amor”, relatou.

 

“Eu respondi que ele não precisava me defender, porque ele estava me ofendendo mais do que quem está falando mal de mim, por recalque. A minha decisão é uma decisão madura, e não é uma fase. Quem é que vai se tornar cortesã por fase?”, completou.

 

 

 

 

 

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6 Comentário(s).

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Flavio Fagundes Guimaraes  24.02.17 15h02
Mulher bonita,inteligente é tudo de bom.Sucesso na sua nova carreira beijo.
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Cesar Alves  23.02.17 09h27
Claudia você é muito inteligente. Gostei de saber sobre sua decisão de vida e sobre polític. Ninguém tem nada a ver com sua vida. Desejo sorte e sucesso sempre. Abraços!
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Maria  02.06.16 14h09
Entendo perfeitamente ela, sou formada em direito tb e como a maioria das minhas colegas nao tie oportunidade de trabalhar, e as ofertas de emprego é quase um insulto por uma pessoa que estuda 5 anos sem parar, pra ganhar 900 reias. Ela tem toda a razão, e pode até cobrar mais, tem muitos homens com muito dinheiro que gastam só com mulheres, muitos casados onde sua esposa nem desconfia. mais uma vez, otima atitude a sua.
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Arilson Barbosa  30.05.16 08h35
Arilson Barbosa, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
pablo  29.05.16 15h31
Loucura? Coragem? Não importa, pois o que vale é que, sendo maior de idade , cada um de nós é livre para tomar decisões sobre o próprio destino. É preciso que cada um respeite a individualidade do outro.
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