ENQUETES

Você já decidiu em quais candidatos irá votar nestas eleições?

PUBLICIDADE

Cotidiano / ARTE MARCIAL
14.01.2018 | 08h19
Tamanho do texto A- A+

Discípula de chinês, cuiabana quer inserir mulheres no kung fu

Em Mato Grosso Giovanna Lopes é a única mulher faixa preta e treina há cerca de 10 anos

Alair Ribeiro/Midianews

Clique para ampliar

Giovanna Lopes Bezerra, treina Kung Fu há 10 anos e é faixa preta

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

Há 10 anos praticando a arte de guerra milenar kung fu, a professora cuiabana Giovanna Lopes Bezerra, de 36 anos, tornou-se no final do ano passado a única discípula do grão mestre Frank Yee em todo o Ocidente.

 

​O grão mestre é a 3ª geração do "Kung Fu Hung Ga" desde o herói Chinês Wong Fei Hung. Essa linhagem preserva em seus ensinamentos o tradicionalismo do kung fu chinês.

 

Isso significa que Giovanna agora faz parte da 4ª geração de Wong Fei a ser treinada pelo mestre Yee.

 

O título também fez com que a professora, que mora há 27 anos em Cuiabá, "abrisse os olhos" para a escassez no número de mulheres que praticam de artes marciais em Mato Grosso.

 

Em entrevista ao MidiaNews, a cuiabana disse acreditar que seja a única mulher faixa preta que pratica o kung fu tradicional no Estado.

 

Hoje ela dá aulas para 60 alunos na Associação Bai Hu, da qual é proprietária, ao lado do Si Fu (que significa pai) Washington Bezerra, que também é seu esposo.

 

De acordo com ela, apenas 15% dos alunos são mulheres. Ela associa o baixo número à falta de conhecimento sobre arte marcial.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Giovanna Lopes Bezerra

Giovanna também é professora e dá aulas na Associação Bai Hu, no Goiabeiras Shopping

“A procura de mulheres pelo kung fu ainda é muita baixa no Brasil. Acredito que a ausência de mulheres se dá, na verdade, pela falta de conhecimento das artes marciais em si. E dos grandes benefícios que ela pode trazer para a vida pessoal”, explicou.

 

Ela espera que agora, com a realização da cerimônia que a tornou discípula de um dos mestres mais respeitados, não só na China, mas em todo o mundo, a procura por mulheres aumente cada vez mais.

 

Interesse pela arte marcial

 

Giovanna conta que o interesse pelo kung fu aconteceu em 2007, quando morava perto de uma academia que ensinava a arte em Rondônia. Segundo ela, o interessa aconteceu de maneira repentina, sem um motivo específico.

 

“Como eu passava todo dia na frente do lugar, tive interesse de parar e começar a treinar. Então comecei. Mas ia só de vez em quando e foi assim que me apaixonei. A partir daí, comecei realmente a me dedicar e não parei mais”, disse.

 

Ela contou que, após um ano, mudou-se para São Paulo, onde conheceu o marido, que já treinava havia 10 anos a especialidade.

 

“Eu fui treinar com ele. Com isso, nós nos conhecemos melhor. Hoje somos casados e temos dois filhos”, contou.

 

Então em 2012 ela voltou a morar em Cuiabá e, junto com o marido, começou a dar aulas de kung fu ao ar livre na UFMT.  E em 2015 os dois abriram a Associação Bai Hu, hoje localizada dentro do Goiabeiras Shopping.

 

Arte milenar

 

Kung fu é uma arte milenar de guerra que nasceu no Oriente – onde é conhecido como ‘Wushu’ – mas que com o passar dos anos tomou conta do Ocidente também.

 

A expressão kung fu pode ser traduzida de várias maneiras, como por exemplo: "tempo de habilidade" e "trabalho árduo".

 

Ele foi trazido para o Brasil no final da década de 60 por imigrantes chineses e vem se desenvolvendo anos após ano.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Giovanna Lopes Bezerra

O esposo de Giovanna também é professor de kung fu na Capital

A princípio, o kung fu era ensinado somente para homens, por se tratar de ensinamentos militares, mas hoje em dia vem atraindo cada vez mais mulheres. A explicação é simples: a prática traz equilíbrio físico e emocional, além de manter a forma e, de quebra, ensinar defesa pessoal.

 

“O kung fu tem a arte da filosofia e também vários benefícios para a saúde. É uma arte que, na realidade, foi criada para guerra, mas hoje a gente pode colocar vários benefícios para quem treina. Pode-se unir o kung fu a uma dieta, mas cada pessoa tem um objetivo diferente do outro. Algumas fazem porque precisam, às vezes, de tratamento para ansiedade, ou depressão. Outras querem emagrecer, outras querem aprender a se defender na rua”, explicou.

 

A cuiabana esclarece que a Associação Bai Hu não tem como foco treinar alunos para participar de campeonatos. O objetivo, de acordo come ela, é apenas trazer o crescimento pessoal e equilíbrio mental.

 

As aulas duram em média duas horas e a Associação e fica aberta das 10h às 22h.

 

O telefone de contato é (65) 3025-4450.

GALERIA DE FOTOS




Clique aqui e faça seu comentário


1 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Edy Ney da Silva Junior   14.01.18 20h30
Reportagem e boa. Mas ela não é a única faixa preta mulher. Em Sinop MT por exemplo tem uma mulher faixa preta com o primeiro dan
3
6
1999-2018 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados

Ver em: Celular - Web