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Cotidiano / ASSASSINATO
16.05.2018 | 09h42
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Desembargador nega HC a advogado acusado por morte de sócio

Caso ocorreu em setembro de 2015, quando o empresário Danilo foi sequestrado e morto

MidiaNews

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Desembargador Luiz Ferreira que negou liberdade a advogado

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou o habeas corpus ao advogado Wagner Rogério Neves de Souza da Silva, acusado de participar do assassinato de um empresário em setembro de 2015.

 

O advogado está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde outubro de 2015, acusado pela morte do empresário Douglas Wilson Ramos, de 28 anos. Conforme as investigações, Douglas Wilson foi morto a tiros após ser sequestrado dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima.

 

A decisão, que nega a liberdade ao advogado, foi publicada terça-feira (8). No pedido, a defesa argumenta que não há requisitos para que a prisão preventiva seja mantida. 

 

O magistrado, no entanto, entendeu que outros pedidos como este já foram analisados e negados e, por isso, o advogado deve permanecer preso. 

 

A autoridade acoimada de coatora justificou a necessidade da medida extrema para a garantia da ordem pública, diante do modus operandi audaz e gravoso supostamente empregado pelo paciente

“Por lado, impõe-se registrar que a adequação da prisão processual do impetrante/paciente já foi analisada várias vezes por este Sodalício", diz desembargador.

 

O juízo ainda alega que a prisão de Wagner deve ser mantida para assegurar a “ordem pública” devido aos indícios de crueldade usadas pelo advogado no assassinato do empresário.

 

“E tais afirmações têm pertinência, porquanto, a princípio, a autoridade acoimada de coatora justificou a necessidade da medida extrema para a garantia da ordem pública, diante do modus operandi audaz e gravoso supostamente empregado pelo paciente”, consta em decisão do desembargado Luiz Ferreira. 

 

Pelo caso, o advogado é acusado de práticar os crimes de homicídio qualificado, roubo circunstanciado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada.

 

Wagner Rogério também é réu pelo homicídio do traficante Anderson Ribeiro Taques, de 34, ocorrido no dia 13 de novembro de 2014, no Bairro Morada do Ouro II, em Cuiabá. 

 

Ele também é apontado ainda como um dos líderes de uma facção criminosa que atuava no tráfico de drogas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

O caso

MidiaNews/Montagem

wagner rogerio souza e ccc

Wagner Rogério esta preso no CCC desde outubro de 2015 pelo assassinato do empresário

Douglas Ramos foi sequestrado no dia 24 de setembro de 2015, dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), na Capital.

 

Na ocasião, três homens invadiram o estabelecimento comercial, renderam funcionários e obrigaram o empresário a entrar, com as mãos amarradas, no porta-malas do próprio carro, uma BMW.

 

O corpo da vítima foi encontrado após 13 dias, na noite de 5 de outubro, na região da Estrada da Guia (MT-010).

 

Devido ao estado de decomposição, a identidade do corpo encontrado só foi confirmada no dia 10 de outubro, pelo Instituto Médico Legal (IML). No dia seguinte, o corpo foi sepultado.

 

Antes mesmo da confirmação da identidade do corpo, a polícia já havia apontado Nilton como o principal suspeito do crime.

 

Na época do caso, o delegado responsável pela investigação, Flavio Stringueta, disse que o suspeito desconfiava que Douglas, seu sócio, tivesse desviado dinheiro dos negócios da sociedade, que havia sido rompida cerca de um mês antes do crime.

 

O ex-sócio de Douglas também chegou a ser intimado duas vezes para depor sobre o caso, mas não foi encontrado.

 

Depois, ele chegou a ser abordado por policiais, mas conseguiu fugir.

 

De acordo com a polícia, novos elementos surgiram nas investigações, apontando que o ex-sócio esteve no local onde, dias depois, o corpo da vítima seria encontrado.

 

Além disso, os indícios são de que ele pessoalmente desferiu os tiros que tiraram a vida de Douglas, segundo o delegado, não tendo designado qualquer terceira pessoa para fazê-lo. 

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Advogado e mais dois vão a júri por assassinato de empresário

 




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