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12.02.2018 | 00h30
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Descubra os mitos e verdades da ressaca

Carnaval é hora de extravasar, mas o excesso de bebida tem aquele resultado desagradável. Veja dicas sobre o que funciona para sair dela

Reprodução Internet

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De O DIA

Não são apenas as histórias divertidas que ficarão na memória do folião quando o Carnaval acabar. Dores de cabeça, enjoo e falta de apetite são outros ingredientes que acabam aparecendo no período pós-folia de quem exagerou na bebida. Para combater a ressaca, receitas populares, como ingerir azeite antes de beber ou até fazer sauna no dia seguinte às festas são seguidas a risca. Mas afinal, elas são eficazes? Segundo o coordenador da Unidade de Internação do Hospital Vitória, Gabriel Treiger, muitas dessas medidas não passam de uma fantasia.

 

"A ingestão de azeite ou leite antes de beber apenas reduz um pouco a velocidade de absorção do álcool pelo organismo, bem como os efeitos irritativos diretos na mucosa do estômago. Já o uso da sauna não é indicado por causa da desidratação. Uma dica interessante é o café, que pode colaborar para acabar com dores de cabeça no dia seguinte à bebedeira por atuar justamente no sistema nervoso central", explicou o médico.

 

Outro mito relacionado à ressaca é que a mistura de diferentes tipos de bebidas é diretamente responsável pelo agravamento do mal-estar: os sintomas do dia seguinte estão relacionados apenas ao volume de álcool ingerido. Exercícios físicos também devem ser evitados, pois podem causar náuseas e vômito. Já os doces - principalmente os com açúcar natural, como mel e goiabada - são bem-vindos para quem está indisposto. Eles ajudam a equilibrar a quantidade de açúcar no sangue.

 

Para evitar problemas no dia seguinte, é essencial que o folião beba bastante água e evite o consumo excessivo de álcool. Segundo a gerente médica da GSK Brasil, Ana Santoro, uma dieta com alimentos leves também é importante para amenizar os efeitos da bebida.

 

"A bebida alcoólica desidrata, por isso é importante estar sempre tomando água, seja ela mineral ou de coco. Não aconselho ingerir água com limão pela acidez das frutas cítricas. Outro ponto importante é que não se deve beber com o estômago vazio para que a absorção do álcool não aconteça tão rápido. Quem vai beber deve sempre se alimentar com comidas leves e pouco gordurosas, como frutas e verduras", esclareceu a médica Ana Santoro.

 

Em caso de perda de consciência, dor abdominal intensa (podendo apresentar reflexo nas costas), palpitação, desmaios ou impossibilidade de ingerir líquidos, a pessoa deve ser levada imediatamente para o hospital. A mistura de álcool com energético é outro costume que deve ser evitado segundo o médico Gabriel Treiger.

"O energético é excitante e aumenta a tolerância ao álcool, fazendo com que o consumo dessa substância seja ainda maior.

 

Além disso, essas bebidas aumentam a incidência de arritmias, que podem ser fatais", advertiu Gabriel.

Os efeitos do excesso de álcool no organismo também podem ser notados a longo prazo na pele e até no cabelo. De acordo com a médica Betina Stefanello, assessora do departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, bebidas alcoólicas geram uma maior oleosidade no couro cabeludo.

 

"O exagero no consumo de álcool produz caspas e reduz o brilho de fios tornando-os quebradiços e ressecados. Já na pele, o efeito a longo prazo é um envelhecimento precoce pela produção de radicais livres".

 

 

Fonte      https://odia.ig.com.br/2018/02/mundo-e-ciencia/5512164-descubra-os-mitos-e-verdades-da-ressaca.html




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