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Cotidiano / MORTE EM "LIPO"
15.05.2018 | 14h17
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Cuiabana soube de programa de cirurgia plástica por Whats e Facebook

Mulher teve paralisia cerebral após ficar internada três dias após a cirurgia plástica

Reprodução/Montagem

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Daniele Bueno (no detalhe) teve complicações após passar por cirurgia plástica

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

Simone Bueno Pall, esposa de Edléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos - que morreu após passar por uma cirurgia plástica -, registrou um boletim de ocorrência contra o Hospital Militar – onde foi realizado procedimento – e contra o médico E.S.M., que a operou.

 

Daniele Bueno, como era conhecida, deu entrada na unidade de saúde na última quinta-feira (10) para fazer uma lipoescultura e redução nos seios.

 

No entanto, depois do procedimento, ela teve uma parada cardíaca e precisou ser transferida para o Hospital Sotrauma, onde não resistiu e morreu no domingo (13) – dias das Mães – com um quadro de paralisia cerebral e falência múltipla de órgãos.

 

De acordo com Simone Bueno Pall, a cirurgia foi realizada por meio do projeto “Plástica para Todos”, que conheceram por meio de conversa no WhatsApp.

 

Segundo ela, foi cobrado de Daniele o valor de R$ 50 para entrar em um grupo fechado no Facebook e mais R$ 50 pela consulta.

 

Dia da cirurgia

 

A esposa de Daniele contou que ela já havia dado sinais de que não estava bem, logo quando saiu da sala de cirurgia, por volta das 14h30 do dia 10.

 

“A comunicante conversou com Edleia após a cirurgia e a mesma disse que dormiria um pouco  e após descansar da cirurgia conversaria com a comunicante. Que um enfermeiro entrou no quarto para observar como estava a Edléia e a comunicante também ficou observando o atendimento e viu que os dedos da Edléia brancos e disse que estava acontecendo algo errado”, diz trecho do BO.

 

Segundo ela, o enfermeiro pediu ajuda dela, para que a colocassem de lado para observar se havia sangue no dreno que estava nas costas dela, e tentou tranquiliza-la dizendo que poderia ser efeito da anestesia. Em seguida, ele chamou outro enfermeiro que constatou que ela estava sem pulso.

 

“(...) Logo começaram a correr e agilizar equipamentos de desfibrilador, adrenalina, e uma bomba manual de oxigênio para tentarem recuperar o pulso de Edleia”, diz o BO.

 

Simone contou que não havia nenhum médico no hospital, quando a companheira passou mal.

 

Segundo ela, somente após passar uma hora que um médico chegou ao local e informou que ela necessitava ser transferida, mas que precisaria deixar um cheque caução de R$ 17,5 mil.

 

Após o acordado, Daniele foi transferida para o Hospital Sotrauma, onde ela ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por três dias, onde acabou morrendo.

 

“Plástica para Todos”

 

No site do programa “Plástica para Todos” são oferecidas cirurgias a baixo custo e em condições facilitadas de pagamento.

 

Na página, também foi informado que o projeto é composto por uma equipe de 22 cirurgiões altamente qualificados membros da SBCP (Sociedade brasileira de Cirurgia Plástica).

 

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da SBCP, que informou, por meio de nota, que irá esperar a conclusão do inquérito investigativo para se manifestar a respeito do episódio.

 

"Tem-se por óbvio que qualquer pré-julgamento acerca de fatos não comprovados, se trata de mera especulação e exploração sensacionalista de um momento delicado como tal", diz trecho da nota.

 

Já a delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) relatou que aguarda o laudo da perícia para então analisar se cabe a instauração de inquérito investigativo.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Cuiabana morre após sofrer complicações em cirurgia plástica

 




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