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Cotidiano / GRAMPOLÂNDIA
10.10.2018 | 14h28
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Casa noturna diz que cabo frequentou o local em horário proibido

Réu confesso no caso dos grampos ilegais de Mato Grosso foi ao Malcom Pub no dia 30 de agosto

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O cabo da Polícia Militar Gerson Correa, que é réu no processo

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Documentos anexados nos autos do processo da “Grampolândia Pantaneira” atestam que o cabo Gerson Correa – réu confesso no caso das interceptações ilegais realizadas em Mato Grosso - foi à casa noturna Malcom Pub no dia 30 de agosto deste ano.

 

O passeio fere uma de suas medidas cautelares, já que ele não pode sair de casa no período noturno.

 

O documento foi apresentado após uma informação recebida pelo Ministério Público Estadual (MPE), em que pedia averiguação sobre um suposto passeio do cabo a casa noturna no fim de agosto. 

 

Na denúncia, ainda constava que o réu violou a tornozeleira eletrônica, equipamento que faz uso desde que deixou a prisão, em março deste ano.

 

No último dia 4, um representante do Malcom Pub apresentou ao juiz Wladymir Perri, da 11ª Vara Criminal e Especializada da Justiça Militar, uma ficha cadastral de clientes que entraram no ambiente com arma de fogo. Nela constava o nome e a assinatura do militar. 

 

Com a apresentação do documento, o cabo pode voltar à prisão. Isso porque, em março deste ano, Gerson Correa teve habeas corpus concedido e, entre as medidas cautelares impostas para deixar a prisão, está a de se recolher à sua casa à noite e nos finais de semana.

 

A defesa do cabo deve apresentar a defesa até esta quinta-feira (11).

 

O promotor de justiça Allan Sidney do Ó, que atua no caso, ainda não se manifestou sobre os documentos. 

 

Veja documento:

 

 

 "Grampolândia pantaneira"

  

Também são réus do esquema o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente e o coronel Januário Batista. 

 

Os grampos clandestinos militares tinha a finalidade de espionagem política, escuta de advogados no exercício de sua função, jornalistas, desembargadores, deputados e médicos. E, nesse contexto, estima-se que foram grampeados ilegalmente entre 80 e 1000 terminais.

 

Gérson foi o único a confessar o crime. O cabo afirmou que chegou a operar as escutas ilegais dentro do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), local onde atuava.

 

“Nesse período, eu estava lotado no Gaeco, fazia dupla jornada. Com o surgimento da plataforma Sentinela, facilitou muito o trabalho porque o acompanhamento era operado pela web. Então, eu realizava algumas escutas na sede do Gaeco mesmo”, afirmou.

 

Segundo Gérson Correa, foi o cabo PM Euclides Luiz Torezan, também envolvido na trama, quem instalou o sistema em seu computador no Gaeco, para que ele pudesse ouvir os grampos dentro da instituição.

 

Do Gaeco, Gérson passou a operar os grampos de uma sala comercial, localizada na Rua Desembargador Ferreira Mendes, nº 235, na região central de Cuiabá. Lá, ele teve ajuda de outros quatros militares.

 

As interceptações, segundo ele, só foram interrompidas após o promotor de Justiça Mauro Zaque – que descobriu o esquema - interrogar os coronéis Zaqueu Barbosa e Airton Siqueira sobre o caso. 

 

O promotor de justiça Allan Sidney do Ó Souza apresentou recentemente as alegações finais do processo relacionado ao caso dos grampos e, entre os requerimentos feitos, pediu a condenação do cabo Gerson e dos coronéis da PM Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco. 

 

Leia mais sobre o assunto:

 

MPE diz que cabo não deve ter atenuante de pena por confissão

 

Em denúncia à Justiça, MP diz que cabo da PM foi a casa noturna

 

TJ concede liberdade a cabo da PM acusado de operar grampos

 




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2 Comentário(s).

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Graci Ourives de Miranda  11.10.18 01h08
Até quando? Acorda cidadão, a Lei é para todos. Dolorido é que são treinados para respeitar as leis, contudo não o fazem.
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Raimundo  10.10.18 21h09
É um deboche total.
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