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Cotidiano / BOA SAÚDE
13.08.2017 | 11h00
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Jovem perde 56 quilos e vira exemplo de estilo de vida saudável

Com mais de 46 mil seguidores no Instagram, Breno Zamar incentiva pessoas a melhorar a saúde

Reprodução

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Depois de vivenciar pais lutando contra problemas de saúde, Breno Zamar decidiu mudar alimentação

VITÓRIA LOPES
DA REDAÇÃO

Em 2009, aos 22 anos, Breno Zamar repensou suas atitudes e tomou uma decisão que mudaria sua vida: iria emagrecer de forma natural e seguir com um health style pelo resto de seus dias.

 

Antes sedentário e sem ter o hábito de comer verduras e legumes, o bacharel em Direito, morador de Cuiabá, conseguiu perder 56 kg em um ano e meio.

 

Até então sem se preocupar como o cuidado de uma manutenção saudável de seu corpo, o rapaz que chegou a pesar 126 kg e vestir 48 teve o gatilho acionado para a transformação após acompanhar a luta de seus pais contra problemas de saúde, como a diabetes e doenças cardíacas, que podem ser hereditárias.

 

Hoje, com 86 kg e exames médicos normais, Breno compartilha sua história de vida e dicas motivacionais e saudáveis para outras 46 mil pessoas que o seguem no Instagram – e tenta quebrar o estigma de que dieta e exercícios são caros.

Comecei a me incomodar mesmo por uma questão de saúde e também porque teve a questão de meu pai sofrer muito cedo com problemas cardíacos

 

“Comecei a me preocupar quando entrei na faculdade, no primeiro semestre de Direito. Comecei a me incomodar mesmo por uma questão de saúde e também porque teve a questão de meu pai sofrer muito cedo com problemas cardíacos. Minha mãe também já lutava com a diabetes e comecei a me preocupar mais”, conta.

 

Breno explica que começou a engordar aos 12 anos, após perder o pai, que teve uma parada cardíaca. Para lidar com a dor do luto, ele começou a comer compulsivamente comidas de alto teor calórico, como salgadinhos e doces.

 

Ao longo destes 10 anos, o prato do bacharel raramente tinha cor verde e ele chegou a, inclusive, trocar a dose diária de água por refrigerantes.

 

“Quando meu pai faleceu, comecei e comer ‘porcariada’ para preencher aquele vazio. Nunca fui de repetir comida, mas eu só tomava Coca-cola, comia muito salgadinho de milho... Nunca tomava água, era só doce mesmo, que era algo que minha mãe cozinhava muito. Mesmo ela sendo diabética, fazia muitos doces e carboidratos, carne com arroz, essas coisas. Tudo era com muito excesso, nada de salada e de verdura. E também não fazia exercício físico, só ficava parado”.

 

Meu final de semana era ficar em casa comendo. Ia ao mercado aos sábados, fazia toda a compra pensando no que eu comeria para passar o final de semana inteiro. Na minha casa, infelizmente, não teve essa cultura de comer verduras, de alface, nada. Minha mãe sempre foi liberal comigo, nesta questão do refrigerante. Eu não bebia água, era só refrigerante”, relembra.

 

 

Apesar de não ter apontado nenhum problema cardíaco em exames, o jovem já apresentava indícios de diabetes, com a glicose sempre alta. Ele sofria também com intensas dores nas articulações e no peito. Além disso, sua autoestima também era comprometida.

 

“Até então, nunca tinha me envolvido com ninguém. Na verdade, eu não tinha autoestima, ela não era levada em consideração. Depois que passei a me cuidar, comecei a ver o mundo com outros olhos”.

 

Após ingressar na universidade em Alta Floresta, o quadro de saúde de sua mãe se agravou. Foi quando resolveu, então, que mudaria seu destino e estilo de vida por conta própria, já que ninguém o faria por ele.Chegou a cogitar uma bariátrica, mas logo desistiu, por medo a cirurgias e também porque existe a possibilidade de emagrecer de forma natural, sem procedimentos e medicamentos.

 

“Eu queria muito fazer bariátrica, então viemos para Cuiabá. Aí o médico disse: ‘Você vai ter que engordar para fazer a bariátrica’. Ele comentou também sobre a recuperação da cirurgia, coisa que sou muito medroso. Tanto é que hoje em dia, eu tenho pouco excesso de pele e treino pesado para poder preencher esse vazio”, comenta.

 

Breno começou a regular a alimentação e entrou na academia, além de correr pelas ruas de Alta Floresta nos finais de semana. Os desafios começaram a aparecer e dentre eles, cortar os doces da dieta.

 

“O mais difícil foi cortar os doces e as massas. Uma estratégia que usei - e eu falo pros amigos, que muitas vezes não entendem e na época dizia que eu estava antissocial - era a questão de sair. Pra mim, é uma questão de psicológico, pois tive que parar um tempo de sair com eles, ficar em casa, para começar a sair sem precisar beber ou comer. Porque, até então, quando saía com eles, precisava comer alguma coisa. Se eles comessem uma pizza, eu tinha que comer também. Então comecei a evitar, ficar um pouco antissocial, pra poder até dar um primeiro passo para pegar o embalo e ir embora”.

 

Não fui em nutricionista na época. Isso é algo que eu não recomendo. Fiz tudo pela internet, mas isso não é certo, eu poderia ter até algum problema.

“Como minha mãe tinha diabetes, conversei sério com ela e cortamos tudo lá em casa e começamos a comprar mais verduras. Aí cortei tudo: bolachas, ‘porcariadas’ em geral”.

 

Contudo, o bacharel, que não é um profissional da saúde, aconselha para quem decidir mudar de rotina, procurar um nutricionista primeiramente, pois todo o processo de emagrecimento deve ser saudável e sem sequelas, até mesmo para evitar o efeito sanfona. Hoje em dia, por exemplo, ele é acompanhado por um médico.

 

 “Não fui em nutricionista na época, porque até então lá [Alta Floresta] não tinha, só em Cuiabá. Isso é algo que eu não recomendo. Fiz tudo pela internet, olhava no Google, mas isso não é certo, eu poderia ter até algum problema. Tanto é que hoje em dia, para eu ganhar massa magra, é muito difícil, porque perdi muito peso sem auxílio e joguei muita massa magra embora. Treino de emagrecimento é uma coisa que não aconselho hoje em dia a fazer por conta própria. Corri um risco, mas graças a Deus não tive nenhuma lesão”, alerta.

 

Rotina atual

 

Breno revela como funciona agora seu cotidiano de alimentação e exercícios e desmente o mito de que dieta é cara e que ninguém pode começar uma vida saudável. Inclusive, é possível até comer umas “besteirinhas”, mas com moderação.

 

“Muita gente pensa que dieta é cara e não é. É isso que tento falar para meus seguidores, que dieta é barata", explica.

 

Breno Zamar

antes e depois

Antes e depois de Breno, ao longo de 10 anos de uma rotina saudável

 

“Eu digo que é uma questão de equilíbrio. Por exemplo, faço seis refeições por dia, de manhã até às 22 horas, que é minha última refeição. Então a partir das 18 horas, eu já diminuo a quantidade de comida. Se eu como alguma coisa gordurosa, começo meu dia correndo no parque, e dobro o exercício. Às vezes são 10 minutos a mais, mais intensos. Até porque, eu penso que se você cortar de uma vez, você não dura muito tempo, tudo é adaptação. Até costumo falar que a questão da mudança, tem que ser de dentro para fora, porque não adianta você pensar: ‘Hoje vou fazer dieta e final de semana jogo tudo fora’. Tem que mudar começar de dentro para fora, para você manter aquilo”, diz.

 

Agora, o desafio de Breno é seguir inspirando e motivando pessoas, por meio de seu Instagram, onde recebe dezenas de mensagens diariamente. Para o rapaz, a questão é muito além da estética – afinal, existem os “falsos magros”, que estão de bem com a balança mas com vários problemas de saúde - e sim, cuidar do corpo, que é o “templo que nos abriga” e projetar longevidade.

 

“Tem que partir de você, da sua vontade. Não é por ninguém, não é de fulano, de cicrano. Você que tem que querer mudar. Porque é assim: se você vai fazer por algo ou alguém, depois que você alcança aquele objetivo, você desanima. Como pensar: ‘Vou emagrecer para o meu casamento, ‘projeto praia’. Você vai para praia, aí quando volta, engorda tudo novamente. A mudança tem que vir de você. E não é só questão de estética também. Hoje em dia eu não tenho mais imunidade baixa, antes vivia gripado. Então faça, acredite, que vai dar certo”, aconselha.




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