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Cotidiano / VOLTA AO MUNDO
18.06.2017 | 08h10
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Americano "caçador" de Pokemon passa por Cuiabá

Colton Robtoy planeja visitar 36 cidades de 12 países em 12 meses; ele financiou a viagem sozinho

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Colton Robtoy, de 22 anos, planeja ficar um ano viajando pelo mundo jogando Pokémon Go

VINICIUS MENDES
DA REDAÇÃO

O jogo para celular Pokémon Go virou uma febre mundial em 2016, ano de seu lançamento.

 

Em todos os cantos do Mundo milhares de pessoas foram conquistadas pelo jogo, que, diferente da maioria das diversões eletrônicas, é melhor se for praticado fora de casa.

 

No jogo, cada pessoa deve andar pelas ruas, parques e bairros da cidade para tentar encontrar os Pokémons e capturá-los virtualmente no celular.

 

Alguns Pokémons só podem ser encontrados em certas regiões e países específicos.

 

Para capturar todos, seria necessário viajar pelo Mundo. No entanto, isto é algo que poucas pessoas conseguem fazer.

 

O americano Colton Robtoy, de 22 anos, está conseguindo realizar este desejo. Ele pretende visitar 36 cidades de 12 países em 12 meses para capturar os Pokémons.

 

Gosto muito de viajar, consegui juntar dinheiro suficiente e vou conseguir ficar um ano viajando

Após se formar na faculdade de Engenharia Elétrica no último mês de maio, ele decidiu começar sua viagem.

 

O primeiro destino escolhido foi o Brasil.

 

Do dia 1º a 10 de junho ele esteve em Manaus e lá já capturou o Pokémon exclusivo da América do Sul.

 

A próxima cidade escolhida foi Cuiabá. Ele chegou aqui no dia 10 e ficará até a próxima terça-feira (20).

 

Colton conta que não sabia nada sobre a Capital mato-grossense antes de chegar, e que ela foi escolhida aleatoriamente.

 

“Eu quero visitar três cidades por país. Sabia que o Rio de Janeiro, com certeza, seria uma delas aqui no Brasil. Aí decidi que também queria ir para a Amazônia. Então escolhi Manaus. Em seguida, olhei no mapa e pensei: “O que está entre Manaus e o Rio?”. Cuiabá estava lá. Eu não sabia nada da cidade até chegar aqui”, contou.

 

Sua primeira impressão foi de que a cidade é agradável e bem diferente dos EUA.

 

“Esta cidade é boa. Manaus é velha, tem muitos prédios antigos. Cuiabá já é mais moderna, as casa se parecem com as do México. Eu estou ficando no Jardim das Américas. Então lá as casas têm muro de concreto, um portão. Lá no México é a mesma coisa. Bem diferente dos EUA”, comparou.

 

Ele tem se hospedado na casa de um anfitrião do aplicativo Airbnb, que disponibilza vagas de hospedagem em imóveis de pessoas cadastradas.

 

Quanto ao conhecido calor cuiabano, Colton diz que não foi algo que o incomodou.

 

“O calor aqui é tranquilo. Já em Manaus, por causa da umidade, foi o pior que eu já senti na minha vida. É bem na Floresta Amazônica. É quente igual aqui, mas aí tem 85% de umidade. A sensação é pior”, explicou.

 

Além do inglês, Colton fala espanhol fluentemente, mas sabe poucas palavras em português.

 

Para se comunicar na rua, ele usa a função de tradutor do Google.

 

“É minha primeira vez no Brasil. Eu achei que mais pessoas falariam inglês ou espanhol, mas ninguém fala. O que eu faço é usar o Google Translate pelo meu celular”, contou o jovem.

 

Em sua viagem, Colton está focado em criar conteúdo para internet, vídeos e postagens, relacionados a Pokémon Go. Por isso, os lugares que conheceu até o momento em Cuiabá são onde existem as “PokeStops”, pontos de referência na cidade onde você pode conseguir itens e encontrar Pokémon.

 

“Eu já fui na UFMT, fui no zoológico de lá também, fui no Parque Mãe Bonifácia e agora o Parque Tia Nair", relatou.

 

Sua viagem, no entanto, começou a ser planejada antes do lançamento do jogo, há quatro anos, na época em que entrou na universidade, tudo por causa das notícias sobre os eventos esportivos que seriam realizados no Brasil, a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Colton Pokémon Go

O americano Colton Robtoy planejou sua viagem durante quatro anos, enquanto estava na faculdade

“No primeiro dia na universidade, eu decidi que queria ir para a praia de Copacabana, ficar uma semana ou duas depois de me formar. Isso foi porque nos canais de esporte na TV estavam falando muito sobre a Copa do Mundo e sobre as Olimpíadas. Aí eles mostravam imagens do Rio de Janeiro. E eu pensei: é ali onde eu vou estar daqui a alguns anos. Mas com o tempo eu fui decidindo estender a viagem, porque gosto muito de viajar. Consegui juntar dinheiro suficiente e vou conseguir ficar um ano viajando”, contou.

 

O jogo só entrou no planejamento no ano passado, segundo ele pela sua capacidade de permitir contar uma história de viagem.

 

Ele também pretende conhecer sobre a cultura e a culinária de cada país.

 

Em Cuiabá, Colton ainda não provou as comidas típicas, apenas coxinha e pão de queijo, mas pretende fazer isto antes de ir embora.

 

“Eu sou muito econômico. Então compro toda a minha comida no supermercado, tenho gastado o mínimo. Lá em Manaus, fiz a mesma coisa. Mas no último dia, comi açaí e tacacá. Meu plano vai ser de comer algo típico no último dia em cada cidade ”, disse.

 

Sua média de gastos diários está em torno de 15 dólares.

 

Resistência em casa

 

 

Sua família foi contra a viagem, mas Colton decidiu seguir em frente. Ele financiou tudo sozinho através de alguns trabalhos durante a faculdade.

 

“Quando contei essa minha ideia da viagem, minha família foi contra. Consegui o dinheiro sozinho. E quando você tem dinheiro, ninguém pode te dizer o que fazer".

  

Colton disse que pretende fazer outras viagens além desta, também com duração de um ano.

 

Ao final da viagem atual, ele quer pedir ao público que o acompanha para ajudá-lo a continuar viajando e produzindo vídeos.

 

“Eu amo viajar, eu amo ver novos lugares. Depois de todo o conteúdo gratuito que eu produzir e oferecer para as pessoas, vou pedir para quem puder, que me ajude a continuar com as viagens, através do Patreon [plataforma para conseguir patrocinadores]. Se eu não conseguir este objetivo, ao menos no fim das contas acabei viajando o Mundo inteiro por um ano, tive uma boa experiência, me diverti muito, e tive liberdade”, afirmou.

 

A viagem

 

cronograma viagem colton

O americano planeja visitar 36 cidades de 12 países em 12 meses

Colton irá visitar 12 países em quatro continentes diferentes para jogar e produzir conteúdo sobre o jogo.

 

Ele começou a jogar o Pokémon Go no dia do lançamento, mas já era fã da franquia desde os 8 anos.

 

Na viagem, seu objetivo é capturar dois Pokémons por dia, 60 por país.

 

Ele produz um vídeo por dia e compartilha nas suas mídias sociais.

 

Colton utiliza o Twitter, Facebook, Snapchat, Instagram, Periscope, Medium, YouTube, e seu próprio site.

 

Após a viagem pelo mundo jogando Pokémon Go, ele ainda planeja fazer uma só pela América do Sul, outra só pelo Sudeste asiático e uma pela Europa, todas com um ano de duração.

 

“Eu tenho essas viagens de um ano planejadas, e sei que vou fazê-las durante a minha vida”, afirmou.

 




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2 Comentário(s).

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José domiciano  23.06.17 00h34
Bom ele ta realizando o sonho da vida dele isso é legal,com certeza vai levar boas recordações do nosso país
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Lico  19.06.17 14h31
Manda esse desocupado passar lá em casa tem um terreno na minha rua cheio de mato
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