Cuiabá, Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
MEDO NO CAMPUS
13.09.2018 | 10h40 Tamanho do texto A- A+

Alunas da UFMT denunciam falta de segurança e assédio sexual

Estudantes usaram página no Instagram para relatar casos de perseguição na universidade em Cuiabá

Alair Ribeiro/MidiaNews

O campus da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão denunciando a falta de segurança no campus de Cuiabá. Nesta semana, em um perfil do Instagram, eles relataram as ameaças. 

 

Alunas contam que, por diversas vezes, sofreram assédio sexual por parte de um homem dentro da instituição. 

 

"Meninas, cuidado quando forem andar pela UFMT sozinha. Hoje, às 17h fui seguida por um cara dentro do campus Cuiabá e ele só não fez nada porque apareceram outras pessoas no meio do caminho. Então, tomem muito cuidado”, disse um relato anônimo.

 

A única explicação que o chefe de segurança conseguiu me dar foi que 'nós seguranças somos responsáveis apenas por resguardar o patrimônio da UFMT', ou seja, nada de segurança pra nós

Em outro caso, uma acadêmica contou que chegou a ser perseguida por um homem. "Hoje fui perseguida e rodeada por um cara no IL [Instituto de Linguagem]. Alto, magro, negro, com um brinco. Estava usando camiseta preta, calça de uma cor tipo nude e se não me engano, estava descalço." 

 

Após postar o relato em um perfil nas redes sociais, outra aluna comenta: "Ele entrou no C.A. [Centro Acadêmico] de Psicologia no IE [Instituto de Educação] e me assediou, alguém tem que tomar uma providência!".

 

Os fatos vieram à tona nas redes após o perfil do Instagram “Meu Olhar UFMT” realizar as postagens no início desta semana. Depois de postar sobre os abusos, outras publicações referentes a roubos e furtos vieram a tona.

 

"Assaltaram meu carro próximo ao IE, já era tarde da noite, então fui direto conversar com um segurança. Ele indicou que eu fizesse o B.O. o mais rápido possível e depois que eu levasse a ocorrência para o Centro de Segurança. Fiz tudo direitinho, cheguei lá e a única explicação que o chefe de segurança conseguiu me dar foi que 'nós seguranças somos responsáveis apenas por resguardar o patrimônio da UFMT', ou seja, nada de segurança pra nós", consta em um relato. (Veja mais relatos abaixo)

 

Solução

 

Para tentar solucionar a insegurança no campus, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), diretores de unidades acadêmicas e a Coordenação de Segurança da UFMT se reuniram nesta quarta-feira (12).

 

O diretor do Instituto de Linguagens, Roberto Boaventura, disse que não se trata de um problema exclusivo da Instituição, e sim de uma questão social. 

 

Entretanto, segundo ele, é importante que a Universidade se empenhe em minimizá-lo. “A entrada da Fernando Corrêa é um corredor de muito fluxo, então é importante que haja uma atenção maior”, afirmou.

 

Entre as propostas apresentadas pelo grupo, está a manutenção constante da iluminação, o reforço no número de vigias durante os horários de pico, especialmente na entrada da Avenida Fernando Corrêa; retorno das rondas policiais pela instituição e uma campanha de comunicação, voltada para a comunidade acadêmica, para que saiba como lidar com situações de emergência, a quem pedir ajuda e como agir de maneira a prevenir-se contra a ação de criminosos.

 

O coordenador de Segurança da UFMT, Aldonso Pereira da Silva, orientou que as vítimas entrem em contato com a segurança da UFMT pelos telefones (65) 3615-8065, 3615-8063.

 

“Qualquer pessoa que for ameaçada, identificar algo suspeito ou for vítima de um crime pode comunicar o caso para qualquer vigia que encontrar. Sempre que isso acontece, mandamos, de imediato, alguém para averiguar os fatos e dar o devido encaminhamento”, esclareceu.

 

GALERIA DE FOTOS
Reprodução
Reprodução
Reprodução
Reprodução
Reprodução
Reprodução
Reprodução



Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
6 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Joao Aroldo  13.09.18 17h05
Assalto? Roubo? Estupro? Chama o Batmam!
28
9
Felipe Souza  13.09.18 13h52
Uai, mas não eram os próprios "alunos" que queriam a Polícia fora de lá?!
59
4
Cesar  13.09.18 13h42
Quem seria responsavel pela segurança das pessoas dentro do campus universitário é a Polícia Militar, porém, muitos alunos e professores são contra o patrulhamento policial dentro do campus. Basta a reitoria solicitar e permitir que a Polícia Militar realize rondas no campus que isso se resolve....
48
3
Laíze Costa  13.09.18 11h27
Que realidade triste! Um absurdo! As autoridades tem que tomar providências quanto a essa falta de segurança, isso implica diretamente na educação acadêmica dos alunos.
36
16
Moreira  13.09.18 11h21
É impressionante como a esquerda é capaz de criar problemas e depois a própria esquerda cria a narrativa de que precisa-se combater essa violência criada por eles mesmos. Lembro-me que vários diretores de cursos e alunos pediram a presença ostensiva da PMMT no campus, entretanto, o pessoal das humanas foram veementemente contra. O resultado está aí: Pessoas entrando no campus, sem qualquer controle; drogados em todas as dependências e um risco altíssimo de acontecer uma tragédia. Famílias que visitavam o zoológico, já nem frequentam mais por conta dessas coisas. Já são décadas de reitores com viés de Esquerda na UFMT. Por isso, pensem bem: Quando votar, aquele que supostamente tem o discurso de ´"odio", na verdade é o remédio amargo que temos que tomar enquanto sociedade para curarmos as doenças daqueles que tanto dizem "combater" o tal "ódio".
113
18