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Cotidiano / MORTE NA LAGOA
28.07.2017 | 15h40
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Acusada de torturar aluno, tenente vai usar tornozeleira eletrônica

Izadora Ledur foi denunciada pelo Ministério Público; juíza Selma Arruda rejeita prisão preventiva

RDNews

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A oficial do Corpo de Bombeiros é acusada de crime de tortura com resultado morte do aluno Rodrigo Claro

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

A juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou denúncia do Ministério Público Estadual contra a tenente Izadora Ledur de Souza, do Corpo de Bombeiros Militar, pela morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, 21, durante um treinamento da corporação, em novembro de 2016.

 

Com isso, a oficial passa a ser ré, mas a magistrada negou o pedido de prisão preventiva e determinou que Izadora Ledur passe a ser monitorada por tornozeleira eletrônica.

 

Na denúncia, o MPE acusa a tenente de crime de tortura que levou à morte do aluno. Além dela, outros cinco militares também viraram réus pelo mesmo crime: Marcelo Augusto Revéles Carvalho, Thales Emmanuel da Silva Pereira, Diones Nunes Sirqueira, Francisco Alves de Barros e Eneas de Oliveira Xavier.

 

A decisão de Selma Arruda  foi proferida nesta quinta-feira (27) e, embora tenha negado o pedido de prisão preventiva feito pelo MPE, determinou algumas medidas cautelares à tenente.

 

São elas: o comparecimento mensal em juízo, para informar residência e justificar suas atividades; que permaneça distante de quaisquer locais relacionados ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, inclusive da Secretaria de Segurança Pública, para evitar o risco de novas infrações; a proibição de manter contato com as testemunhas arroladas pelo Ministério Público; a suspensão do exercício de função pública de Tenente Bombeiro até o final da instrução processual.

 

De acordo com a juíza, o uso do monitoramento eletrônico é para que a militar não infrinja as outras determinações e não atrapalhe o andamento das investigações.

 

“Todavia, há medidas cautelares diversas da prisão capazes de assegurar que a denunciada não volte a delinquir e não tenha qualquer influência junto a testemunhas, de modo a garantir tanto a ordem pública, quando a escorreita coleta de provas na instrução processual”, disse.“(...) cite-se e intime-se a acusada Iadora Ledur de Souza a tomar conhecimento da denúncia e formular defesa, bem como para que dê início ao cumprimento das medidas cautelares ora impostas”, determinou Selma Arruda.

 

Reprodução

rodrigo claro

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após supostamente passar por uma sessão de afogamento

Denúncia do MPE

 

De acordo com a denúncia, feita pelo promotor Sérgio Silva da Costa, o fato aconteceu no dia 10 de novembro de 2016, durante o treinamento de atividades aquáticas, em ambiente natural, do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

 

O MPE destacou que, apesar de apresentar excelente condicionamento físico, o aluno demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre, entre outros exercícios.

 

Consta na denúncia que, embora o problema tenha chamado a atenção de todos, os responsáveis pelo treinamento não só ignoraram a situação como utilizaram-se de métodos considerados reprováveis, tanto pela corporação militar, quanto pela sociedade civil, para “castigar” os alunos do curso que estavam sob sua guarda.

 

Conforme o MPE, depoimentos colhidos durante a investigação demonstram que o aluno foi submetido a "intenso sofrimento físico e mental com uso de violência".

 

A atitude teria sido a forma utilizada pela tenente Izadora Ledur para punir Rodrigo, por ele ter apresentado mau desempenho nas atividades dentro da água.

 

De acordo com a denúncia, feita pelo promotor Sérgio Silva da Costa, o fato aconteceu no dia 10 de novembro de 2016, durante o treinamento de atividades aquáticas, em ambiente natural, do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

 

O MPE destacou que, apesar de apresentar excelente condicionamento físico, o aluno demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre, entre outros exercícios.

 

Há medidas cautelares diversas da prisão capazes de assegurar que a denunciada não volte a delinquir e não tenha qualquer influência junto a testemunhas, de modo a garantir tanto a ordem pública, quando a escorreita coleta de provas na instrução processual

Consta na denúncia que, embora o problema tenha chamado a atenção de todos, os responsáveis pelo treinamento não só ignoraram a situação como utilizaram-se de métodos considerados reprováveis, tanto pela corporação militar, quanto pela sociedade civil, para “castigar” os alunos do curso que estavam sob sua guarda.

 

Conforme o MPE, depoimentos colhidos durante a investigação demonstram que o aluno foi submetido a "intenso sofrimento físico e mental com uso de violência".

 

A atitude teria sido a forma utilizada pela tenente Izadora Ledur para punir Rodrigo, por ele ter apresentado mau desempenho nas atividades dentro da água.

 

Relembre o caso

 

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após supostamente passar por uma sessão de afogamento na Lagoa Trevisan.

 

Ele chegou a ser levado para o Hospital Jardim Cuiabá, na Capital, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por cinco dias.

 

Em depoimento, colegas de curso de Rodrigo informaram que ele vinha sendo submetido a diversos "caldos" e que chegou a reclamar de dores de cabeça e exaustão.

 

Ainda assim, ele teria sido obrigado a continuar na aula pela tenente, que na época era responsável pelos treinamentos dos novos soldados da corporação.

 

A tenente foi afastada da corporação logo após a morte de Rodrigo. No entanto, segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Júlio Cézar Rodrigues, esta não é a primeira vez que ela está sendo investigada por cometer excessos nos treinamentos.

 

Da primeira vez ela foi acusada - em uma denúncia anônima ao Ministério Público Estadual (MPE) - de fazer pressão psicológica em alunos durante os treinos do 15º curso de formação dos bombeiros.

 

“Na época designamos um encarregado e foi feita uma sindicância, onde não foi apurada esta conduta por parte da tenente. Não foi constatada transgressão nem crime por parte dela. O resultado foi encaminhado novamente para o MPE e o processo foi arquivado. Por isso ela não foi afastada de suas funções”, disse o comandante, em entrevista coletiva no ano passado.

 

Se ficar comprovado que a tenente foi responsável pela morte de Rodrigo, as penas podem variar de advertência até a prisão.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

MPE denuncia e pede prisão de tenente acusada de torturar aluno 




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5 Comentário(s).

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José  29.07.17 10h08
Quando os responsáveis pelas mortes do Soldado Abinoão Oliveira e do jovem Rodrigo Claro serão EXPULSOS da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros? Dr. Pedro Taques, V. Exa. será cobrado no pleito eleitoral de 2018, caso concorra há mais 4 anos de mandato! Chega de impunidade neste Estado!
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Cuiabano  29.07.17 01h53
Cuiabano, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Karla  28.07.17 21h15
Karla, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Julio  28.07.17 19h23
Sr Pedro taques faz alguma coisa por essa mae desse rapaz que perdeu sua vida servindo o estado só pedimos justiça e mais nada.
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ADILSSOM  28.07.17 17h56
É QUEM PERDEU MESMO SÓ FOI O POBRE RODRIGO, A TENENTE VAI SER AFASTADA DA SUA FUNÇÃO MAS VAI CONTINUAR RECEBENDO SEU SALARIO TODO O MÊS.
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