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Cotidiano / OPERAÇÃO ARARATH
28.05.2014 | 11h25
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MPF não denuncia empresário suspeito de operar esquema

Júnior Mendonça diz que fazia empréstimos a pedido do ex-secretário Éder Moraes

Divulgação

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Júnior Mendonça disse, em depoimento, que atuava em esquema a pedido de Eder Moraes

CAROLINA HOLLAND
DO G1 MT
O Ministério Público Federal decidiu não denunciar o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, por conta da contribuição dele com a instituição e também com a Polícia Federal durante a investigação de um esquema de empréstimos fraudulentos em instituições financeiras clandestinas que beneficiava políticos e empresários de Mato Grosso.

O MPF conclui ainda que ele não pode ser considerado líder da organização criminosa.

Júnior Mendonça atuou como colaborador premiado durante as investigações, que deram origem à operação 'Ararath', da PF.

Foram presos o deputado estadual José Riva, o ex-secretário de estado Éder Moraes e o superintendente do Banco Industrial e Comercial S/A (Bic Banco) no estado, Luis Carlos Cuzziol. Riva e Cuzziol já foram soltos, mas Moraes continua preso no Centro de Detenção Provisória da Papuda, no Distrito Federal.

"O MPF, convencido da efetividade e eficiência da colaboração deixa de denunciar Gércio Marcelino Mendonça Júnior"



“O MPF, convencido da efetividade e eficiência da colaboração deixa de denunciar Gércio Marcelino Mendonça Júnior”, diz trecho da denúncia contra Éder Moraes, a mulher dele, Laura Dias, Vivaldo Lopes, e Luis Carlos Cuzziol.

O empresário foi ouvido pelo MPF e pela PF, acompanhado de três advogados, entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março deste ano. No total, foram feitos sete termos de declarações.

Conforme o Ministério Público Federal, Júnior Mendonça narrou o esquema da organização criminosa, confessou que cometeu crimes, delatou os atos ilícitos cometidos por outros membros da organização criminosa, entregou documentos de “materialidade delitiva” e se colocou à disposição para entregar novos documentos.

A delação de Júnior Mendonça possibilitou a identificação dos demais coautores e integrantes da organização criminosa e infrações penais praticadas por eles, e a revelação da hierarquia e divisão de tarefas do grupo criminoso. Também foi possível recuperar parcialmente o produto ou proveito das infrações penais praticadas pelo bando.

O esquema

Conforme a PF e o MPF, Éder Moraes seria o principal articulador do esquema de empréstimos fraudulentos que beneficiaria ele, o senador Blairo Maggi e o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa.

Parte dos empréstimos ocorria por meio das contas da empresa Comercial Amazônia de Petróleo Ltda (Amazônia Petróleo), de Júnior Mendonça, no Bic Banco (Banco Industrial e Comercial S/A).

Esse banco, do qual Moraes chegou a ser superintendente no estado, e outras duas instituições bancárias 'sustentavam' o esquema.

Nas seis contas da Amazônia Petróleo no Bic Banco foram movimentados cerca de R$ 65 milhões, entre créditos e débitos.

Júnior Mendonça disse à polícia que os empréstimos ocorriam a pedido de Éder Moraes.

O empresário alega que foi ainda a mando do ex-secretário que ele transferiu R$ 45,5 mil para a conta da empresa de Laura Dias, mulher de Éder Moraes, em 24 de junho de 2009.

Conforme depoimento de Junior Mendonça, o esquema começou em 2008, com um empréstimo feito ao então vice-governador do estado, Silval Barbosa, no valor de R$ 4 milhões.

A garantia dessa transação era uma nota promissória com esse mesmo valor, onde constavam como emitente e avalista o próprio Silval Barbosa e Éder Moraes.

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3 Comentário(s).

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Andrea  28.05.14 15h01
Absurdo o MPF nao denunciar o maior participante do esquema fraudulento...
17
5
mario  28.05.14 15h00
ele não pode ser considerado líder da organização criminosa, mas participou...para mim, a participação também é punível, ou eu estou desatualizado?!!!...
20
1
Carlos  28.05.14 12h17
Carlos, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas

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