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Cotidiano / PLANILHA DE EDER
27.05.2014 | 13h18
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MPF cita lista com nomes de 47 membros do MPE e valores

Planilha com nomes e valores foi apreendida pela PF na casa de Eder Moraes

MidiaNews

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A procuradora da República Vanessa Scarmagnani, que citou lista em sua denúncia

DA REDAÇÃO
Na busca e apreensão realizada na residência do ex-secretário de Estado Eder Moraes, no dia 19 de fevereiro, a Polícia Federal encontrou uma planilha contendo o nome de 47 membros do Ministério Público Estadual (MPE).

Na relação, na frente de cada nome de promotor e procurador de Justiça, há as indicações “valor original”, “valor corrigido” e “valor a pagar”.

O total dos valores indicados, respectivamente, são: R$ 10.829.027,91 (valor original); R$ 10.660.733,93 (valor corrigido); e 7.995.550,45 (valor a pagar).

"Não é possível afirmar se ocorreu o pagamento, do que se trata, sua origem e licitude"


A procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, que atua em Cuiabá, anexou a planilha na denúncia feita pelo MPF à Justiça Federal contra o ex-secretário de Estado Eder Moraes; sua esposa Laura Tereza da Costa Dias; o secretário-adjunto do Tesouro de Mato Grosso, Vivaldo Lopes Dias; e o gerente do Bic Banco em Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol.

A denúncia foi recebida pelo juiz federal Jeferson Schneider no último dia 20 de maio.

Na denúncia, a procuradora da República afirma, sobre a planilha contendo nomes dos membros do MPE.

Nomes

“Neste ponto, é necessário destacar uma planilha apreendida na residência do investigado Eder Moraes, contendo lista indicativa de pagamentos a membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (auto de apreensão nº 42/2014 - autos nº 1972-16.2014.4.01.3600”, disse.

“A referida planilha foi encontrada no mesmo local e circunstância da apreensão dos documentos que sugerem pagamento de propina a autoridades do Poder Executivo e Legislativo do Estado de Mato Grosso (notas promissórias, cheques, lista contábil de pagamento, operações bancárias e anotações de depósitos)”, afirma a procuradora do MPF.

Ela ressalta que não é possível saber do que se trata a planilha. Mas observa os nomes do procurador-geral de Justiça Paulo Prado e do promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes – e os valores relacionados a ambos.

“Não é possível afirmar se ocorreu o pagamento, do que se trata, sua origem e licitude. Apenas que ao Procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado é apontada a quantia de R$ 516.778,92, ao Promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes a quantia de R$ 59.700,54”, afirma a procuradora na denúncia.

Outro lado

A reportagem tentou falar com o procurador Paulo Prado, por meio de seu telefone celular. As ligações não foram atendidas. Uma das assessoras do MPE também não atendeu as ligações feitas.

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21 Comentário(s).

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ADILDO JACINTO DE OLIVEIRA FILHO  28.05.14 15h09
LÓGICO QUE DEVE HAVER INVESTIGAÇÃO SÉRIA ANTES DE QUALQUER PUBLICAÇÃO DE NOMES, LÓGICO QUE A MAIORIA DOS PROMOTORES / PROCURADORES SÃO PESSOAS DIGNAS,COMO EXISTEM PESSOAS DIGNAS EM OUTROS PODERES DO ESTADO, PORÉM, TEMOS OBSERVADO QUE ULTIMAMENTE ESSA INSTITUIÇÃO TÊM PRIMADO PELO USO DA ACUSAÇÃO MIDIÁTICA E LOGO EM SEGUIDA, O ACUSADO / DENUNCIADO É LIBERADO COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO. COMO EXPLICAR ISSO? FOI ERRO, ESSES MEMBROS DESSA INSTITUIÇÃO QUE COMETE ESSES ERROS PODEM FAZER ISSO SEM NENHUM LIMITE? SERÁ QUE ESSA PRÁTICA NÃO PODERIA SER REVISTA. A "LISTA DE EDER" DEVE SER SIM INVESTIGADA E EM PROFUNDIDADE E PELO CNMP OU PELO CNJ.
32
2
rafael oliveira  28.05.14 13h05
rafael oliveira, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Auremácio Carvalho  28.05.14 11h47
Os membros do Ministério Público, em geral, são pessoas e profissionais honrados, íntegros e competentes. Nós, advogados, tratamos com eles diariamente e os conhecemos e respeitamos. Vamos esperar o que a justiça vai apontar, sem pré-julgamentos.
37
63
Bruno  28.05.14 10h42
Não entendo porque tanto nervosismo do MP. Afinal de contas, cansei de ouvir de promotores que investigar é normal. Ninguém os acusou formalmente ainda.
132
10
Daniel Carvalho Mariano  28.05.14 09h20
Sou Promotor de Justiça neste Estado, trabalho todos os dias, o dia todo, chego todos os dias depois das 20h, por vezes não durmo estudando para Júri, atendendo a população. Já consegui afastar prefeitos, realizar operações com a PJC e PM, que possuem pouquíssimos recursos, operações que já chegaram a escalas de 60 presos por tráfico e associação em um único dia, defender o meio ambiente, acionar e executar pensões alimentícias, obter médicos para o município, impedir festas desnecessárias e realocar as verbas para a infância e juventude, faço palestras à noite e finais de semana para a população, nestes mesmos horários, únicos disponíveis, é quando posso trabalhar nos processos e fazer blitz educativas e preventivas com PM, PJC, PRF, Ambiental e Conselho Tutelar, porque nos outros estou em audiência. Atualmente em várias discussões grandes com 4 prefeitos, Governador, DNIT e INCRA (estes dois últimos nem é minha função primária, mas estou acionando ante ausência de ação de quem deveria agir) em prol de toda a população do Vale do São Lourenço, vivendo o dia a dia desta sofrida população. Agora, vejo minha ex-colega de Faculdade e colega de trabalho (não há hierarquia entre MPF e MPE) vazar na imprensa que "apesar de não poder dizer ser lícito ou não" que há uma lista de 42 promotores com valores pagos e a pagar, nas mesmas condições dos investigados que foram pagos, deixando bem nítida a intenção de macular nossa imagem. Não sei se estou nesta lista - provavelmente não, porque entrei há pouco tempo e não tenho verbas atrasadas para receber -, mas me senti atingido como se lá estivesse, afinal não é um ou dois nomes, mas 42, um quinto da instituição. Com o devido respeito, coisa que Vossa Excelência não teve ao fazer tais ponderações DESNECESSÁRIAS, esta informação ficou maliciosa e desrespeitosa com todos os mais de 200 promotores que labutam seriamente, especialmente aqueles no interiorzão, sem luz, água, sofrendo junto com a população local, varando noites sem dormir e com pouquíssimos recursos para investigar e trabalhar, situação bem diferente da Federal.
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