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Carros / PRODUÇÃO AUTOMOBILÍSTICA
12.07.2018 | 00h30
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De Turim para Betim

Fiat celebra 42 anos de Brasil com trajetória de liderança e amplo pioneirismo no mercado automotivo

Foto divulgação da FIAT

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de O TEMPO

Na última segunda-feira, dia 9 de julho, a Fiat Automóveis, que depois da incorporação com a norte-americana Chrysler passou a se chamar FCA (Fiat Chrysler Automobiles), completou 42 anos de instalação no Brasil. De lá para cá, são muitas as histórias para contar.

Primeiramente, a chegada dos italianos mudou o panorama industrial de Minas Gerais, destacando o Estado como um polo de referência e relevância na produção automobilística nacional, privilégio de que apenas o Estado de São Paulo podia se orgulhar. De sua chegada ao município mineiro de Betim, em 1976, à liderança de mercado por muitos anos consecutivos, uma trajetória vitoriosa, mas não sem os percalços naturais daqueles que empreendem e investem em economias instáveis em um país emergente como o Brasil.

Mais velha que a Fiat no Brasil estão todas as três mais antigas (Ford, GM e Volkswagen) que aqui já estavam quando os italianos chegaram para montar a fábrica de automóveis em Betim. Naquela época seriam chamados de visionários os que apostassem suas fichas na recém-chegada como uma futura líder do mercado nacional. Não era para menos. 

No longínquo ano de 1976, a Volks reinava absoluta no mercado, e suas concorrentes diretas juntas não tinham nem a metade do bolo. Por isso, apostar na Fiat não era tarefa das mais seguras. Quando o primeiro lançamento aconteceu e o modelo 147 ganhou as ruas. A imagem da montadora estava lançada. Para uns, o estilo moderno e de vanguarda para época agradava. Já outros criticavam a caixa de marchas e o desempenho do motor de 1.050 cc. Assustados com o novo, os brasileiros não aderiram de imediato à ideia de um automóvel de origem italiana na garagem.

 

Antecipando tendências

 

Com o passar do tempo, a Fiat mostrou a que veio. Depois de aposentar a família 147, surgiu o Uno, pequeno por fora, mas com espaço interno excelente e que tinha o preço como maior apelo de compra frente a concorrência. Sucesso absoluto, o modelo ficou no mercado de 1984 a 2015 e teve mais de 3,6 milhões de unidades vendidas no país.

 

Do hatch italiano também derivou-se uma família de produtos. Ao Uno também coube talvez um dos grandes méritos que justifique a posição de destaque da empresa hoje no Brasil. Ele foi o precursor do carro popular com motor 1.0 e estreou um segmento que já representou quase 70% das vendas de veículos novos no território nacional.

 

Palio foi o maior divisor de águas para a marca no país

 

Dos modelos compactos para os médios, além do Uno, outros dois modelos da Fiat sacudiram o mercado automotivo nos anos 90. Em 1991, ao mesmo tempo em que a montadora de Betim comemorava a produção de 2 milhões de carros no Brasil, foi a vez do lançamento do Tempra.

 

Cinco anos mais tarde, ao comemorar seus 20 anos no Brasil, em 1996, com o grande salto tecnológico e de mercado iniciado com o batismo do Uno Mille (com motor 1.0), foi a hora do chamado Projeto 178, o Palio, tomar corpo. O hatch representou a chegada do primeiro carro global da Fiat desenvolvido a partir da fábrica da Fiat no Brasil. O Palio, portanto, foi uma espécie de divisor de águas para a marca italiana. 

 

Foi a partir do modelo que os italianos deram uma arrancada que os levou ao lugar mais alto do mercado automotivo brasileiro com sucessivos lançamentos bem-sucedidos, como o sedã Siena e a picape Strada, por exemplo, que segue como a líder em seu segmento.

 

São Paulo pleiteava a fábrica da Fiat

 

Para falar chegada da Fiat no Brasil, é preciso fazer uma viagem ao túnel do tempo e retornar ao começo da década de 70, quando se deu o início às tratativas para a instalação da primeira planta industrial fora da Europa. Um nome que merece ser reverenciado é o do ex-governador de Minas Rondon Pacheco, falecido há dois anos, e que enfrentou muitas dificuldades para trazer a fábrica de veículos italiana para o Brasil. 

 

Os obstáculos foram impostos ao governo mineiro desde que a Fiat começou a demonstrar interesse em instalar por aqui sua planta industrial de automóveis. À época, os italianos já operavam outros negócios ligados à produção de tratores e implementos agrícolas em Minas Gerais, por meio da Fiat Allis. Fatos marcantes ficaram esquecidos pelas mais de quatro décadas que se passaram.

 

O êxito para o sucesso da empreitada teve o fundamental apoio do governo de Minas. Certamente que foi o árduo o trabalho de desviar do poderoso e industrializado Estado de São Paulo o núcleo desta que é, sem dúvida, a mais aglutinadora das atividades fabris e um dos principais vagões da economia brasileira: a indústria automobilística. Este é, por exemplo, um fator de suma importância que não pode nem deve ser esquecido com o passar do tempo.

 

Você sabia?

Governo era sócio. 

 

Em sua constituição original, a Fiat no Brasil era um misto de empresa privada e estatal. Durante o período em que o governo de Minas esteve participando ativamente do capital, era ele – como majoritário na sociedade – que designava o presidente da Fiat. Ao saudoso engenheiro Adolfo Neves Martins da Costa coube o privilégio de ligar as primeiras prensas da fábrica. Ele foi sucedido por Miguel Augusto Gonçalves de Souza, empresário oriundo do setor têxtil. Outros grandes nomes passaram até que o governo se desfizesse de sua participação no negócio e deixasse a Fiat tomar as rédeas.

 

 

Fonte      https://www.otempo.com.br/interessa/super-motor/de-turim-para-betim-1.1998851




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