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Brasil / ENSINO SUPERIOR
31.08.2017 | 18h30
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Número de novos alunos em cursos superiores presenciais cai em 2016

Na modalidade à distância, por outro lado, houve aumento de mais de 20% no número de ingressantes.

do G1

No ensino superior, o número de alunos novos dos cursos presenciais caiu 3,7% de 2015 para 2016, de acordo com o Censo de Educação Superior 2016, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Já na modalidade à distância, houve um aumento de mais de 20% do grupo de ingressantes.

 

Como, apesar do encolhimento dos cursos presenciais, o ensino à distância cresceu, o total de alunos novos se manteve praticamente estável. Em 2015, eram 2,92 milhões de ingressantes; no ano seguinte, foram 2,98 milhões (2,2% a mais).

 

Considerando o total de matrículas no ensino superior – de todos os anos do curso, não só dos iniciais -, os cursos à distância também registram crescimento, segundo o Censo. Em 2006, apenas 4,2% dos universitários estudavam nessa modalidade. Dez anos depois, a parcela saltou para 18,6% das matrículas.

De acordo com o Inep, a idade mais frequente do aluno que entra no curso à distância é de 28 anos – no presencial, é de 21 anos.

 

Queda na rede privada após 25 anos

De acordo com o MEC, quando analisados os dados gerais da rede privada, houve o registro da primeira queda nas matrículas em um período de 25 anos, com uma redução de 16.529 alunos (0,3%). Já o número de matrículas em cursos de graduação da rede pública de ensino teve um aumento de 1,9% em 2016 em relação ao ano anterior.

 

Ao analisar as matrículas das instituições públicas nos últimos 10 anos, o Censo revela que a rede federal foi a que mais cresceu: teve um aumento de 105,8%. No mesmo período, a rede municipal recuou 17%.

 

De acordo com o Censo, o Brasil possui 2.407 instituições de educação superior: 87,7% são privadas e 12,3%, públicas (federais, estaduais e municipais). A distribuição dos estudantes nos cursos brasileiros fica da seguinte forma: 75,3% dos universitários estão setor privado e 24,7%, no público.

 

Os únicos estados em que há mais alunos nas instituições públicas do que nas privadas são Paraíba e Roraima.

A média nacional é de 2,5 alunos da rede privada para cada um da rede pública. No entanto, no Distrito Federal, em Rondônia, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a proporção é ainda maior. Em São Paulo, chega a ser o dobro: para cada aluno de rede pública, existem cinco na particular.

 

Ocupação de vagas

O Censo da Educação Superior mostra que há pouco aproveitamento das vagas oferecidas nas instituições de ensino brasileiras. A média nacional é de que, das 7,8 milhões de novas vagas, apenas 33,5% foram preenchidas.

 

Essa taxa de ocupação é pequena principalmente entre as universidades privadas (29,6%). Entre as federais, o índice fica bem acima do total geral: 91,9% das vagas novas de 2016 foram ocupadas.

O diretor de estatísticas educacionais do Inep, Carlos Moreno, explicou que, atualmente, o número de vagas no ensino superior é maior que o de alunos formandos no sistema e, mesmo assim, nem todas as vagas são preenchidas.

 

Vagas remanescentes

Assim como nos anos anteriores, persiste também a dificuldade em ocupar as vagas remanescentes das universidades- ou seja, aquelas que restaram após os processos seletivos iniciais ou que foram liberadas após morte do aluno, abandono do curso ou jubilamento, por exemplo. Nas faculdades públicas, apenas 24,3% dessas vagas foram ocupadas por alunos. Na rede privada, o índice é ainda mais baixo: 11,2%.

 

Perfis dos professores

Nas instituições públicas e privadas, o perfil mais comum de professor é homem, de 34 a 36 anos. Quanto à formação acadêmica, existem diferenças marcantes: doutores são mais frequentes na rede pública. Na privada, o título mais frequente é o de mestre.

Apesar disso, em ambas, há um crescimento no número de professores com doutorado nos últimos 10 anos. Na pública, a parcela saltou de 22,4% em 2006 para 39% em 2016. Na privada, foi de 12,4% para 22,5% nesse mesmo período.
 
 



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