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Brasil / INFRAESTRUTURA/LOGÍSTICA
11.08.2017 | 22h00
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BRs melhoram, mas 61,8% ainda são consideradas ruins

Dado é de Minas e caiu 24,4 pontos percentuais em 13 anos; no país, rodovias precárias somam 57,3%

DE O TEMPO

Estudo divulgado nessa quinta-feira (10) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que a avaliação do estado geral das rodovias federais no país melhorou 24 pontos percentuais em 13 anos, passando de 18,7% como ótimo ou bom, em 2004, para 42,7%, em 2016. No entanto, 57,3% das estradas pavimentadas no país ainda não têm condições adequadas de tráfego. A situação das estradas federais em Minas, que tem a maior malha rodoviária federal do país, é ainda pior. Segundo a CNT, 61,8% das rodovias no Estado ocupam a classificação de regular, ruim ou péssima. Em 2004, o índice de deficiência era de 86,2% – uma melhora de 24,4 pontos percentuais.

A pesquisa Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos faz parte da primeira análise da série histórica da pesquisa CNT de Rodovias. O estudo aponta que as rodovias no país ainda têm 31 mil quilômetros com pavimentação ruim e sinalização e geometria com problema. “Esses problemas aumentam custos e comprometem a segurança desse transporte”, conclui.

Em 2004, 81,3% das estradas pesquisadas não tinham condições adequadas de tráfego. O percentual de pavimentação ruim ou péssima caiu de 56,1%, em 2004, para 48,3%, em 2016. A sinalização inadequada, que era de 65,4%, caiu para 51,7%.

No caso de Minas, o mestre em transporte e trânsito Osias Baptista, confirma que grande parte das BRs está em péssimo estado. “Não tem sinalização e, principalmente, fiscalização. Temos estradas com altíssimo movimento de veículos que ainda não são duplicadas”, disse Osias, que cita exemplos como a BR–116, conhecida como Rio-Bahia, a BR–262, entre João Monlevade e Viana (ES), e a BR–381 que vai de Belo Horizonte a Governador Valadares, cuja duplicação já deveria estar pronta, segundo ele. “A obra está a passos lentos por falta de recursos e de interesse do governo federal”, frisa. A previsão é que os primeiros 7 km das obras sejam liberados em setembro, após mais de três anos do início das intervenções.

Investimento. Para a CNT, o problema é a falta de verba, uma vez que o investimento nas rodovias não chega a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). “Não se pode atribuir a baixa qualidade da infraestrutura rodoviária unicamente à crise financeira. O Brasil tem um histórico já conhecido de baixo percentual de aportes financeiros em infraestrutura rodoviária”, conclui o estudo.


Saiba mais

Número. O Brasil tem 1,7 milhão de quilômetros de rodovias. Apenas 12,3% (211.468 km) são pavimentados.

MG–050. Nessa quinta-feira (10), o governador Fernando Pimentel (PT) anunciou a retomada das obras na MG–050, operada por uma Parceria Público-Privada (PPP).


Negligência

Descaso. Se a situação das estradas federais analisadas é ruim, as que ainda são de terra expõem ainda mais os motoristas a riscos. Quando chove, moradores de Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha, demoram até três horas para percorrer um trecho de 42,5 km da BR–367, principal acesso da região a Diamantina e Belo Horizonte. “A rodovia não é asfaltada e quando chove vira um mar de lama completo. Carros, ônibus, caminhão, tudo fica agarrado”, reclama o frentista Sérgio Martins.

Lama. Trechos da BR–351, entre Pedra Azul e Almenara, também são de terra. “Quando não é a lama, eles precisam enfrentar a poeira”, disse o mestre em transporte e trânsito Osias Baptista.


Governo vai oficializar prazo maior para duplicação

SÃO PAULO. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, disse que deve ser encaminhada na semana que vem ao Congresso a Medida Provisória (MP) que aumenta de cinco para 14 anos o prazo para as concessionárias duplicarem as rodovias cedidas.

Segundo ele, a medida permite às empresas fazerem uma reprogramação de seus investimentos por causa da crise. “É fato que vivemos a maior recessão de nossa história. É fato que esses contratos estão absolutamente desequilibrados, e os beneficiários dessas rodovias são os usuários. Se entrarmos num processo de caducidade ou devolução amigável, esses investimentos ficarão suspensos por muitos anos”, justificou. O ministro completou dizendo que a queda de fluxo em algumas estradas concedidas à iniciativa privada chega a 30%.

O político explicou ainda que as prioridades serão analisadas: “Vai se duplicar primeiro onde precisa, onde o tráfego se justifica”. 

 

 

Fonte      http://www.otempo.com.br/cidades/brs-melhoram-mas-61-8-ainda-s%C3%A3o-consideradas-ruins-1.1507468




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